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Diretrizes para os cristãos ortodoxos
nas relações ecumênicas

s diretrizes ecumênicas originais para o clero ortodoxo foram publicadas em 1966, sob os auspícios da Conferência Permanente. Elas foram escritas pelo Rev. Dr. Leônidas Contos, à época Diretor do Escritório Inter-eclesial da Arquidiocese Ortodoxa Grega. A natureza evolutiva do movimento ecumênico geral e o aparecimento de novas instituições requereram a revisão das primeiras diretrizes. Em resposta a essa necessidade, o Arcebispo Iakovos, Presidente da Conferência Permanente, solicitou à Comissão Ecumênica que preparasse uma revisão. Adotou-se um procedimento para preparar um novo conjunto de diretrizes, as quais pudessem resultar fiéis à posição ecumênica da Igreja Ortodoxa, e pudessem atender à situação da América. Eu fui designado para a tarefa de preparar um esboço e supervisionar sua eventual publicação.

Os princípios gerais do ecumenismo ortodoxo, e sua aplicação prática, foram discutidos em uma série de sessões da Sociedade Teológica Ortodoxa na América. Depois disso, o esboço foi revisado pela Comissão Ecumênica. Só então foi remetido aos membros da Conferência Permanente para suas considerações.

Em seu 39º Encontro em 20 de março de 1973, a SCOBA aprovou por unanimidade o presente conjunto de Diretrizes Ecumênicas para os Cristãos Ortodoxos. O Secretário Geral foi encarregado de promover a publicação e distribuição dessas diretrizes, que são destinadas ao uso e guia do clero ortodoxo em assuntos ecumênicos.

Cuidadosa atenção foi dada à articulação entre os princípios doutrinais e eclesiológicos dos ensinamentos ortodoxos. Foram fornecidas informações sobre organizações ecumênicas e outras instituições específicas. Deram-se sugestões sobre o grau e o modo de envolvimento em várias expressões de ecumenismo. O propósito é de natureza puramente consultiva. Em qualquer caso, essas diretrizes devem ser usadas com a devida ciência de um superior eclesiástico. A parte dois contém uma série de declarações e posicionamentos emitidos, neste século, por ministros da Igreja Ortodoxa. Embora ocasionados por circunstâncias específicas, esses documentos refletem o ensino tradicional da Igreja Ortodoxa nas questões aí levantadas. Verdadeiramente eles fornecem uma base para um posicionamento ecumênico ortodoxo consistente e relevante.

Uma seção final contém uns poucos títulos para leitura e estudo adicionais. Atesto meu profundo reconhecimento aos membros da Comissão Ecumênica da Conferência Permanente e para os meus colegas, na Sociedade Teológica Ortodoxa na América, por sua assistência e cooperação na preparação dessas diretrizes.

Introdução

O Cristianismo é a religião do amor. O Deus de amor não abandonou a Sua criação: “Pois Deus amou tanto o mundo que lhe deu Seu Filho único”. Como cristãos temos que testemunhar o amor de Deus por nós.

O movimento ecumênico é uma expressão de amor e esperança numa ordem mundial, doutra forma desnorteada e cansada. Quando os discípulos de nosso Senhor procuraram um princípio de unidade e identificação, eles recordaram as palavras do seu Mestre: "Nisso saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros". Através do amor e da fé e da esperança pode ser alcançada a busca séria por renovação, por unidade, por testemunho e ação conjunta entre os Cristãos e para com todas as pessoas de boa vontade.

A fidelidade do Espírito Santo e Sua presença permanente entre nós não nos permite crer em outra coisa senão que, qualquer que seja a aparência das coisas, a Igreja não pode estar dividida. Ela está unida na Fé Apostólica una, nos mesmos sacramentos da graça divina, e na Tradição ininterrupta. O propósito do movimento ecumênico é trazer todas as pessoas para uma realização dessa verdade e um desejo de conhecer a vontade de Deus para com a humanidade.

As santas Igrejas Ortodoxas têm tentado responder a esse sublime ideal, seguindo as iniciativas da Grande Igreja de Constantinopla,iniciadas há meio século. Alcançou-se uma posição ecumênica consistente, baseada em doutrinas eclesiológicas e evangélicas da Fé Ortodoxa. Essa posição tem se mantido constante nas variações do crescente movimento ecumênico.

Os objetivos e propósitos gerais do movimento ecumênico, e do papel de nossa Igreja nele, têm sido alcançados de vários modos, através de uma multiplicidade de organizações e atividades. As condições e termos de procedimento são diferentes em cada localidade. Por tal razão, considerou apropriado rever nossa diretrizes ecumênicas anteriores à luz das novas circunstâncias e demandas. A Conferência Permanente assumiu a responsabilidade de publicar um novo conjunto de diretrizes para o clero. Essas diretrizes foram preparadas com o maior cuidado, depois de consideráveis discussões e trocas de idéias. Os princípios fundamentais da teologia ecumênica ortodoxa foram aplicados às condições e problemas experimentados por nossos fiéis na América. Estas diretrizes pretendem ser um guia para o clero que enfrenta questões ecumênicas cotidianamente. Temos a satisfação de recomendar essas diretrizes aos nossos fiéis como um resumo e como orientações convenientes para o seu correto e apropriado envolvimento no movimento ecumênico, para a glória de Deus e preservação da Sua Santa Igreja.

1º de Novembro de 1973.

Parte 1

Guia Ecumênico Ortodoxo

Tópico 9 - práticas especiais de oração em comum

1. Um clérigo é livre para aceitar convites para comemorações de natureza cívica, patriótica ou comunitária em geral. Se for convidado a oferecer uma prece numa dessas comemorações, por exemplo, numa formatura escolar, Dia da Independência, Dia Memorial, Dia dos Veteranos, banquetes, comemoração das Nações Unidas etc., realizada em um lugar público ou em um salão neutro, o sacerdote participante pode aceitar o convite, mas nunca deve usar qualquer tipo de veste litúrgica.

A prece deve ser composta para a ocasião, pelo sacerdote, refletindo a atitude Ortodoxa em relação ao evento tal como encontrado em nossos livros de Ofícios, mas também respeitando as sensibilidades de todos os participantes que são, inevitavelmente, de diversas origens.

2. Em ofícios de uma natureza inter-confessional ou inter-religiosa, por exemplo, festas nacionais, calamidade ou luto público, Semana da Fraternidade, dignidade da família, manifestações pela paz, justiça e similares, se em uma repartição pública ou edifício religioso, um tipo de traje que não seja nem litúrgico nem meramente civil, por exemplo, o rasson (cassock) pode ser considerado apropriado, combinado com uma cruz peitoral (para o clérigo a quem ela tiver sido outorgada), ou traje acadêmico quando indicado. Nenhuma parte de paramentos litúrgicos, tais como estola, é apropriada.

3. Ofícios ecumênicos referem-se a formas de cultos não-litúrgicos ou devoção mutuamente aceitável para todas as partes participantes no qual tomam parte Cristãos de várias comunhões. Embora tais ofícios se relacionam particularmente com a restauração da unidade Cristã, eles podem sem promovidos em razão de qualquer interesse comum no qual os Cristãos podem e devem cooperar uns com os outros.

4. Ofícios ecumênicos podem ser realizados em uma Igreja Ortodoxa com a permissão do Bispo. Além disso, os Cristãos Ortodoxos podem tomar parte em tais ofícios nas igrejas de outras comunhões, assim como em outros locais apropriados.

a) Para evitar qualquer mal-entendido, contudo, esses ofícios devem ser publicamente reconhecidos e identificados como de caráter ecumênico, realçando a firme posição Ortodoxa de que essas são orações pela unidade e não ofícios da única Igreja.

b) Um sacerdote Ortodoxo não deve usar paramentos litúrgicos em tais ofícios. O rasson e a cruz peitoral (para o clérigo a quem ela tiver sido outorgada), ou traje acadêmico são apropriados.

c) Se convidado a participar, o sacerdote Ortodoxo deve tomar parte na preparação e planejamento para um ofício ecumênico e contribuir para sua forma e conteúdo apropriado. Orações e petições dos Livros Ortodoxos de Ofícios são recomendadas.

d) Quando ofícios ecumênicos são realizados em uma Igreja Ortodoxa, o anfitrião pode compor um ofício apropriado baseado nas orações e formas dos Livros Ortodoxos de Ofícios. Clérigos e leitores de outras comunhões podem ser convidados a ler as Escrituras, oferecer orações e fazer invocações. Clérigos de outras comunhões podem ser convidados a pregar.

Todos esses ofícios em uma igreja Ortodoxa têm que se realizar fora do Iconostase, na área da solea. Ocasiões para ofícios ecumênicos são usualmente proporcionadas durante a Semana de Oração pela Unidade (18 a 25 de janeiro); dias da Ascensão até Pentecoste; e na ocasião de reuniões ou outros eventos de origem ecumênica servindo para propósitos ecumênicos.

Embora súplicas e preces pela unidade seja uma parte regular da prática litúrgica Ortodoxa, ofícios ecumênicos podem se incentivados como um meio de sensibilizar nossos fiéis para a tragédia da desunião Cristã e desenvolver o espírito de caridade, de entendimento e oração por todas as pessoas.

e) Os clérigos e os leigos Ortodoxos têm liberdade para ler as Escrituras, oferecer preces e fazer invocações em ofícios ecumênicos. Da mesma forma, os clérigos Ortodoxos podem pregar nessas ocasiões.

5. Um ofício especial para a Semana de Oração pela Unidade Cristã foi preparado por um Comitê Ortodoxo, como segue:

  • Bendito seja nosso Deus...
  • Rei Celestial...
  • Trisagion...
  • Vinde, adoremos...
  • Salmo 102
  • Grande Litania
  • Salmo 145
  • Ó Filho Unigênito e Verbo de Deus ...
  • Bem aventuranças
  • Leituras bíblicas prescritas
  • Hino Angélico (Santo, Santo, Santo)...
  • Credo Niceno-constantinopolitano
  • Liberta, redime e perdoa...
  • Pai Nosso...
  • Kondakion da Elevação da Cruz
  • Kyrie eleison... (12 vezes)
  • Bendito seja o Nome do Senhor...
  • Glória ao Pai...
  • Salmo 33

 

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