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Catecismo Breve

Uma adaptação do Arquimandrita Pe. Chrysóstomos

Monastério da Anástasis/2005
Quito - Equador

Tradução e adaptação para o português:
monges da Comunidade Monástica São João, o Teologo
São José - SC

«Ortopráxis  - maneiras de viver a Ortodoxia»

17. A Confissão

Que fazer quando a consciência nos tortura? Que fazer quando nossa alma se enche de angústia? A Igreja Ortodoxa orienta que se procure a Confissão. A confissão é a denuncia do pecado e o propósito de não mais repeti-lo.

Pecamos contra Deus, contra o próximo e contra nós mesmos. Pecamos por atos, omissões, palavras e até por pensamentos. Pecamos por influência do diabo e do mundo: «Não há nenhum ser humano vivo sobre a terra que não peque».

«Sacerdote ortodoxo durante uma confissão»

 

Não há pecado que não mereça o perdão de Deus, por meio da Confissão, desde que haja o sincero arrependimento. Para a salvação dos pecadores, Deus se fez homem, foi crucificado e ressuscitou dos mortos. Os santos padres compararam a misericórdia de Deus, que tudo perdoa, ao mar que apaga as mais fortes chamas da iniqüidade humana.

Na Igreja Ortodoxa é possível se confessar sempre. Deus confiou à Igreja o poder de perdoar os pecados de seus fiéis na pessoa de seus ministros ordenados, ou seja, padres e bispos. Nas igrejas de tradição grega, o lugar da confissão (confessionário) fica localizado no nartex, em uma sala reservada. Nas igrejas de tradição eslava a confissão se dá na nave da Igreja, próximo ao iconostásio, ao lado do ícone de Nosso Senhor Jesus Cristo. No altar da confissão está o Evangelho e uma cruz de bênção. Enquanto confessamos, colocamos nossas mãos sobre o Evangelho. O sacerdote, coloca sobre a cabeça do penitente sua estola sacerdotal (Epitrachílion) e ouve nossa confissão. Depois, pronunciando a oração do perdão, faz sobre o penitente o sinal da cruz que, ao mesmo tempo, traça-o sobre si próprio. No final da confissão o sacerdote dá uma penitência ao fiel, como por exemplo, participar dos ofícios litúrgicos, jejuns, peregrinações, visita ao cemitério, aos hospitais ou aos lugares sagrados, para que fiel e piedosamente, a cumpra.

Após ouvir as orientações do sacerdote-confessor, o fiel beija o Evangelho, a cruz de benção e a mão do sacerdote, indo em seguida ascender velas diante dos ícones dos santos de sua devoção.

A Igreja qualifica como pecado grave os homicídios, os abortos, as infidelidades conjugais, os desvios sexuais, o roubo, as blasfêmias, o ódio, a maldição, entre outros. Os pecados menos graves também prejudicam o homem e constituem uma barreira para se alcançar o Reino dos Céus.

Se nos confessarmos sem o arrependimento e o propósito de não repetir os mesmos erros, a confissão torna-se inválida.

Após sete anos de idade, somos responsáveis pelos nossos próprios pecados. Os que se fazem batizar em idade adulta, não tem necessidade de confessar os pecados de sua vida pregressa, pois o batismo apaga todos os pecados.

 

 
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