Portal Ecclesia
A Igreja Ortodoxa Atualizações e notícias Seleção de textos Subsidios homiléticos para Domingos e Grandes Festas Calendário litúrgico bizantino Galeria de Fotos Seleção de ícones bizantinos Clique aqui para enviar-nos seu pedido de oração Links relacionados Clique para deixar sua mensagem em nosso livro de visitas Contate-nos
 
 
Loading
Biblioteca Ecclesia
 
 
 

Subsídios Pastorais:

Regras para a vida cristã ortodoxa

Trad. do inglês por: Natalia Waszczynskyi

Conteúdo:

1. Sobre o Sacramento do Matrimônio

2. Dias em que o casamento não é permitido

3. Sobre o Sacramento da Penitência

4. Sobre a Unção dos Enfermos

5. Sobre as Exéquias ou Ofício Fúnebre

6. Ofícios em intenção dos falecidos

7. A Cremação

8. O Suicídio

9. O Aborto

10. O Suicídio Assistido ou Eutanásia

11. Sobre os Sacramentos do Batismo e da Crisma

1. Sobre o Sacramento do Matrimônio

Nosso Senhor declarou o casamento como sendo um estado de honra por causa da Sua presença na festa do casamento em Caná da Galiléia, quando ele realizou seu primeiro milagre. A santa coroação de um homem e de uma mulher somente é julgada valida quando celebrada na Igreja Ortodoxa.

A fé comumente partilhada é que o casal e crianças serão os mais beneficiados pois Deus confiará aos seus cuidados como sendo os primeiros professores e modelos de fé. Por esta razão a Igreja Ortodoxa encoraja os cristãos ortodoxos a casar com cristãos ortodoxos. A realidade que ocorre na maior parte do mundo e, especialmente nos Estados Unidos, é que a maioria dos cristãos ortodoxos se casam com membros de outras Comunidades de Fé Cristã. Tais casamentos são abençoados se o casal demonstra ao sacerdote a compreensão das dificuldades que podem surgir de um casamento misto, e expõe a boa vontade para aderir à Tradição ortodoxa na sua vida conjugal e familiar.

Aqueles que vão aderir a este tipo de casamento devem obrigatoriamente, antes de fazer qualquer preparativo, consultar-se pessoalmente com seu sacerdote para informá-lo de sua intenção e procurar sua opinião no que tange ao aconselhamento pré-conjugal, regulamentos da Igreja e data da celebração religiosa do casamento. O padre precisa orientar o casal para uma clara compreensão do que o casamento requer e qual é a responsabilidade cristã de ambos, do homem e da mulher. Examina a intenção do homem e da mulher e certifica-se de que:

— Se não há impedimento para a celebração do sacramento;

— Se ambos são batizados e se, incontestavelmente, nenhum dos dois foi casado anteriormente. No caso de um ou ambos serem divorciados, são providenciadas as devidas explicações e documentos. No caso de um ou ambos serem viúvos, as certidões de óbito deverão ser apresentadas. No caso de um ou ambos não pertencerem à suas próprias paróquias, o sacerdote deve solicitar uma carta de seus respectivos párocos atestando que são membros com boa reputação (em boa situação ou seja, idôneos);

— Os comprovantes do casamento civil;

  • Que, no mínimo, um dos padrinhos (testemunhas) seja cristão ortodoxo, e que todos os demais sejam cristãos batizados

Se necessário, as seguintes circunstâncias especiais devem ser observadas:

— No caso de divorciados, o pároco deve solicitar a autorização de seu Bispo para a realização do matrimônio, provendo-o de todas as informações pertinentes à situação, bem como seu parecer sobre o caso, baseado em informações previamente obtidas em entrevistas com os noivos.

— O rito do segundo Matrimônio é celebrado no caso de ambos, ou um dos dois, terem sido anteriormente casados.

— No caso de casamento misto, ou seja, entre um ortodoxo e um não ortodoxo, a cerimônia religiosa deve, obrigatoriamente, ser celebrada numa igreja ortodoxa por um sacerdote ortodoxo de acordo com os costumes e a tradição da Igreja Ortodoxa.

O casamento religioso entre um cristão ortodoxo e um não-cristão não pode ser celebrado em nenhuma circunstância.

O celebrante próprio do do rito da Coroação Matrimonial é o pároco da paróquia onde ocorrerá a celebração. Se houver clero ortodoxo convidado de outra paróquia ortodoxa ucraniana ou alguma jurisdição ortodoxa em comunhão com a Igreja Ortodoxa Ucraniana, ele deve obrigatoriamente ser convidado pelo pároco celebrante a participar da cerimônia.

Os cristãos ortodoxos que casam fora da Igreja Ortodoxa e persistem neste estado são considerados como tendo se separado da Igreja. Eles não podem receber os sacramentos, incluindo a Eucaristia, e não podem ser padrinhos de batismo ou testemunhas de casamento.

Não podem receber o sacramento do matrimônio:

— Pais com seus próprios filhos, netos ou bisnetos;

— Irmãos com suas próprias irmãs;

— Cunhados com cunhadas;

— Tias e tios com sobrinhas e sobrinhos;

— Primos e primas em primeiro grau;

— Pais adotivos com filhos adotivos;

— irmãos com irmãs adotivos, ou seja, que tenham os mesmos pais adotivos;

— Padrinhos com afilhados;

— Padrinhos com pais de afilhados. Índice

2. Dias em que o casamento não é permitido

— Na véspera de quarta e sexta-feira durante o todo o ano.

— Na véspera de domingo e principais dias santos.

— Uma semana antes da Páscoa até uma semana após a Páscoa, ou seja, até o Domingo de São Tomé.

— Durante a Grande Quaresma, Jejum de São Pedro e São Paulo, Jejum da Dormição, Jejum de Felipe (jejum da chegada do Natal) - Durante os dias santos de Natal – de 7 a 18 de Janeiro.

— Na véspera da Decapitação de São João e na véspera da Elevação da Santa Cruz. (em circunstâncias excepcionais a dispensa do bispo deve ser obrigatoriamente obtida). Índice

3. Sobre o Sacramento da Penitência

Nosso Senhor instituiu o sacramento da Penitência ou Confissão quando disse aos seus discípulos: “Aquele, cujos pecados perdoardes, ser-lhes-hão perdoados. Aquele, cujos pecados retiverdes, ser-lhes-hão retidos” (Jo 20, 23)

O Bispo, como sucessor dos apóstolos, designa o sacerdote a ouvir a confissão dos fiéis, incumbindo-o de seu cuidado espiritual na vida paroquial. É importante observar que todo cristão ortodoxo deve ter seu próprio pai (diretor) espiritual, à sua escolha, e com ele manter contatos freqüentes de modo a sentir-se mais à vontade e confortável. No caso de seu confessor ou pai espiritual não ser o próprio pároco, deve informar a ele, de maneira que esteja consciente de que suas necessidades espirituais estão sendo atendidas. Qualquer pároco entenderá que uma pessoa pode escolher seu próprio diretor espiritual com quem ele ou ela sinta-se mais à vontade.

Aqueles que se preparam para o sacramento da Penitência ou santa Confissão, devem fazer uma preparação, ou seja, um exame geral de sua consciência e de sua vida antes de se aproximar deste sacramento. A Confissão não pode ser feita de modo leviano, mas com toda a sinceridade e honestidade possível. Um cristão ortodoxo nunca deve temer, fechando seu coração ao seu diretor espiritual, representando o próprio Deus, procura guiá-lo em em todas as circunstâncias de dificuldade ou problemas espirituais. Índice

4. Sobre a Unção dos Enfermos

Os cristãos ortodoxos devem entender que o sacramento da Unção dos Enfermos não tem exclusivamente um caráter de "viático" ou seja, “último rito” para o fiel cristão. É, mais propriamente, administrado “para a cura da alma e do corpo.”

A solicitude pastoral para os enfermos é manifestada na celebração do da Santa Unção aos Enfermos, e tem base nas escrituras: em Mc 6, 13 e na Epístola Católica de São Tiago, 5, 13. Quanto à celebração deste sacramento, note-se o seguinte:

— O óleo consagrado para uso durante o ritual é o óleo puro de oliva sem quaisquer outros aditivos.

— O sacramento é ministrado a todos aqueles que estão doentes.

— Quando não é possível reunir sete sacerdotes, como requer este ritual, o sacramento pode ser ministrado por um único sacerdote.

— A recepção deste sacramento é precedida pela Confissão seguida da recepção da Santa Eucaristia, se os que a recebem puderem fazê-lo.

— Este sacramento pode ser administrado tanto na Igreja, como na casa do enfermo ou no hospital.

— Deve ser administrado somente aos cristãos de Fé Ortodoxa.

Àqueles em perigo de morte, no entanto, não importando sua condição espiritual, em hipótese alguma, lhe poderá ser negado, contanto que manifeste algum sinal de arrependimento. Índice

5. Sobre as Exéquias ou Ofício Fúnebre

Com exceção do primeiro dia da Páscoa/Ressurreição de nosso Senhor e a Natividade do Senhor, os ofícios fúnebres são permitidos em qualquer dia do ano. A menos que, em casos absolutamente necessários, entretanto, funerais não devem ser feitos nos domingos.

As formalidades dos serviços fúnebres devem sempre refletir o espírito da Tradição ortodoxa na leitura dos salmos, orações e hinos. O Serviço Fúnebre deve ser celebrado na morte de um cristão ortodoxo. Pode ser celebrado juntamente com a Divina Liturgia, caso a família do falecido queira participar da Eucaristia. A clara compreensão do mistério da morte e o destino final do homem é comunicado através do serviço fúnebre propriamente dito. Os benefícios proporcionados na leitura das orações do serviço fúnebre podem ser de significativo consolo àqueles que choram seu mortos.

O serviço fúnebre é normalmente realizado numa Igreja, mas a decisão final cabe ao pároco que conhece melhor a alma e o estado espiritual do falecido, e se era membro plenamente participativo da comunidade daquela paróquia. É costume da Igreja Ortodoxa Ucraniana que o caixão aonde está o falecido seja aberto durante o serviço fúnebre. Regra geral a ser observada é que, se o caixão foi aberto no funeral em casa deve também estar aberto na Igreja.Índice

6. Ofícios em intenção dos falecidos

Os falecidos podem ser lembrados na Proskomídia nas comemorações durante a Liturgia Eucarística e durante a Liturgia dos Dons Pré-santificados, quando necessário. Tais serviços podem ser feitos na Igreja ou no túmulo do falecido.Índice

7. A Cremação

A Igreja Ortodoxa, atenta a que o ser humano é criado à imagem e semelhança de Deus e é Templo do Espírito Santo, considera mais apropriado e aceitável o sepultamento de seus restos mortais. A Igreja mantém hoje as santas tradições, tais como praticadas no Velho Testamento, no Novo Testamento e nas primitivas comunidades cristãs. Embora a Igreja Ortodoxa não possa sancionar a cremação como norma, ela está atenta a que, muitos casos não estão, atualmente, relacionadas com motivos religiosos. Os pastores estão obrigados a levar este ensinamento àqueles fiéis, de cujo cuidado espiritual estão incumbidos.

A menos que determinado de outra maneira pelo Bispo próprio, a celebração do Ofício Fúnebre de um cristão ortodoxo deve, obrigatoriamente, acontecer na presença de um corpo intacto, com os restos mortais enterrados num túmulo selado, como convém para a dignidade do falecido, seguindo o exemplo do sepultamento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Índice

8. O Suicídio

Na preservação do princípio da santidade da vida humana, de sua concepção até a morte natural, a Igreja Ortodoxa não absolve, e não pode nunca absolver, a destruição premeditada e voluntária de uma vida. Isto é visto como assassinato e considerada uma grave transgressão da Lei Divina.

Quando depara-se com um suicídio, o sacerdote deve providenciar orientação espiritual e conforto para a família desolada durante e depois do funeral. Ele deve apurar os fatos que precipitaram na tragédia, apresentar suas descobertas e recomendações ao Bispo próprio e obter sua orientação e autorização para o tipo de serviço fúnebre a ser conduzido e no local considerado mais apropriado e espiritualmente benéfico para aqueles que choram seus mortos. Índice

9. O Aborto

Certa de que a vida humana tem início já no momento da concepção, e que toda vida humana é santificada desde o ventre materno – sendo a imagem de Deus, a Igreja vê o aborto intencional, em qualquer estágio do desenvolvimento do ser humano, como assassinato de uma vida inocente e, conseqüentemente, uma grave transgressão da Lei Divina. Índice

10. O Suicídio assistido - eutanásia

A Igreja Ortodoxa considera o suicídio/eutanásia clinicamente assistida como um assassinato intencional de outra pessoa que está fisicamente ou mentalmente julgada incapaz.

Convencida de que somente o Criador pode tirar a vida e que o sofrimento não nos faz menos humanos, a Igreja Ortodoxa condena energicamente qualquer ato de suicídio, assistido ou eutanásia, por um profissional da saúde ou qualquer outra pessoa. Onde há vida há esperança e, em todos os seres humanos, independentemente de sua condição física, a imagem de Deus permanece intacta.Índice

11. Sobre os Sacramentos do Batismo e da Crisma

Os cristãos ortodoxos mais observadores concebem o Batismo não apenas como um mero ritual ou evento social, mas como um renascimento espiritual através da água e do Espírito Santo. Participam deste feliz evento espiritual os pais – primeiros mestres da fé e da moral e os primeiros modelos de fé a quem Deus Todo-Poderoso confiou o dom da vida – o Padrinho (ou de acordo com o costume local, os padrinhos), que exercem também o papel de modelos de fé e moral durante o amadurecimento físico e espiritual do(a) afilhado(a).

A Igreja Ortodoxa, de forma geral, e a Igreja Ortodoxa Ucraniana particularmente, celebra o dom da nova vida e dá ênfase à santidade e dignidade da vida através dos seguintes ritos pré-batismais:

— Um Ofício de Ação de Graças pela mãe que recentemente deu a luz. Neste ofício, suplica-se ao Autor da vida que a mãe seja preservada de toda aflição, realizado apropriadamente na presença da nova mãe, no hospital ou, se não for possível, em casa. Os benefícios pastorais advindos desta primeira visita por parte do padre não pode ser subestimada e promove a união daquela família com a grande família paroquial, que através da presença do pároco, alegra-se, com o novo nascimento.

— O Rito da Imposição do Nome que, seguindo o exemplo de nosso Senhor, foi nomeado no oitavo dia depois do seu nascimento. É usualmente celebrado no oitavo dia depois do nascimento da criança. Este ritual , durante o qual a santa Cruz é traçada sobre a testa, lábios e peito do bebê, e a ele ou ela é dado o nome de um santo cristão ortodoxo, é celebrado mais apropriadamente na paróquia, mas pode também ser celebrado em casa. Mais uma vez, este rito celebrado na presença dos pais, família e membros da paróquia, serve para aprofundar nossa relação com Cristo e fortalecer nossa identidade com Ele, e a identidade espiritual da criança com o santo onomástico – a vida espiritual virtuosa daquele, cujo nome ele ou ela possui.

— Quando possível, após 40 dias do nascimento, imitando a apresentação de Menino Jesus, a criança é levada à Igreja para o Rito da Apresentação e do Batismo. A mãe, então, já poderá voltar a uma vida ativa na fé da comunidade. O Batismo, Crisma, Tonsura, Apresentação e Primeira Recepção da Santa Comunhão pela criança, faz agora da dela herdeira do Reino de Deus, membro pleno do Corpo de Cristo, sendo por isso, recebida com alegria e ação de graças no seio da Comunidade de Fé. Os membros da paróquia são obrigados a agir como modelos e mestres da fé, fidelidade, moralidade e virtude. O Batismo não pode ser negado a qualquer pessoa ou pai que o requeira.

São as seguintes regras que se referem ao Batismo e que são obrigatórios acima de tudo:

— O primeiro padrinho (masculino para um menino e feminino para uma menina) deve obrigatoriamente ser um cristão ortodoxo, membro de uma paróquia ortodoxa. O primeiro padrinho renuncia satanás em nome da responsabilidade espiritual e recita a Profissão da Fé Ortodoxa.

O privilégio de escolha para a sagrada função de padrinho é negada a:

• Qualquer pessoa que tenha sido excomungada pela Igreja ou que tenha se auto-excomungado da Igreja.

• Qualquer cristão ortodoxo que tenha se casado fora da Igreja ortodoxa, cujo casamento não foi, portanto, abençoado na Igreja Ortodoxa.

• Qualquer cristão ortodoxo que não seja membro de uma paróquia Ortodoxa.

— É necessário somente um padrinho podendo, conforme costumes locais, aceitar-se que a criança tenha dois ou mais. Os padrinhos secundários devem, obrigatoriamente, ser cristãos batizados na Igreja Ortodoxa ou ter o batismo reconhecido pela Igreja Ortodoxa.

— A relação espiritual que o batismo imprime proíbe o casamento de padrinhos com seus afilhados e padrinhos com os pais dos afilhados.

— Em circunstâncias normais, o local apropriado para a celebração do santo sacramento do Batismo é a Igreja.

— Batismos podem ser celebrados em qualquer dia do ano, mesmo nos dias prescritos para jejum e penitência, mas as festividades e atividades após o batismo, que contradizem o espírito do dia ou época da penitência, são normalmente postergados até um outro dia.

— Como está evidenciado na Liturgia da Igreja Ortodoxa, os dias a seguir são tradicionalmente dias de batismo:

• O Sábado de Lázaro;

• O Sábado Santo - (da semana Santa);

• O Domingo de Páscoa;

• A Festa da Natividade do Senhor;

• A Festa da Santa Teofania.

— Vale lembrar ainda àqueles que são convidados a serem padrinhos de uma criança, membro da família ou amigo, a tremenda responsabilidade que tal relação impõe. Não ousem, portanto, aceitá-la de maneira superficial. De acordo com Tradição, chega a ser pecaminoso recusar a aceitar tal responsabilidade quando requisitado a fazê-lo mas, ele ou ela deve recusar-se com toda a honestidade se não se sentir comprometido com Cristo e sua Santa Igreja e não estiver retamente intencionado(a) a proporcionar a orientação espiritual cristã para seus afilhados ao longo de sua vida.

— Como padrinho ou madrinha, deve-se zelar pela vida espiritual, rezando diariamente pelo(a) afilhado(a), preparando-o para o dia da Primeira Confissão e para outros eventos espirituais na vida cristã ortodoxa do(a) afilhado(a). Índice


Fonte:

Páginas 6, 7 e 8 do Diretório/2005,
Publicação do Consistório da Igreja Ortodoxa Ucraniana nos EUA

Voltar à página anterior Topo da página
NEWSIgreja Ortodoxa • Patriarcado Ecumênico • ArquidioceseBiblioteca • Sinaxe • Calendário Litúrgico
Galeria de Fotos
• IconostaseLinks • Canto Bizantino • Synaxarion • Sophia • Oratório • Livro de Visitas