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Subsídios Pastorais: Regras para a Vida Cristã Ortodoxa Tradução do inglês por: Natalia Waszczynskyi
1. Sobre o Sacramento do MatrimônioNosso Senhor declarou o casamento como sendo um estado de honra por causa da Sua presença na festa do casamento em Caná da Galiléia, quando ele realizou seu primeiro milagre. A santa coroação de um homem e de uma mulher somente é julgada valida quando celebrada na Igreja Ortodoxa. A fé comumente partilhada é que o casal e crianças serão os mais beneficiados pois Deus confiará aos seus cuidados como sendo os primeiros professores e modelos de fé. Por esta razão a Igreja Ortodoxa encoraja os cristãos ortodoxos a casar com cristãos ortodoxos. A realidade que ocorre na maior parte do mundo e, especialmente nos Estados Unidos, é que a maioria dos cristãos ortodoxos se casam com membros de outras Comunidades de Fé Cristã. Tais casamentos são abençoados se o casal demonstra ao sacerdote a compreensão das dificuldades que podem surgir de um casamento misto, e expõe a boa vontade para aderir à Tradição ortodoxa na sua vida conjugal e familiar. Aqueles que vão aderir a este tipo de casamento devem obrigatoriamente, antes de fazer qualquer preparativo, consultar-se pessoalmente com seu sacerdote para informá-lo de sua intenção e procurar sua opinião no que tange ao aconselhamento pré-conjugal, regulamentos da Igreja e data da celebração religiosa do casamento. O padre precisa orientar o casal para uma clara compreensão do que o casamento requer e qual é a responsabilidade cristã de ambos, do homem e da mulher. Examina a intenção do homem e da mulher e certifica-se de que:
Se necessário, as seguintes circunstâncias especiais devem ser observadas:
O casamento religioso entre um cristão ortodoxo e um não-cristão não pode ser celebrado em nenhuma circunstância. O celebrante próprio do do rito da Coroação Matrimonial é o pároco da paróquia onde ocorrerá a celebração. Se houver clero ortodoxo convidado de outra paróquia ortodoxa ucraniana ou alguma jurisdição ortodoxa em comunhão com a Igreja Ortodoxa Ucraniana, ele deve obrigatoriamente ser convidado pelo pároco celebrante a participar da cerimônia. Os cristãos ortodoxos que casam fora da Igreja Ortodoxa e persistem neste estado são considerados como tendo se separado da Igreja. Eles não podem receber os sacramentos, incluindo a Eucaristia, e não podem ser padrinhos de batismo ou testemunhas de casamento. Não podem receber o sacramento do matrimônio:
2. Dias em que o casamento não é permitido
3. Sobre o Sacramento da PenitênciaNosso Senhor instituiu o sacramento da Penitência ou Confissão quando disse aos seus discípulos: “Aquele, cujos pecados perdoardes, ser-lhes-hão perdoados. Aquele, cujos pecados retiverdes, ser-lhes-hão retidos” (Jo 20, 23) O Bispo, como sucessor dos apóstolos, designa o sacerdote a ouvir a confissão dos fiéis, incumbindo-o de seu cuidado espiritual na vida paroquial. É importante observar que todo cristão ortodoxo deve ter seu próprio pai (diretor) espiritual, à sua escolha, e com ele manter contatos freqüentes de modo a sentir-se mais à vontade e confortável. No caso de seu confessor ou pai espiritual não ser o próprio pároco, deve informar a ele, de maneira que esteja consciente de que suas necessidades espirituais estão sendo atendidas. Qualquer pároco entenderá que uma pessoa pode escolher seu próprio diretor espiritual com quem ele ou ela sinta-se mais à vontade. Aqueles que se preparam para o sacramento da Penitência ou santa Confissão, devem fazer uma preparação, ou seja, um exame geral de sua consciência e de sua vida antes de se aproximar deste sacramento. A Confissão não pode ser feita de modo leviano, mas com toda a sinceridade e honestidade possível. Um cristão ortodoxo nunca deve temer, fechando seu coração ao seu diretor espiritual, representando o próprio Deus, procura guiá-lo em em todas as circunstâncias de dificuldade ou problemas espirituais. 4. Sobre a Unção dos EnfermosOs cristãos ortodoxos devem entender que o sacramento da Unção dos Enfermos não tem exclusivamente um caráter de "viático" ou seja, “último rito” para o fiel cristão. É, mais propriamente, administrado “para a cura da alma e do corpo.” A solicitude pastoral para os enfermos é manifestada na celebração do da Santa Unção aos Enfermos, e tem base nas escrituras: em Mc 6, 13 e na Epístola Católica de São Tiago, 5, 13. Quanto à celebração deste sacramento, note-se o seguinte:
Àqueles em perigo de morte, no entanto, não importando sua condição espiritual, em hipótese alguma, lhe poderá ser negado, contanto que manifeste algum sinal de arrependimento. 5. Sobre as Exéquias ou Ofício FúnebreCom exceção do primeiro dia da Páscoa/Ressurreição de nosso Senhor e a Natividade do Senhor, os ofícios fúnebres são permitidos em qualquer dia do ano. A menos que, em casos absolutamente necessários, entretanto, funerais não devem ser feitos nos domingos. As formalidades dos serviços fúnebres devem sempre refletir o espírito da Tradição ortodoxa na leitura dos salmos, orações e hinos. O Serviço Fúnebre deve ser celebrado na morte de um cristão ortodoxo. Pode ser celebrado juntamente com a Divina Liturgia, caso a família do falecido queira participar da Eucaristia. A clara compreensão do mistério da morte e o destino final do homem é comunicado através do serviço fúnebre propriamente dito. Os benefícios proporcionados na leitura das orações do serviço fúnebre podem ser de significativo consolo àqueles que choram seu mortos. O serviço fúnebre é normalmente realizado numa Igreja, mas a decisão final cabe ao pároco que conhece melhor a alma e o estado espiritual do falecido, e se era membro plenamente participativo da comunidade daquela paróquia. É costume da Igreja Ortodoxa Ucraniana que o caixão aonde está o falecido seja aberto durante o serviço fúnebre. Regra geral a ser observada é que, se o caixão foi aberto no funeral em casa deve também estar aberto na Igreja. 6. Ofícios em intenção dos falecidosOs falecidos podem ser lembrados na Proskomídia nas comemorações durante a Liturgia Eucarística e durante a Liturgia dos Dons Pré-santificados, quando necessário. Tais serviços podem ser feitos na Igreja ou no túmulo do falecido. 7. A CremaçãoA Igreja Ortodoxa, atenta a que o ser humano é criado à imagem e semelhança de Deus e é Templo do Espírito Santo, considera mais apropriado e aceitável o sepultamento de seus restos mortais. A Igreja mantém hoje as santas tradições, tais como praticadas no Velho Testamento, no Novo Testamento e nas primitivas comunidades cristãs. Embora a Igreja Ortodoxa não possa sancionar a cremação como norma, ela está atenta a que, muitos casos não estão, atualmente, relacionadas com motivos religiosos. Os pastores estão obrigados a levar este ensinamento àqueles fiéis, de cujo cuidado espiritual estão incumbidos. A menos que determinado de outra maneira pelo Bispo próprio, a celebração do Ofício Fúnebre de um cristão ortodoxo deve, obrigatoriamente, acontecer na presença de um corpo intacto, com os restos mortais enterrados num túmulo selado, como convém para a dignidade do falecido, seguindo o exemplo do sepultamento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 8. O SuicídioNa preservação do princípio da santidade da vida humana, de sua concepção até a morte natural, a Igreja Ortodoxa não absolve, e não pode nunca absolver, a destruição premeditada e voluntária de uma vida. Isto é visto como assassinato e considerada uma grave transgressão da Lei Divina. Quando depara-se com um suicídio, o sacerdote deve providenciar orientação espiritual e conforto para a família desolada durante e depois do funeral. Ele deve apurar os fatos que precipitaram na tragédia, apresentar suas descobertas e recomendações ao Bispo próprio e obter sua orientação e autorização para o tipo de serviço fúnebre a ser conduzido e no local considerado mais apropriado e espiritualmente benéfico para aqueles que choram seus mortos. 9. O AbortoCerta de que a vida humana tem início já no momento da concepção, e que toda vida humana é santificada desde o ventre materno – sendo a imagem de Deus, a Igreja vê o aborto intencional, em qualquer estágio do desenvolvimento do ser humano, como assassinato de uma vida inocente e, conseqüentemente, uma grave transgressão da Lei Divina. 10. O Suicídio assistido - EutanásiaA Igreja Ortodoxa considera o suicídio/eutanásia clinicamente assistida como um assassinato intencional de outra pessoa que está fisicamente ou mentalmente julgada incapaz. Convencida de que somente o Criador pode tirar a vida e que o sofrimento não nos faz menos humanos, a Igreja Ortodoxa condena energicamente qualquer ato de suicídio, assistido ou eutanásia, por um profissional da saúde ou qualquer outra pessoa. Onde há vida há esperança e, em todos os seres humanos, independentemente de sua condição física, a imagem de Deus permanece intacta. 11. Sobre os Sacramentos do Batismo e da CrismaOs cristãos ortodoxos mais observadores concebem o Batismo não apenas como um mero ritual ou evento social, mas como um renascimento espiritual através da água e do Espírito Santo. Participam deste feliz evento espiritual os pais – primeiros mestres da fé e da moral e os primeiros modelos de fé a quem Deus Todo-Poderoso confiou o dom da vida – o Padrinho (ou de acordo com o costume local, os padrinhos), que exercem também o papel de modelos de fé e moral durante o amadurecimento físico e espiritual do(a) afilhado(a). A Igreja Ortodoxa, de forma geral, e a Igreja Ortodoxa Ucraniana particularmente, celebra o dom da nova vida e dá ênfase à santidade e dignidade da vida através dos seguintes ritos pré-batismais:
São as seguintes regras que se referem ao Batismo e que são obrigatórios acima de tudo:
Vale lembrar ainda àqueles que são convidados a serem padrinhos de uma criança, membro da família ou amigo, a tremenda responsabilidade que tal relação impõe. Não ousem, portanto, aceitá-la de maneira superficial. De acordo com Tradição, chega a ser pecaminoso recusar a aceitar tal responsabilidade quando requisitado a fazê-lo mas, ele ou ela deve recusar-se com toda a honestidade se não se sentir comprometido com Cristo e sua Santa Igreja e não estiver retamente intencionado(a) a proporcionar a orientação espiritual cristã para seus afilhados ao longo de sua vida. Como padrinho ou madrinha, deve-se zelar pela vida espiritual, rezando diariamente pelo(a) afilhado(a), preparando-o para o dia da Primeira Confissão e para outros eventos espirituais na vida cristã ortodoxa do(a) afilhado(a). Fonte: Páginas 6, 7 e 8 do Diretório/2005,
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