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Epístola de Natal de 1962

São João de Maximovich, Arcebispo de Xangai

«Tu, que és o Deus da paz e o Pai das clemências,
enviaste a nós o Anjo de Teu grande Conselho,
concedendo-nos a paz.»

Anjo-Mensageiro do Conselho pré-eterno da Santíssima Trindade chega à terra. Não se trata de um mensageiro qualquer, mas sim do Filho Unigênito de Deus em pessoa. Ele traz a paz aos homens. "A paz esteja convosco", disse Ele mais de uma vez aos Seus discípulos. "Deixo-vos a paz, Eu vos dou a minha paz", diz Ele aos Seus apóstolos na Ceia Mística, "Eu a dou a vós, não como o mundo a dá." Ao aparecer após Sua Ressurreição, novamente Ele diz: "A paz esteja convosco." "Porque Ele é a nossa paz", diz o santo apóstolo Paulo a Seu respeito: "Ele veio à terra para reconciliar os homens com Deus através da Cruz, acabando assim com a inimizade. E, vindo, Ele pregou a paz aos que estavam longe e aos que estavam perto, porque, por Ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito."

O muro que separava o céu e a terra está destruído. A espada que barrava o caminho para a Árvore da Vida desapareceu. Ao homem que havia pecado vem o seu Criador, chamando-o para os seus braços! Pelas bocas dos apóstolos, o Espírito Santo clama: "Em Cristo, reconciliai-vos com Deus." Vós que havíeis pecado não fostes a Deus, mas o Filho de Deus, diante do qual havíeis pecado, veio a vós! Ele chama todos para Si; Ele concede o perdão a todos, bastando apenas para isso que se tenha sede de perdão. Pois sem o desejo do próprio homem, sem ao menos um mínimo de esforço da sua parte, a paz de Deus não pode permanecer nele. O senhor não força ninguém a vir a Ele, mas chama a todos: "Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." Vinde todos vós que carregais o peso dos pecados, que estais exaustos de seus trabalhos e que não têm repouso! Encontrareis uma paz interior que descobrireis ser mais desejável que todas as coisas deste mundo. A alma sentirá paz e alegria celestiais.

Os Magos que adoraram o Menino experimentaram esta alegria. Os pastores, ao vê-Lo deitado numa manjedoura, também a sentiram. Mas nem paz, nem alegria tocaram o coração de Herodes e daqueles que queriam destruir o Menino. Pois os desejos malignos e a malícia são incompatíveis com a paz interior. E quem quer que não tenha paz interior também semeia a discórdia e a malícia ao seu redor.

A Igreja agora nos convida a encontrar Cristo, que nos chega do céu. O que podemos fazer para que O encontremos como os Magos, e não como Herodes? "Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano; aparte-se do mal e faça o bem; busque a paz e siga-a." Isto é algo que tende a ser difícil para nós, que somos fracos para tudo que seja bom. Mas até mesmo para isto veio o Filho do Homem: para nos fortalecer. Não por acaso Ele nasceu em Belém, cidade cujo nome significa "casa do pão". Ele nos nutre com alimento celestial, Sua carne. "Deus, o Senhor e Criador de tudo, sob a forma de um bebê de carne e osso, é adorado em uma pobre manjedoura, clamando: comei o Meu Corpo e através da fé tornai-vos constantes." Estas palavras da divina Criança são dirigidas a nós. Escutemos atentamente o Seu chamado! Sigamos os Magos, apressemo-nos juntamente com os pastores! Nossas igrejas são agora aquela caverna em Belém. É nelas que Ele, que nasce agora em Sua puríssima carne, descansa – não ilusoriamente, mas em realidade. Adoremo-Lo; ofereçamos como presentes nossos pensamentos e desejos; confessemos nossos pecados e comamos do Seu Corpo e Sangue imaculados. Quem quer que não tenha feito isso antes, que o faça ao menos agora, quando brilha a estrela de Belém! Nossas mentes serão iluminadas e nosso coração escutará:

«Glória a Deus nas Alturas,
paz na terra e boa vontade entre os homens!»

 

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