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Arquidiocese Ortodoxa de Buenos Aires e Exarcado da América do Sul
 
 
 

Homilia para o «Domingo da Ortodoxia»
de S. Emncia. Revma. Dom Tarasios,
Arcebispo Metropolita de Buenos Aires,
Primaz e Exarca da América do Sul

oje, cume desta primeira semana da Santa e Grande Quaresma, «Domingo da Ortodoxia», Nosso Senhor Jesus Cristo segue introduzindo-nos em sua missão que empreendeu para dar-nos a Salvação. No Evangelho do Apóstolo São João, [Jo, 1, 43-51], vemos que é o Senhor que sempre toma a iniciativa de aproximar-se do homem. É assim quando ele vai à Galiléia e chama Felipe, que era natural de Betsaida, a segui-Lo. Ele diz: «Segue-me!». Felipe, por sua vez,  leva Natanael à presença do Senhor, dizendo: «Vem e vê!»  É o mesmo Jesus que vai ao  encontro de seus seguidores dos quais escolherá os que serão seus discípulos, como muito bem nos diz em seu Evangelho: «muitos serão os chamados, mas poucos escolhidos». (Mt 22, 14).

Nesta Santa e Grande Quaresma que estamos vivendo, dia após dia, é o Senhor que se dirige a cada um de nós, como a Felipe e, de forma muito particular e pessoal nos convida dizendo-nos: «Segue-me!» Observe-se que é uma expressão que está no modo imperativo, é uma palavra que expressa uma ordem, uma palavra de comando, mas, ao contrário do mundo, é uma expressão de amor, por que? Porque Ele é Amor e veio para nos libertar do jugo do pecado. A este convite amoroso, então, deve corresponder  uma resposta, seja positiva ou negativa. Eis aqui a liberdade de escolha do homem, a mesma que teve Adão e Eva, nossos pais ancestrais, que, como sabemos, cometeram um erro na tomada de decisão.

O que implica seguir Cristo Deus? A resposta teremos um pouco mais adiante, tendo vivido intensamente este período quaresmal. Por que? Porque os exercícios que a Igreja nos propõe para este tempo é de grande ajuda para: a) o arrependimento; b) a auto-renúncia; c) para que tomemos a nossa cruz e sigamos os seus passos.

Se, voluntariamente e com toda a nossa liberdade, respondemos: «Sim, nós te seguimos, Senhor!», estaremos assim respondendo com amor, sem cálculos ou medições das consequências que possam surgir ao longo do caminho. Sabemos que, se caminhamos ao seu lado, «nem serpentes nem escorpiões podem nos causar danos» (Lc 10, 19), pois, é o poder de Deus que estará em nós enquanto permanecermos com Ele e n'Ele. Seremos então como os seus primeiros discípulos que caminhavam, comiam, e dormiam, mas permanentemente vigilantes, pois que «o inimigo não descansa, nos ronda, sempre pronto a nos devorar» (1Pd 5, 8).

As palavras do Apóstolo São Paulo: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20), são palavras que refletem esta nova situação de vida que abraçamos, com todas as forças, com todo o nosso ser. É a conseqüência feliz e prazerosa do seguimento ao nosso «Mestre, Senhor e Rei», para que logo, como Natanael, nós também respondamos: «Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel»!

Só depois, como Felipe, poderemos dar o passo seguinte, o de levar Natanael a Cristo. Só então poderemos dizer ao mundo: «vinde e vede!» E, como os discípulos de Cristo, membros ativos de sua Igreja, à semelhança dos setenta e dois discípulos enviados à evangelizar, também nós temos de estar preparados para executar a nossa missão com alegria, missão que o próprio Senhor nos confiou, no lugar ou a na posição em que nos encontramos no mundo: uns como clérigos, outros como diretores de coletividades ou comunidades; os daqui, como mestres, ensinando a riqueza da vida em Deus; os de lá, como ajudantes nas diversas funções e tarefas na Santa Igreja de Cristo, nas obras sociais e nasdemais atividades relacionadas.

É o povo de Deus, o novo Israel que segue fielmente ao seu Senhor, porque ele é Deus. No Antigo Testamento vemos a libertação do povo hebreu pelas mãos do Altíssimo que, logo depois é confiado à condução do profeta Moisés. Esta foi a prefiguração do que aconteceria quando chegasse à plenitude dos tempos, a vinda do Libertador definitivo de toda a humanidade. Cristo é o único e definitivo libertador das cadeias da escravidão e do jugo do pecado, da corrupção e da morte. Por quê? Porque Ele é Deus, que por amor veio ao mundo, fazendo-se  um de nós e,  por meio de sua encarnação, morte e ressurreição, nos libertou e nos elevou novamente à condição de filhos de Deus, abrindo-nos as portas do Paraíso.

Assim, no sonho que teve Jacó, em Betel, no qual via uma escada que conectava a terra ao céu, e que por ela subiam e desciam os anjos do Senhor, realizou-se em Jesus Cristo. Nosso amado Senhor nos diz: «Ninguém vai ao Pai senão por mim» (Jo 14, 6), Ele é a igreja, onde todos os dias de nossa vida nos preparamos para a nossa salvação eterna, para estarmos plena e definitivamente em comunhão com Deus.

Celebramos hoje a Festa do «Triunfo da Ortodoxia», unidos com nossos irmãos da Igreja triunfante que souberam defender com sua fé inquebrantável, com coragem e determinação, com o sangue e com a própria vida, a Ortodoxia, o verdadeiro cristianismo, opondo-se às heresias que se levantavam contra a veneração de Cristo que, tendo se encarnado, é a real e viva imagem, o ícone de Deus. Hoje, como naquela época, surgem formas «modernas» de oposição a Deus, como o secularismo, uma pretensão de viver sem Deus, criando seus próprios códigos de conduta que contradizem e negam a moral cristã, desfigurando a condição de filhos de Deus. Portanto, como cristãos e ortodoxos, vivamos o que genuinamente somos, seguindo os passos do Senhor e chamando aos outros: «Vinde e Vede»! Amém.

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