Portal Ecclesia
A Igreja Ortodoxa Atualizações e notícias Seleção de textos Subsidios homiléticos para Domingos e Grandes Festas Calendário litúrgico bizantino Galeria de Fotos Seleção de ícones bizantinos Clique aqui para enviar-nos seu pedido de oração Links relacionados Clique para deixar sua mensagem em nosso livro de visitas Contate-nos
 
 
Loading
Arquidiocese Ortodoxa de Buenos Aires e Exarcado da América do Sul
 
 
 

Homilia de S. Emncia. Dom TARASIOS, Arcebispo Metropolita de Buenos Aires, Primaz e Exarca da América do Sul, para o Domingo dos Santos Padres do I Concílio Ecumênico de Nicéia

«A oração sacerdotal de Jesus Cristo»

[Jo 17,1-13

Evangelho de hoje nos apresenta a oração que nosso Senhor Jesus Cristo dirigiu ao Pai, oração que revela a Sua divindade, a mesma divindade do Pai e do Espírito Santo, existente deste antes de todos os tempos, pois Deus É. Nela, Ele pede, nao só por Si mesmo, mas também pelos Seus apóstolos, já que são eles os depositários da potestade e da hierarquia que Nosso Senhor Jesus Cristo lhes outorga. Eis as palavras de nosso Senhor:

Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. Neles sou glorificado (Jo 17,9-10).

Estas palavras, pronunciadas pelos lábios do Senhor, nos revelam a unidade de Deus Pai e Deus Filho, em contraste com as investidas heréticas de Ário que, com suas especulações "teológicas" negava divindade de Cristo, considerando-O, tão somente, uma criatura de Deus. Quanto aos Seus apóstolos, o próprio Senhor nos diz que Sua glória se faz visível neles. Não há a menor dúvida de que assim foi, é e continuará a sê-lo, até que o Senhor venha pela segunda vêz para o julgamento das nações. É neles [apóstolos], e nos seus sucessores legítimos que se dá a a continuidade da presença plena de Cristo e da sua glória na terra. Nossa Igreja e sua tradição consideram os Apóstolos os primeiros bispos. É, pois, imcompreensível que tal elocubração pudesse ocupar a mente de Ário, rebaixando Cristo a uma simples criatura, não aceitando os ensinamentos da Igreja e, consequentemente, provocando divisões e cismas em seu interior.

— E, por que estou dizendo isso?

Porque esta parte do Evangelho está associada ao Primeiro Concílio Ecumênico realizado na cidade de Nicéia, no qual nossos santos Padres refutaram unânimemente o erro, a heresia ariana, defendendo, afirmando e confirmando, de uma vez para sempre, a divindade de Cristo. Os trezentos e dezoito Padres da Igreja, que se reuniram naquele Primeiro Concílio Ecumênico, são a glória presente de Deus.

Vocês se recordam das palavras do Senhor quando afirma: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, lá estarei no meio deles" [...] Acaso poderia faltar a presença do Senhor no meio de seus eleitos? Eles, que receberam o encargo de dirigir a Sua Igreja, de proclamar o Seu Evangelho, de ensinar a palavra de Sua verdade e defendê-la, se preciso for, com as próprias vidas, tal como fizeram os santos mártires, e ainda o fazem os novos que surgem no mundo atual, já não por causa das perseguições, como nos primeiros séculos do cristianismo, mas enfrentando as modernas formas de perseguição dos nossos tempos. A luta entre a luz e as trevas, entre o bem e o mal, entre a verdade e mundo pagão; sim, como escutamos todos os dias, neste tempo que nos foi dado viver, são ainda mais cruéis que no passado. Os "Neros", "Herodes" e "Salomés", que antepõem o poder e o dinheiro, pisoteando o direito de justiça, o direito de viver dignamente como Deus quer para cada um de seus filhos, estão em todos os tempos e lugares. Ainda assim, porém, a glória de Deus permanece em Sua Igreja, em seus bispos, sacerdotes e diáconos, como no recém-ordenado Sérgio, e em todo o povo de Deus, cada qual no lugar onde Deus o tiver colocado.

Com o exemplo que nos deixaram os nossos Santos Padres do Primeiro Concílio Ecumênico, somos chamados a continuar esta grande missão no mundo. Toda vez que recitamos ou rezamos o nosso Símbolo da Fé, o Credo Niceno-Constantinopolitano, devemos estar conscientes do que diz, significa e afirma, pois é a verdade na qual vivemos, em continuidade e sem interrupção.

Assim como os nossos Santos Padres da Igreja, que sustentaram e defenderam, com amor e determinação, a verdade revelada por Deus, cabe agora a cada um de nós e a todos nós em conjunto, fazermos o mesmo. Como disse antes, no meu caso, como bispo, o sacerdote, em suas funções sacerdotais, o diácono em seu serviço, e o povo de Deus, que somos todos nós, clero e fiéis, que conformamos a Igreja, o Corpo de Cristo, façamos diariamente o que é próprio a nossa missão, dando a conhecer a todos o Salvador do mundo, sendo luz que ilumina e sal que dá gosto pelo Reino dos Céus.

Devemos estar sempre muito atentos para que este sal não perca em nós a sua qualidade de dar gosto, pois assim, como poderíamos levar a cabo nosso dever cristão para com os demais?

Neste dia da festa de nossos Padres do Primeiro Concílio Ecumênico, peçamos juntos ao Senhor:

"Pelas orações dos nossos Santos Padres, Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, tem piedade de nós e salva-nos!" Amém.

 

Voltar à página anterior Topo da página
NEWSIgreja Ortodoxa • Patriarcado Ecumênico • ArquidioceseBiblioteca • Sinaxe • Calendário Litúrgico
Galeria de Fotos
• IconostaseLinks • Canto Bizantino • Synaxarion • Sophia • Oratório • Livro de Visitas