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Afresco no Monastério Santo Salvador - ConstantinoplaAnastasisAdaptado por Philippe Gebara*
No tipo ícone da Anastasis (Ressurreição) do século XIII, Cristo encontra-se na sua gloriosa mandorla, rodeada por estrelas, de pé sobre os portões quebrados do inferno e sobre os símbolos dispersos da escravidão do pecado, levando tanto Adão, quanto Eva pela mão e os apanhando para fora de seus túmulos. É uma imagem muito dinâmica. Os joelhos de Cristo estão dobrados, mas ele não está andando a nenhuma direção. Pelo contrário, o sentido do movimento é para cima. A ação é toda de Cristo. Adão e Eva estão sendo puxados de seus túmulos para Cristo e sua mandorla. De modo significativo, a figura de Cristo não mostra nenhuma das feridas de sua paixão, mas ele é mostrado como o segunda pessoa encarnada da Trindade, em sua glória divina plena. O sentido forte do movimento ascendente lá indicou que Adão e Eva não estão apenas sendo salvos da escravidão do pecado, mas estão sendo chamados, na verdade puxados, a algo maior. Há, além disso, um espaço triangular formado pelas figuras de Cristo, Adão e Eva, que é sugestivo ao Deus Tri-uno. Adão e Eva estão sendo puxados para este espaço. Tudo isto sugere que este ícone, não é sobre salvação, mas sobre "theosis" (divinização). Adão e Eva estão sendo puxados para a vida divina da Santíssima Trindade, divinizados pela ação de Cristo. É significativo que a ênfase em Adão dada em ícones anteriores é dispensada aqui. Tanto Adão e Eva são puxados igualmente à mandorla de Cristo, sublinhando que esta divinização é o destino de toda a humanidade – em verdade, de toda a criação. Fonte: * http://dlibrary.acu.edu.au/research/theology/ejournal/aejt_7/cross.htm |
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