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Arquidiocese Ortodoxa de Buenos Aires e Exarcado da América do Sul
 
 
 

Homilia de S. Emncia. Revma. Arcebispo Tarasios, Metropolita de Buenos Aires,  Exarca da América do Sul, no Quarto Domingo do Evangelho de São Lucas.

este Quarto Domingo de Lucas, Nosso Senhor Jesus Cristo nos faz recordar a Parábola do Semeador. Valendo-se, de maneira esplêndida, de uma linguagem simples e de exemplos do cotidiano, em que as multidões facilmente podiam identificar, falou e ensinou como faz ainda hoje também para nós.

O Evangelho narra que as multidões, incluindo os discípulos do Senhor, por não entenderem as palavras que saíram dos lábios de nosso Deus, perguntaram o que queria dizer aquela comparação. O Senhor lhes respondeu: «A vocês foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros, só em parábolas, de maneira que olhando não enxerguem e ouvindo não compreendam».

O Senhor começou então a explicar, passo a passo, aos seus discípulos a comparação que Ele havia feito, de modo a tornar claro em suas mentes e em seus corações este vivo ensinamento.

O que quis dar a entender o Senhor Jesus aos seus discípulos quando lhes disse que a eles era dado conhecer os mistérios do Reino de Deus? Evidentemente que Ele os escolheu para que recebessem diretamente os seus ensinamentos e, fossem assim preparados para levar adiante a grande missão que lhes daria depois: guiar, pastorear, curar e ensinar o rebanho que só a Ele pertence. Assim como os apóstolos, seus sucessores, os bispos de nossa Igreja, cumprem fielmente esta missão, dada por Nosso Senhor Jesus Cristo, até que Ele venha pela segunda vez.

Jesus, o Senhor, finaliza com estas palavras: «E o que cai em terra boa são aqueles que, ouvindo com o coração generoso e bom, retêm a palavra e, perseverando, dão fruto».

A terra boa é o símbolo de nossa Igreja, onde toda pessoa cristã recebe a semente, a palavra de Deus. Não pode ser de outra maneira, como muito bem disse o Senhor, senão com o coração nobre e generoso. Por que nobre? Porque somos constituídos pela nobreza do Reino dos Céus. Acaso, não somos filhos do Rei da Criação e d’Ele participamos de sua nobreza e de sua Grandeza?

Só um coração nobre pode ser generoso, isto é, que se oferece integralmente pelos demais, especialmente pelos mais necessitados, tanto de Deus quanto de coisas materiais de que necessitam para a sobrevivência. O Cristo Jesus, o Senhor, nos ensina e nos estimula a sermos como Ele, outros Cristos, fiéis à sua imagem e semelhança tal como quando veio à Terra, encarnando-se, fazendo-se partícipe da raça humana, ensinando, amando, curando, libertando, fazendo bem por onde passava.

Logo, o Senhor nos disse: «Guardem e perseveram dando fruto». Aqui, a palavra ‘guardar’ não significa que, o que 'se recebe' ou o que 'se tem' é para se conservar fechado com chave em alguma caixa. Não, ao contrário, significa ter, possuir (que são outros sinônimos de guardar), isto disse o Senhor. Agora, temos o tesouro que esteve escondido e que já não está mais, pois que foi revelado e dado a nós, Sua Igreja, não para que o deixemos guardado, não para que seja coberto pelo pó ou Paranhos; não para deixá-lo no esquecimento; tê-lo, não no sentido egoísta, pois isto não seria próprio a um cristão, mas tê-lo para distribuí-lo, reparti-lo a todos os que desejam ser participantes deste grande tesouro. Ele, a grande pérola preciosa que todos desejam possuí-la e desfrutá-la.

O Senhor nos convida a perseverar, pois esta é uma palavra que significa ação constante, permanente. Quem, em são juízo, tendo encontrado um tesouro o abandonaria? Não crêem que seria totalmente absurdo assim fazer? Claro que sim! Seria uma loucura, antinatural, por exemplo, que as abelhas deixassem de sugar o néctar das belas flores que depois se tornará o mais delicioso mel. Assim, uma vez saboreadas as delícias do Reino de Deus, jamais poderemos deixá-las.

Finalizando, o Senhor nos pede: «dêem fruto». O precioso fruto que levaremos em nossas mãos para presentear e ofertar a Deus. Como Abel, o segundo filho de Adão, que soube agradar o Altíssimo com o melhor de sua colheita, com os melhores frutos colhidos por seu humilde amor, esforço, dedicação e perseverança; diferentemente de Caim que separou o melhor para si mesmo, tirando de Deus o que realmente lhe correspondia, pois Deus é o Senhor de todos e de tudo. Se nós, os cristãos, temos sido favorecidos com os dons do Espírito Santo, então produzimos deliciosos frutos para o Senhor. E, como fazê-lo? Ensinando, transmitindo a palavra do Senhor e fazendo o bem sem olhar a quem. Amém.

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