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Santos Mártires Basílides e Potamiena

Enumera-se Basílides como o sétimo dos mártires. Ele levava ao martírio a célebre Potamiena, cuja fama até hoje é decantada entre os seus compatriotas. Depois de mil combates contra homens corruptos para defender a pureza do corpo e a virgindade pela qual ela se distinguia (pois, sem falar de sua alma, a beleza do corpo era nela qual flor que desabrocha), após mil tormentos e torturas terríveis, cuja narrativa é de arrepiar, foi, com sua mãe Marcela, consumida pelo fogo.

Narra-se que o juiz, chamado Áquila, depois de ter submetido seu corpo inteiro a duros tormentos, por fim ameaçou-a de entregá-la aos gladiadores para desonrá-la. Mas ela refletiu por um instante e foi-lhe pedida uma decisão. Deu tal resposta que pareceu-lhes algo de ímpio.

Enquanto ela falava, foi proferida a sentença e Basílides, um dos soldados a tomou e conduziu à morte. E como a multidão se esforçava por incomodá-la e insultá-la com palavras inconvenientes, ele afastava com ameaças os injuriadores e manifestava para com ela muita piedade e humanidade. Ela, porém, acolhendo a simpatia que lhe era demonstrada, exortava-o a ser corajoso, dizendo-lhe que o reclamaria, quando tivesse voltado para junto de seu Senhor e que, em pouco tempo, lhe retribuiria o que havia feito em seu favor.

Tendo assim falado, sofreu corajosamente a morte. Derramaram pez fervente sobre as diferentes partes do corpo desde a extremidade dos pés ao alto da cabeça devagar, pouco a pouco.

Assim foi o combate da ilustre jovem. Basílides, po¬rém, não esperou muito tempo. Os companheiros de ar¬mas, por um motivo qualquer, exigiram dele um juramen¬to. Ele declarou com energia que não lhe era permitido absolutamente jurar, porque era cristão e confessava-o abertamente. No princípio, acharam que ele estava gra¬cejando; mas como perseverasse obstinadamente, leva¬ram-no ao juiz, a quem ele confessou sua resistência; e ele mandou algemá-lo.

Seus irmãos, segundo Deus, visitaram-no e perguntaram-lhe a causa deste ardor repentino e extraordinário. Narra-se ter ele respondido que três dias após seu martírio, Potamiena lhe aparecera durante a noite, pusera-lhe uma coroa na cabeça e havia pedido uma graça ao Senhor, obtivera o objeto de seu pedido e que ele o receberia dentro de pequeno prazo. Então, os irmãos lhe deram o sigilo do Senhor e no dia seguinte, após ter brilhado no testemunho pelo Senhor, foi-lhe decepada a cabeça.

Nota-se que muitos outros, dentre os habitantes de Alexandria vieram em grande número à doutrina de Cristo, na época a que nos referimos, porque, durante o sono, Potamiena lhes aparecera e os chamara. Do assunto, agora, basta.

Eusébio narra uma história já contaminada pela lenda, a história de Potamiena, jovem mártir de Alexandria: enquanto era preparada para o suplício, conseguiu converter o soldado Basilides que a escoltava e que já tinha sido ouvinte das lições de Orígenes. Com sua mãe, Potamiena é besuntada de pixe fervente e queimada viva. Poucos dias depois, Basilides se proclama cristão. E preso por sua vez. Em sonho vê pousar-lhe sobre a cabeça a coroa do martírio, faz-se batizar na prisão e no dia seguinte é decapitado. No Martirológio jeronimiano os três mártires são comemorados em 28 de junho. No martirológio romano, em 30 de junho.


Fonte:

Eusébio de Cesaréia, «História Eclesiástica»

 

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