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Arquidiocese Ortodoxa de Buenos Aires e Exarcado da América do Sul
 
 
 

Homilia de S. Emncia. Revma. Arcebispo Tarasios, Metropolita de Buenos Aires,  Exarca da América do Sul, no «Terceiro Domingo do Evangelho de São Lucas».

«Jesus ressuscita o filho de uma viúva»

oje, «Terceiro Domingo de Lucas», o Evangelho nos recorda o milagre operado por Jesus, Nosso Senhor, devolvendo a vida ao filho de uma viúva. Este episódio nos remete também aos milagres realizados com a filha de Jairo e com Lázaro, amigo do Senhor. O que nos ensina Jesus Cristo, o Mestre? Ou, melhor dizendo, que ensinamentos nos são transmitidos por Ele? O que nos diz a respeito da vida daqueles que morreram?

Ensina-nos que não houve, não há e nem haverá pessoa alguma capaz de tão grande prodígio. Existe, porém, uma, Ele mesmo, que possui as duas naturezas: a divina e a humana. Diz-nos que somente Ele é o Senhor da vida e da morte; Ele, o que tirou Moisés do Egito, o que falou com ele no Monte Sinai, na sarsa ardente que não se consumia. Mas, também nos falou sobre a sua compaixão e a sua misericórdia para conosco. Acaso não escutamos o Ele que disse à mãe do jovem morto? «Não chores!» Ele se condói com ela; detêm o cortejo fúnebre e fala ao falecido: «Jovem, eu te ordeno, levanta-te!»

Sim, o Deus-Homem, seu coração se comove pela dor humana, pelas nossas carências e por tudo que concerne a sua criatura amada. Não foi Ele também quem chorou diante do túmulo de seu amigo? Não foi ele quem atendeu ao chamado das irmãs de Lázaro? Indubitavelmente que sim, Ele, o Deus de amor, de ternura e de compaixão.

Hoje, também nos fala diretamente a nós como fez ao jovem de então. Nos ordena, com sua voz poderosa: «Levanta-te». Naquele momento, o jovem participou da divindade e da humanidade de Cristo, o Doador da vida, como uma pré-imagem da Ressurreição final. E, da mesma maneira, nós participamos da divindade e da humanidade de Cristo: uma vez mortos, vivemos; uma vez caídos, voltamos a nos levantar.

Perguntar-me-ão vocês: e como receberemos esta vida em Deus? - Através dos Sacramentos, de suas palavras e seus ensinamentos e de uma vida plena em Cristo.

Então, não podemos e não devemos passar nossa vida ‘chorando’ nossa morte espiritual. É hora de obedecer ao mandato do Senhor, de deixar o leito, o sepulcro de nossa morte, e retornar à vida em abundância que Deus nos doa incessantemente em nossa Igreja, e só nela. É hora de nos revestirmos de Cristo, de possuir a mente de Cristo. É hora de participar na divindade e humanidade de Cristo. E assim, como narra o Evangelho, o jovem obedeceu ao mandado do Senhor, se levantou e se pôs a falar. Da mesma maneira, nós também, tendo escutado a palavra de Deus, obedeçamo-Lo, levantemo-nos de nossa inércia e nos coloquemos também nós a falar, a transmitir e ensinar as inegáveis maravilhas que o Senhor faz em nossas vidas.

Como podem saber nossos filhos, nossos netos, nossos jovens e, por que não dizer também, os de nossa idade, se não damos testemunhos de nossa fé cristã? Há um dito popular que ensina: «Quem sabe, sabe; quem não sabe, aprende». Somente se aprende se houver alguém que transmite o ensinamento. Se sabemos só um pouco das coisas de Deus, ofereçamo-lo este pouco, ensinemo-lo àqueles que não sabem. Se sabemos mais, ofereçamo-lo mais. Se temos mais, ofertemo-lo mais. Se possuimos mais, compartilhemos mais. Recordemos o exemplo daquela mulher que deu tão somente uma moeda no Templo, e era tudo o que tinha e que, seguramente Deus a recompensou na proporção de cem por um. Não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje, pois o hoje já é passado.

A título de um curto ensinamento: voltar a viver é o mesmo que Ressurreição? Certamente que não. O que o Senhor fez a este jovem, à filha de Jairo e a Lázaro, foi torná-los à vida para manifestar a sua divindade e glorificar a Deus Pai, glória esta que Ele mesmo compartilha juntamente com o Espírito Santo. Não resta a menor dúvida que, mais tarde, aquelas pessoas voltaram a morrer fisicamente. Porém, ao contrário, a Ressurreição é o que o Senhor operou em Si mesmo e que fará a todos os que estarão adormecidos até o momento da Parusia, a Segunda Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando virá em toda sua glória rodeado pelos anjos e que, por sua voz, os ressuscitará, como também a nós, para já não mais voltarmos a morrer. É na Ressurreição que compartilharemos com Ele a Sua glória.

Hoje é o tempo de viver a nossa fé com obras, para que no momento de nossa ressurreição possamos ser dignos de entrar definitivamente no Reino de Deus, onde nos espera a todos, tendo nos preparado um lugar para sentarmo-nos junto d’Ele no Banquete Celestial.

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