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Guia de estudo e meditação para a
Semana Santa ortodoxa

Tradução: Ricardo Williams G. Santos

s ofícios da Semana Santa fazem de nós testemunhas e participantes imediatos dos eventos da Paixão e Ressurreição de Jesus Cristo. Nas leituras do Velho e do Novo Testamento, nos hinos, procissões e celebrações litúrgicas vemos o cumprimento das profecias messiânicas e as ações pelas quais o próprio Deus, na pessoa de Jesus Cristo, nos dá o perdão de nossos pecados e nos resgata da dor da morte eterna.

Domingo de Ramos

(Mt 21,18-43).

O ofício deste dia nos recorda do início do sofrimento de Jesus. O evangelho descreve a conspiração dos anciãos e sacerdotes para forçar Jesus a dizer que Ele é um herege. Através de parábolas, Cristo nos fala sobre sua traição, julgamento, condenação e execução na cruz. Os hinos desse ofício celebram duas coisas: a primeira, a figura profética de José que, embora um homem virtuoso, sofreu injustamente nas mãos de seus irmãos antes de receber uma grande recompensa, e a segunda, a parábola da figueira, que ao deixar de dar frutos, tornou-se um símbolo da criação decaída, e de nossas próprias vidas, nas quais falhamos ao gerar frutos espirituais.

Segunda-feira santa (noite)

(Mt 22,15-46; 23,1-39).

Essa noite fala sobre a necessidade de vigília e preparação, para que não estejamos despreparados quando formos chamados perante o julgamento no tribunal temível de Cristo para prestar contas de nossos atos em vida. A leitura do evangelho contrasta os esforços dos Fariseus em lograr e desacreditar Jesus contra a forte resistência de Cristo contra sua maldade. Os hinos nos recordam da parábola das dez virgens, que exortam o cristão fiel à manter-se em eterna vigília.

Terça-feira santa (noite)

(Jo 12,17-50).

A necessidade de um arrependimento sincero e verdadeiro é o cerne do ofício da noite de Terça. A transformação de uma vida de pecado em uma vida de fé e obediência nos é exemplificada na figura da pecadora que recebeu o dom do perdão quando derramou mirra sobre Jesus e lavou Seus pés. O destaque do ofício é o hino de Cassiane. A meditação do evangelho prediz a aproximação do sofrimento de Cristo e nos recorda de Sua agonia e conflito.

Quarta-feira santa (tarde e noite)

(Tg 5,10-16) | (Rm 15:1-7) | 1ICor 12,27-31; 13,1-8) | (2 Cor 1,8-11) (Gl 5,22–6,2) | (1Ts 5,14-23) | (Lc 10,25-37; 19,1-10) | (Mt 10,1.5-8) | (Mt 8,14-23) | (Mt 25,1-13) | (Mt 15,21-28) | (Mt 9,9-13).

O principal tema da Quarta-feira santa é a necessidade humana de receber a cura e o perdão que adentram nossas vidas quando estabelecemos uma relação com Deus através de Jesus Cristo. Somos lembrados que encontramos o caminho para este relacionamento, acima de tudo, através de uma vida de oração. No sacramento da Unção do Santo Óleo os fiéis são ungidos, e assim, curados física e espiritualmente. Eles também se reconciliam com Deus e uns com os outros a fim de receber o sacramento da Santa Eucaristia instituída por Cristo na Última Ceia.

Quinta-feira santa (manhã)

(Mt 26,2-20) | (Jo 13,3-17) | (Mt 26,21-39) | (Lc 22,43-45) | (Mt 26,40–27,2).

Na manhã da Quinta-feira santa, subimos o Monte Sião com Cristo e os Doze Apóstolos, e entramos no andar superior. Ali, testemunhamos o momento no qual, durante a Última Ceia, Cristo estabelece a nova aliança, conforme predisse o Profeta Jeremias, através do sacramento da Eucaristia. Os fiéis recebem a Santa Comunhão na mais sagrada das liturgias.

Quinta-feira santa (noite)

Nesse ofício rememoramos o sofrimento imerecido sob o qual Jesus Cristo padeceu por nós, para que pudéssemos nos reconciliar novamente com Deus, Nosso Pai. As leituras do evangelho são o testemunho da traição e prisão de Jesus, seu julgamento e condenação, e finalmente, sua tortura, crucificação e morte nas mãos de uma humanidade pecadora. No ofício dessa noite também temos a procissão que representa Cristo carregando Sua própria cruz pela Via Dolorosa, e encerra-se quando vemos diante de nós o Rei da Glória crucificado. As leituras do evangelho são as seguintes:

(Jo 13,31–18,1) | (Jo 18,1-28) | (Mt 26,57-75) | (Jo 18,28–19,16) | (Mt 27,3-32) | (Mc 15,16-32) | (Mt 27,33-54) | (Lc 23,32-49) | (Jo 19,25-37) | (Mc 15,43-47) | (Jo 19,38-42) | (Mt 27,62-66)

Sexta-feira santa (tarde)

(ICor 1,8-2,2) | (Mt 27,1-38) | (Lc 23,39-43) | (Mt 27,39-54) | (Jo 19,31-37) | (Mt 27,55-61).

Neste ofício somos novamente testemunhas do sofrimento imerecido de Cristo, de Sua terrível Paixão e Morte. Nos recordamos também, de modo especial, através da liturgia e da procissão, da fidelidade e do amor de São José de Arimatéia, que gentilmente removeu o corpo de Cristo da cruz, envolveu-o em linho branco e o depositou em sua própria tumba para enterrá-lo.

Sexta-feira santa (noite)

(Ez 37,1-14) | ( ICor 5,6-8) | ( Gl 3,13-14) | ( Mt 27,62-66).

O tema da noite da Sexta-feira Santa é a descida de Cristo ao Hades, durante a qual o Evangelho do arrependimento e da reconciliação com Deus é compartilhado com todos aqueles que morreram antes da salvação do Cristo encarnado. O ofício se inicia com o lamento cantado enquanto o povo se põe perante a tumba de Cristo, recordando Sua punição injusta e o derramamento de Seu sangue inocente. Porém o ofício termina com um lampejo de alegria e esperança, com a leitura do livro do Profeta Ezequiel, no qual ele descreve sua visão de nossa ressurreição vindoura; no meio do desespero, ele nos diz que há esperança, pois nem mesmo a morte pode nos separar do amor incessante e do poder de Deus. A morte será vencida e a fidelidade recompensada.

Sábado de Aleluia (manhã)

(Rm 6, 3-11) | (Mt 28,1-20).

Na manhã do Sábado de Aleluia nos recordamos da recompensa da fidelidade. A crucificação terminou, Cristo foi sepultado e os doze apóstolos e discípulos estão dispersos e derrotados. Porém, três portadoras de aromas aproximam-se por fidelidade para executar um derradeiro ato de amor – ungir o corpo de Jesus com Mirra, seguindo os costumes funerários judaicos. Sua devoção inabalável é recompensada – elas são as primeiras a compartilhar do triunfo de Cristo sobre a morte e o mal; são as primeiras a testemunhar sua ressurreição. Celebramos essa alegria quando o padre espalha folhas de louro e pétalas de rosa.

Sábado de aleluia (noite) e Domingo de Páscoa (madrugada)

(Mc 16,1-8).

São repetidas as lamentações da noite anterior e todas as luzes da igreja se apagam, simbolizando o desespero e a derrota sentidos às vésperas da vitória de Cristo sobre o inimigo de nossa salvação. Precisamente à meia-noite uma única chama é acesa no altar representando a vitória de Jesus sobre a morte e a derrota do príncipe das trevas ante a majestade de Cristo, a Luz do Mundo. Essa luz é passada de pessoa para pessoa, iluminando a igreja até afastar por completo a escuridão. A Ressurreição é proclamada por meio de canções e de uma procissão, e após a liturgia, a chama é levada para nossas casas, para que elas também se encham com a sua luz, calor e triunfo.

Domingo de Páscoa (manhã)

(Jo 20,19-25).

A Ressurreição e a vitória de Cristo é reafirmada nesta manhã. O evangelho é lido em diversos idiomas para mostrar a universalidade da Boa Nova da Ressurreição a todos os povos da Terra. Amor, perdão, reconciliação, triunfo e alegria são os dons que recebemos, pois Cristo viveu, morreu e triunfou por nossa salvação.

 

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