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Arquidiocese Ortodoxa de Buenos Aires e Exarcado da América do Sul
 
 
 

Metropolita TARASIOS

Breve reflexão acerca da situação da Ortodoxia na América do Sul

ada um de nós, ortodoxos, vive em seu próprio mundo e pratica sua fé dentro de um «vacuum» (vazio). Lutando para sobreviver, não pode se ocupar muito da vida espiritual e comunitária dentro da Igreja...

Usamos muito a «Economia» (um particular tipo de dispensação)  para acomodar aos fiéis e suas demandas e assim poder superar os problemas. Por isso, quando nos defrontamos com um problema de força maior, canônico e significativo, encontramos dificuldades.

Ecumenicamente, com a Igreja Católica Romana, temos as melhores relações, e tratamos de criar espaços de cooperação. Com as igrejas protestantes tradicionais e clássicas, cultiva-se  relações fraternais, no âmbito ecumênico que nos proporciona o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e pela Comissão Ecumênica de Igrejas Cristãs na Argentina (CEICA), organismos aos quais pertencem nosso Patriarcado e nossa Arquidiocese, respectivamente.
Nossos fiéis estão cada vez mais distantes da fé e da tradição ortodoxas. Não sabem bem como viver sua fé ortodoxa, não porque nós, os clérigos, não  estejamos presentes, ou porque não os assistamos pessoalmente, senão porque lhes faltam algo mais na sua relação pessoal com Deus, com Cristo e com a Igreja, enquanto instituição. Este não é um problema particular dos ortodoxos, mas de todas as religiões institucionais.

Os problemas e os escândalos que dilaceram o Corpo de Cristo, e que são resultantes da falta de testemunho dos próprios clérigos, são também causa do distanciamento de nossos fiéis. É um sinal dos tempos e devemos aprender a superar com muito esforço, profundo testemunho e sacrifício, e com muita disciplina para viver dignamente e com zelo nossa fé ortodoxa; do contrário, não poderemos continuar existindo por muito mais tempo na América Latina.

Não vivemos mais em pequenos povoados, mas em grandes cidades, e absorvidos numa profunda globalização. Assim, as coletividades sentem grande dificuldade em identificar-se com a Ortodoxia; e também a Ortodoxia não sabe como identificar-se (adequar-se, transformar-se) com elas. Por isso, em geral, não apóiam a  Igreja e não compreendem o porquê devem apoiá-la. Por outro lado, continuam demandando os serviços eclesiásticos exercidos por sacerdotes com boa formação, bem preparados, capazes e de grande experiência  pastoral, enquanto que a Igreja não pode resolver localmente o problema da formação dos sacerdotes, tampouco, estabelecer programas de catequese e de pastoral que atenda convenientemente nosso povo que, por um lado, parece estar perdido ou desinteressado, e por outro, manifesta-se sedento, sede esta que só a Ortodoxia – cremos- pode saciar, se é que verdadeiramente somos a religião do Terceiro Milênio, como disse Sir Steven Runciman

Toda esta situação nos mostra que estamos em uma época de grandes desafios: depende de nós querer enfrentá-los com o coração, mente e espírito abertos, observando os signos e os sinais dos tempos e dos céus.

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