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Arquidiocese Ortodoxa de Buenos Aires e Exarcado da América do Sul
 
 
 

Mensagem por ocasião da PÁSCOA de 2009
de S. Eminência Reverendíssima Dom TARASIOS,
Arcebispo Metropolitano de Buenos Aires,
Primaz e Exarca da América do Sul

Prot. Nº 1309

Meu querido rebanho espiritual: que a graça, a paz, a alegria e a esperança de Nosso Glorioso Senhor, Deus e Salvador Jesus Cristo, o Ressuscitado ao Terceiro dia dentre os mortos, sejam com todos vós e com os vossos familiares..

«Agora tudo está repleto de luz,
os Céus, a terra e o inferno.
Que toda criatura festeje a Ressurreição de Cristo,
em quem está a nossa força».

(Tropário da III Oda do Cânon da Páscoa)

om efeito, hoje, toda a criação, em todas as suas dimensões se enche da luz da Trindade Supra-substancial, pois Cristo, o Verbo de Deus, o inacessível, amoroso amigo e mestre, o nosso Deus e nosso Irmão, ressurgindo dos mortos, venceu e anulou para sempre o poder da morte. Essa efusão de luz sobre a criação é a conseqüência da derrota do Hades e do demônio que, doravante, perderam seu poder, pois todas as suas maquinações e domínio foram dissolvidos na pessoa de Cristo, que vivifica e glorifica, de uma vez por todas, a nossa natureza caída, elevando-a com Ele às alturas da divindade, por causa do seu inefável amor pela humanidade. Por isso, a morte é vencida (morre) na morte do Filho do Homem e do Filho de Deus, o Arquétipo criativo e perfeito, o Messias que veio para libertar a humanidade da escravidão da morte e do poder do diabo.

Hoje, o dilema, a problemática e a angústia mais grave do homem, isto é, a morte, é vencida através do amor. Deus mesmo toma a carne, e através de sua economia na terra, aceita tudo aquilo que pertence a nossa natureza - exceto o pecado - incluindo a morte, para assim nos libertar, de uma vez por todas, da morte e das suas conseqüências em nossas vidas. Agora, a história toma outro rumo; agora, as coordenadas espirituais mudam; agora a vida se apodera da morte e a reduz a tão somente um efêmero episódio terrestre que supõe a mudança de dimensão. Hoje, a problemática do homem é dissolvida, pois, Deus mesmo aceita amorosamente a morte e a suprime em sua pessoa tornando-se, assim, o «primogênito dentre os mortos» [Col 1, 18], «premissa de toda a criação» [Col 1, 15] e «primogênito dentre muitos irmãos» [Col. 8, 29] .

A festa que celebramos hoje, a Santa Páscoa, não é apenas uma tradição ou costume, é a Festa das festas, o panegírico de amor e, portanto, a indiscutível confirmação da vitória de Deus sobre o domínio da morte e do ódio. Páscoa é a passagem da morte para a vida sem limites, da angústia para a alegria, do cativeiro para a plena libertação, do temporário domínio do diabo para o Reino eterno de Deus e, assim, do ressentimento da queda ao amor da perfeição. Na verdade, todo o homem e toda a criação são regenerados, recriados, vivificados, porque os seus limites criaturais são reconfigurados de acordo com o paradigma de Jesus morto e ressuscitado.

Agora, o medo e o desespero do homem frente à morte e suas conseqüências na pessoa desaparecem, uma vez que a morte não tem mais poder sobre ele. Agora, o homem é quem tem o domínio sobre a morte em virtude de sua comunhão no amor de Cristo. Agora é o homem quem pode, desfrutando de plena liberdade, ingressar no Reino do Messias, já nesta dimensão. Agora, o ódio, a dor, a insegurança, o medo e, até mesmo desespero do antigo homem, assumido na maldição de nosso antepassado Adão, pode ser transformado, sublimado e convertido em amor, alegria, segurança, esperança, fortaleza e plena confiança de que Deus está conosco e nos ama, e que nos resgatou de uma só vez em virtude da Nova Aliança, e que permanece conosco e glorioso, sustentando aquela eterna Aliança, que é vida, amor e perfeição.  

Queridos Filhos em Cristo Ressuscitado,

A festa de hoje é a celebração do amor de Deus para com a humanidade e a criação, pois, «Tanto amou Deus o mundo que deu o seu Filho Primogênito, para que todo aquele que n’Ele creia não pereça, mas tenha a vida eterna» [Jo 3, 14-21]. Hoje nós celebramos este amor que é o remédio contra a morte e parâmetro absoluto de vida, e vida em abundância. Hoje nós celebramos o divino Eros que se faz luz para que nós, iluminados por Ele, possamos ser luzes refulgentes de compreensão, perdão, compaixão, misericórdia, generosidade, fraternidade, amor e, por fim, faróis de amor, tal como quer Deus.

A Páscoa é a Festa do Amor: comemoramos esta festa nesse amor, a fim de participarmos plenamente no banquete de Deus, nas Bodas do Cordeiro que, doravante, é celebrada em todo mundo, apesar de estar ainda tão cheio de ódio, incompreensão, injustiça. Tomemos, pois, o exemplo de Cristo, o Cordeiro Pascal, que é imolado por nós, sem esperar nada de nós, apenas por amor, e à luz deste amor celebremos esta Festa perdoando-nos, compreendendo-nos, amando-nos, para que assim possamos ser testemunhas do amor de Deus por nós, e fiéis seguidores da sua palavra.

Com esses pensamentos e invocando sobre todos vós a Luz e o Amor de nosso Glorioso Senhor Jesus Cristo proclamo a todos, com minhas bênçãos paternais

— ΧΡΙΣΤΟΣ ΑΝΕΣΤΗ! CRISTO RESSUSCITOU!

Esperando tua resposta:

— ΑΛΗΘΩΣ ΑΝΕΣΤΗ! EM VERDADE RESSUSCITOU!

Da Sede de nossa Arquidiocese, em Buenos Aires, Páscoa de 2009.

O METROPOLITANO

T A R A S I O S
Arcebispo de Buenos Aires
Primaz e Exarca da América do Sul

 

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