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Orações Iniciais |
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| Diante das Portas Reais (fechadas) o diácono, com uma vela na mão, exclama: | |
| Diácono: | Abençoa, Mestre! |
| Sacerdote: | Bendito † seja o nosso Deus, a todo momento, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. |
| Coro: | Amém |
| Segue-se a incensação inicial da igreja. | |
| Leitor: | Rei celestial, Consolador, Espírito da verdade, presente em toda parte e ocupando todo lugar, tesouro dos bens e dispensador da vida, vem e habita em nós, purifica-nos de toda a mancha e salva, ó Filantropo, as nossas almas! |
| Santo Deus , Santo poderoso, Santo imortal, tem piedade de nós. (3 vezes) |
|
| Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. |
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| Santíssima Trindade, tem piedade de nós; Senhor, concede-nos a remissão de nossos pecados; Mestre soberano, perdoa as nossas ofensas; ó Santo, volta teu olhar para nós e cura nossas doenças, pelo teu santo nome. |
|
| Kyrie, eleison! (3 vezes) | |
| Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. |
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| Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. |
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| O pão nosso de cada dia dá-nos hoje; perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores, e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. |
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| Sacerdote: | Pois teu é o Reino, o Poder e a Glória,
Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Leitor: | Kyrie, eleison! (12 vezes) |
| Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. |
|
| Coro: | Amém. |
Ofício Real |
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| Leitor: | Vinde † adoremos e prostremo-nos diante de Deus, nosso Rei! |
| Vinde † adoremos e prostremo-nos diante de Cristo Deus, nosso Rei. |
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| Vinde † adoremos e prostremo-nos diante de Cristo, nosso Rei e nosso Deus. |
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| Salmos 20 e 21 | |
| O leitor canta os salmos 20 e 21, seguidos de: | |
| Leitor: | Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. |
| Tropários | |
| Leitor: | Salva, Senhor, o teu povo e abençoa a tua herança! Concede à tua Igreja a vitória sobre o mal e guarda o teu povo pela tua Cruz. |
| Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo... | |
| Ó Cristo Deus,
que voluntariamente foste suspenso à Cruz, tem compaixão do povo que traz o teu Nome. Alegra, pelo teu poder, a tua santa Igreja dando-lhe a vitória sobre o mal. Que tua aliança seja para nós uma arma de paz e um troféu de vitória. |
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| Agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. | |
| Temível protetora, que não temes a confusão, sê atenta a voz de nossa súplica, ó bondosa e venerada Mãe de Deus; consolida as nações ortodoxas, salva aqueles que foram instituídos para governar e, do alto do céu, concede-lhes a vitória, pois tu deste à luz nosso Deus, ó Santíssima. |
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| Súplica Insistente | |
| Diácono: | Tem piedade de nós, ó Deus, segundo a tua grande misericórdia, nós te suplicamos, escuta-nos e tem piedade de nós. |
| Coro: | Kyrie, eleison! (3 vezes, e assim a cada súplica) |
| Diácono: | Oremos, pelo nosso santo pai o patriarca N. ... , pelo nosso metropolita N. ... ,(arcebispo ou bispo), e pela venerável ordem dos sacerdotes e dos diáconos em Cristo. |
| Oremos, pelos servos de Deus N. ... (os monges deste santo monastério) os habitantes deste país, desta cidade e por todos os fiéis ortodoxos: |
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| Sacerdote: | Pois tu és um Deus Filantropo, e nós te glorificamos, Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. |
| Coro: | Amém. |
Salmos Matutinos |
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| Bênção | |
| Diácono: | Em nome do Senhor, abençoa, Mestre! |
| Sacerdote: | Gloria a Santíssima † Consubstancial, Vivificante e Indivisível Trindade, a todo momento, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: | Amém. |
| Hexapsalmo | |
| Leitor: | Glória a Deus no mais alto dos céus, paz na terra e benevolência aos homens! (3 vezes) |
| Abre , Senhor, os meus lábios e a minha boca proclamará o teu louvor. (2 vezes) |
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| O sacerdote sai do santuário pela porta norte para fazer as orações secretas diante das portas reais. | |
| Salmos 3, 38 e 63 | |
| O leitor canta os salmos 3, 38 e 21, seguidos de: | |
| Leitor: | Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. |
| Aleluia, aleluia, aleluia! Glória a Ti, ó Deus! (3 vezes) | |
| Salmos 88, 103 e 143 | |
| O leitor canta os salmos 88, 103 e 143, seguidos de: | |
| Leitor: | Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. |
| Aleluia, aleluia, aleluia! Glória a Ti, ó Deus! (3 vezes) | |
| Enquanto o leitor canta ou recita os salmos, o sacerdote dirige para as portas santas e, parando diante delas, recita silenciosamente as orações: | |
Orações Matutinas |
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| Sacerdote: | Nós te damos graças, Senhor nosso Deus, que nos fizeste levantar de nossos leitos e colocaste em nossos lábios uma palavra de louvor, de adoração e de invocação do teu santo Nome. Nós te pedimos, pela benignidade com que tens cumulado a nossa vida, envia teu auxílio sobre os que se apresentam diante da tua santa glória e que esperam a tua abundante misericórdia, e concede-lhes, a eles que te servem com temor e amor e louvam a tua indescritível bondade. |
| Pois a Ti pertencem toda a glória, honra e adoração, Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! |
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| Segunda Oração | |
| Sacerdote: | De madrugada nossos corações se voltam para Ti, porque teus mandamentos iluminam a terra. Desejamos praticar a caridade e a santidade vivendo em teu temor, pois é a Ti que nós glorificamos, tu, nosso Deus verdadeiro. Ouve-nos e atende-nos, lembra-te, Senhor, de todos aqueles que te fizeram súplicas, de cada um por seu nome, e atende-os por teu poder. Salva o teu povo e abençoa a tua herança! Dá a paz ao mundo que é teu, às tuas Igrejas, aos teus servos e a todo teu povo. |
| Pois o teu bendito Nome é digno de toda honra e exaltação, ó Pai † , Filho e Espírito Santo, agora e sempre pelos séculos. Amém |
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| Terceira Oração | |
| Sacerdote: | De madrugada nossos corações se voltam para Ti, porque teus mandamentos iluminam a terra. Ensina-nos, Senhor, a tua justiça, os teus preceitos e os teus julgamentos; ilumina os olhos de nosso entendimento, e as trevas de nosso coração, para que não adormeçamos em pecado. Concede-nos a graça do sol de justiça; protege a nossa vida dos ataques do mal, pelo selo do teu Santo Espírito; guia nossos passos no caminho da paz; concede-nos ver com alegria a aurora deste dia, para elevarmos a Ti as nossas orações matutinas. |
| Pois a Ti pertencem o reino, o poder, a força e a glória, Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém |
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| Quarta Oração | |
| Sacerdote: | Ó Deus, santo e inacessível, que ordenaste à luz iluminar as trevas, e nos concedeste, depois do repouso noturno levantar-nos pela manhã para louvar tua bondade, e comovidos, suplicar por tua grande misericórdia, atende-nos, a nós que te clamamos, em adoração e ação de graças, e concede-nos o que te pedimos para a nossa salvação. Torna-nos filhos da luz e do dia, e herdeiros dos teus bens eternos. Lembra-te, Senhor, em tua abundante compaixão, do teu povo que reza conosco, e de todos os nossos irmãos e irmãs, que, em toda parte do mundo, estão sujeitos ao teu poder e imploram por tua imensa misericórdia. Atende-nos, Senhor, em teu grande amor pela humanidade, para que, salvos da alma e do corpo, possamos, livremente, louvar sem cessar, o teu admirável e magnífico Nome, Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém. |
| Quinta Oração | |
| Sacerdote: | Pai Santo, Tesouro de bens, Fonte inesgotável, Autor das coisas prodigiosas, todo-poderoso e Mestre de todas as coisas, Nós te adoramos e te pedimos, apelando à tua piedade e compaixão, o auxílio e o socorro da nossa miséria. Lembra-te de nós, Senhor, que te suplicamos! recebe a nossa oração matutina como o incenso que se eleva diante de Ti e concede que nenhum de nós seja excluído, mas, protege-nos, por a tua compaixão. Lembra-te, Senhor dos que vigiam e cantam à tua glória, do teu Filho Único, nosso Deus e teu Espírito Santo. Sê nosso amparo e nosso auxílio, e recebe as nossas orações no teu altar celeste e espiritual. |
| Pois que tu és o nosso Deus e nós te damos glória, Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém! |
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| Sexta Oração | |
| Sacerdote: | Nós te damos graças, Senhor, Deus da nossa salvação, por tudo o que fazes para o bem da nossa vida, para que, sem cessar, nossos olhos estejam voltados para Ti, Salvador e Benfeitor das nossas almas. Pois concedeste-nos repousar durante a noite, e despertaste-nos dos nossos leitos para a adoração do teu Nome venerável. Por isso te pedimos, Senhor, concede-nos graça e força, para que sejamos dignos de cantar sem cessar a tua honra, com temor e tremor, para a nossa própria salvação, com o auxílio do teu Cristo. Lembra-te, Senhor, daqueles que ao nascer do dia clamam à Ti; atende-os e tem piedade deles, esmaga sob seus pés os inimigos invisíveis. |
| Pois que tu és o Rei da Paz e Salvador das nossas almas e nós te damos glória, Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém! |
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| Sétima Oração | |
| Sacerdote: | Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos fizeste levantar de nossos leitos e que nos reuniste para a oração comum, dá-nos a graça de abrirmos nossos lábios e acolhe as nossas ações de graças; ensina-nos a tua justiça, pois não sabemos orar como deve ser, se tu, Senhor, não nos ensinares pelo teu Espírito Santo. Por isso te pedimos: livra-nos, reabilita-nos, perdoa nossos pecados cometidos por palavras, atos ou pensamentos, voluntária ou involuntariamente. Pois se tu expias as nossas iniqüidades, Senhor, Senhor quem as pode manter? Pois que é em Ti que está a nossa redenção. Só Tu és Santo, Salvador e poderoso defensor da nossa vida e para Ti se eleva o nosso cântico para sempre. |
| Que a força do teu reino seja bendita e glorificada, Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! |
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| Oitava Oração | |
| Sacerdote: | Senhor, nosso Deus, que dissipaste em nós a indolência do sono, e que nos fizeste ouvir teu santo chamamento para que, durante a noite, elevássemos as mãos para te honrar pelos teus justos julgamentos, recebe os nossos pedidos, as nossas súplicas, as nossas homenagens e adorações noturnas. Concede-nos, ó Deus, uma fé sólida, uma esperança firme e uma caridade não dissimulada; abençoa as nossas entradas e saídas, os nossos trabalhos e ações, as nossas intenções e palavras, e concede-nos chegar ao princípio do dia, cantando e bendizendo a grandeza de tua bondade. |
| Pois teu santo Nome é bendito e teu Reino glorificado, ó Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! |
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| Nona Oração | |
| Sacerdote: | Ó Senhor, Deus de amor e bondade faze brilhar em nossos corações a luz incorruptível do teu conhecimento; abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do teu santo Evangelho. Inspira, também, o temor aos teus mandamentos, a fim de que, reprimindo os desejos da carne, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos de acordo com a tua vontade. |
| Pois Tu és a luz de nossas almas e de nossos corpos, ó Cristo Deus, e nós te glorificamos, assim como ao teu eterno Pai † e ao teu santíssimo, bom e vivificante Espírito, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. |
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| Décima Oração | |
| Sacerdote: | Senhor nosso Deus, que nos concedestes pela penitência a remissão dos nossos pecados, e que, como exemplo de reconhecimento e confissão dos nossos pecados, nos mostraste a penitência que fez o Profeta David para obter o teu perdão, Mestre, na tua grande misericórdia, tem piedade de nós que caímos em numerosas e grandes faltas. Por tua imensa compaixão, dissipa as nossas iniqüidades pois foi contra Ti que pecamos, Senhor, Tu que conheces os recessos invisíveis e ocultos do coração dos homens e, somente tu, tens o poder de perdoar os pecados. Depois de teres estabelecido em nós um coração puro e de nos firmares pelo Espírito de força, e de nos fazeres conhecer a alegria da tua salvação, não nos afastes para longe da tua face, mas torna-nos dignos, tu que és bom e amigo dos homens, de te trazer, até nosso último suspiro, um pão de justiça e uma oferenda sobre o teu santo altar. |
| Pela misericórdia e grande amor de teu Filho † Unigênito, com o qual és bendito, e com o teu santíssimo, bom e vivificante Espírito, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém! |
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| Décima-primeira Oração | |
| Sacerdote: | Senhor, nosso Deus, que submeteste à tua vontade os poderes espirituais e intelectuais do Universo, nós te pedimos e suplicamos, aceita os nossos cânticos, pelos quais, nós e todas as criaturas te glorificamos na medida da força, e concede-nos, as graças abundantes da tua bondade. Pois diante de Ti dobram os joelhos os seres celestes, terrestres e infernais, e toda a criatura canta à tua glória inacessível, porque só Tu és um Deus Verdadeiro e rico em misericórdia. |
| Por isso todos os Poderes celestes te louvam e nós te glorificamos, Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém! |
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| Décima-segunda Oração | |
| Sacerdote: | Nós te louvamos, nós te cantamos, te bendizemos, te glorificamos, ó Deus de nossos pais, por nos teres afastado a sombra da noite e revelado de novo a luz do dia e suplicamos à tua bondade: concede a expiação dos nossos pecados, e recebe a nossa oração na tua imensa misericórdia, pois em Ti nos refugiamos, ó Deus onipotente e piedoso. Faze brilhar em nossos corações o verdadeiro sol da justiça; ilumina o nosso entendimento e conserva todos nossos sentidos a fim de que, caminhando, como em pleno dia, sob a luz dos teus mandamentos, sejamos dignos da Luz inacessível. e alcancemos a vida eterna, pois em Ti está a fonte da vida. |
| Pois que tu és nosso Deus e nós te glorificamos, Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém! |
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| Concluído o Hexapsalmo, o sacerdote entra novamente no santuário, pela porta sul, para a Grande Súplica da Paz. A cada pedido o coro responde cantando: “Kyrie, eleison!” | |
| Grande Súplica da Paz | |
| Diácono: | Em paz, oremos ao Senhor! |
| Coro: | Kyrie, eleison! (e assim, a cada súplica) |
| Diácono: | Pela paz que vem do alto e pela salvação de nossas almas, oremos ao Senhor. |
| Pela paz do mundo inteiro, pela estabilidade da santa Igreja de Deus e pela união de todos, oremos ao Senhor. |
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| Por este santo templo e por todos que nele entram com fé, devoção e temor de Deus, oremos ao Senhor. |
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| Pelo nosso santo pai o patriarca N. ... , pelo nosso metropolita N. ... , (arcebispo ou bispo) pela venerável ordem dos sacerdotes e dos diáconos em Cristo e por todo o clero e o povo, oremos ao Senhor. |
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| Pelo Brasil, nosso amado país, protegido por Deus, seus governantes, forças armadas e por todo o seu povo, oremos ao Senhor. |
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| Por esta cidade, por todas as cidades e vilas e pelos fiéis que nelas residem, oremos ao Senhor. |
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| Pela salubridade do ar, pela abundância dos frutos da terra e por tempos pacíficos, oremos ao Senhor. |
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| Pelos viajantes, doentes, aflitos e cativos e pela salvação de todos, oremos ao Senhor. |
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| Para que sejamos livres de toda aflição, ira, perigo e adversidade, oremos ao Senhor. |
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| Protege-nos, salva-nos, tem piedade de nós e conserva-nos, ó Deus, com a tua graça. |
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| Coro: | Amém |
| Comemorando a nossa santíssima, puríssima, bendita e gloriosa Senhora, Mãe de Deus e sempre Virgem Maria e todos os santos, recomendemo-nos mutuamente, uns aos outros, e toda a nossa vida, a Cristo nosso Deus. |
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| Coro: | A Ti, Senhor! |
| Sacerdote: | Pois a Ti se deve toda a glória, honra e adoração, Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. |
| Coro: | Amém. |
Versículos Matutinos |
|
| Leitor: | O Senhor é Deus e a nós se revelou. Bendito o que vem em nome do Senhor. |
| Coro: | O Senhor é Deus e a nós se revelou... |
| Leitor: | Confessai o Senhor e invocai o seu santo Nome. |
| Coro: | O Senhor é Deus e a nós se revelou... |
| Leitor: | Tentaram-me e perseguiram-me, mas eu os venci em nome do Senhor. |
| Coro: | O Senhor é Deus e a nós se revelou... |
| Leitor: | É do Senhor que isso nos veio como um acontecimento admirável aos nosso olhos. |
| Coro: | O Senhor é Deus e a nós se revelou... |
Tropários |
|
| (Automélio, 2º tom) | |
| O nobre José desceu do madeiro o teu corpo imaculado, envolveu-o num lençol puro, cobriu-o de aromas e depositou-o com cuidado num túmulo novo. |
|
| Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo... | |
| Quando desceste até a morte, ó vida imortal, aniquilaste os infernos pelo esplendor de tua divindade; e quando ressuscitaste os mortos debaixo da terra, todas as Forças celestes exclamaram: ”Ó Cristo, nosso Deus, autor da vida, glória a Ti!” |
|
| Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém. | |
| O Anjo, sentado junto do túmulo, disse às mulheres portadores de aroma: “Os aromas convém aos mortos. Cristo, porém, foi alheio à corrupção”. |
|
| Segue a procissão com o Santo Sudário em torno da Igreja. | |
Os Encômios |
|
| Em seguida, cantam-se os seguintes tropários ou Evlóguios. Intercalam-se as estrofes entre os versículos do salmo 119 que se divide em 3 Encômios. [O sacerdote, diante do epitáfio (esquife), ladeado pelos ceroferários, incensa-o, bem como aos fiéis, cantando: “Ó Cristo, ó vida ...” O coro ou os fiéis, segurando nas mãos velas acesas, cantam os encômios seguintes: | |
Primeira Estância: |
|
| Leitor: | Tu és bendito, Senhor, ensina-me pelos teus mandamentos. |
| Sl 119, 1: | Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do SENHOR. |
| O sacerdote, incensando o epitáfio, canta, (ou o leitor) a 1ª estrofe dos Evloguios: 1º tom plagal (5º). | |
| Coro: | Ó Cristo, ó Vida, foste colocado num túmulo, e os Exércitos Angélicos ficaram estupefatos, glorificando a tua condescendência. |
| O sacerdote prossegue incensando lentamente toda a igreja e os fiéis, enquanto o leitor e o coro alternam o salmo e seus Evloguios. | |
| Sl 119, 2: | Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e o buscam de todo o coração. |
| Coro: | Como podes morrer, ó Vida, como podes habitar num túmulo? Na verdade, porém, aniquilaste o poder da morte e despertaste os mortos nos infernos. |
| Sl 119, 3: | E não praticam iniqüidade, mas andam em seus caminhos. |
| Coro: | Nós te glorificamos, ó Jesus, nosso Rei, e veneramos a tua Paixão e sepultura, pelas quais nos salvaste da corrupção. |
| Sl 119, 4: | Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos. |
| Coro: | Tu, que fixaste os limites da terra, ó Jesus, Rei de todos, habitais hoje num sepulcro estreito, ressuscitando os mortos dos túmulos. |
| Sl 119, 5: | Tomara que os meus caminhos sejam dirigidos de maneira a poder eu observar os teus estatutos. |
| Coro: | Ó Jesus, meu Cristo, Rei de todas as coisas, que foste buscar junto aos que estão nos infernos? Porventura, libertar o gênero dos mortais? |
| Sl 119, 6: | Então, não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos. |
| Coro: | O Senhor de toda Criação vê-se hoje morto e, aquele que esvaziou os túmulos dos mortos é posto num túmulo novo. |
| Sl 119, 7: | Louvar-te-ei com retidão de coração, quando tiver aprendido os teus justos juízos. |
| Coro: | Tu que és a Vida, ó Cristo, foste depositado no túmulo, pela morte venceste a morte e fizeste brotar a vida np mundo. |
| Sl 119, 8: | Observarei os teus estatutos; não me desampares totalmente. |
| Coro: | Ó Cristo, foste posto no número dos malfeitores, como malfeitor, para nos justificar a todos da maldade de nosso antigo inimigo. |
| Sl 119, 9: | Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. |
| Coro: | O mais belo de todos os homens e que embeleza toda a natureza, aparece como morto sem forma. |
| Sl 119, 10: | De todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos. |
| Coro: | Como suportará o inferno a tua vinda? Não ficará antes despedaçado, cego, ofuscado pelo fulgor resplandecente de tua luz? |
| Sl 119, 11: | Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra Ti. |
| Coro: | Ó meu doce Jesus, minha salvação e minha luz, como te ocultaste num túmulo escuro? Ó submissão indizível e inefável! |
| Sl 119, 12: | Bendito és tu, ó SENHOR! Ensina-me os teus estatutos. |
| Coro: | A natureza dos racionais e a multidão dos incorpóreos ficaram atônitos, ó Cristo, diante do mistério, incompreensível e indescritível de teu sepultamento. |
| Sl 119, 13: | Com os meus lábios declarei todos os juízos da tua boca. |
| Coro: | Ó prodígio extraordinário, ó acontecimento estranho! Aquele que me deu o sopro da vida é carregado sem vida nos braços de José. |
| Sl 119, 14: | Folgo mais com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas. |
| Coro: | Agora, o corpo de Deus está oculto sob a terra, como uma lâmpada de luz debaixo do alqueire e expulsa as trevas infernais. |
| Sl 119, 15: | Em teus preceitos meditarei e olharei para os teus caminhos. |
| Coro: | Verdadeiro Rei do céu e da terra, se bem que encerrado em tão estreito sepulcro: eis o que toda a criatura reconhecia, ó Jesus! |
| Sl 119, 16: | Alegrar-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra. |
| Coro: | Quando foste depositado no túmulo, ó Cristo, os fundamentos do inferno foram abalados, e os túmulos dos mortos se abriram. |
| Sl 119, 17: | Faze bem ao teu servo, para que viva e observe a tua palavra. |
| Coro: | Aquele que sustenta a terra com sua mão, estando morto, é retido corporalmente sob a terra, enquanto liberta os mortos do constrangimento do inferno. |
| Sl 119, 18: | Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei. |
| Coro: | Ó minha Vida, tu te levantaste acima da corrupção, meu Salvador, ainda que morto, mas vivo com os mortos, despedaçaste as barreiras do inferno. |
| Sl 119, 19: | Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. |
| Coro: | Agora, o corpo de Deus está oculto sob a terra, como uma lâmpada de luz debaixo do alqueire e expulsa as trevas infernais. |
| Sl 119, 20: | A minha alma está quebrantada de desejar os teus juízos em todo o tempo. |
| Coro: | A multidão dos exércitos espirituais acorre com José e Nicodemos, para te encerrar num estreito túmulo, a Ti, a quem o universo não pode conter. |
| Sl 119, 21: | Tu repreendeste asperamente os soberbos, amaldiçoados, que se desviam dos teus mandamentos. |
| Coro: | Ó meu Jesus, Tu que morreste voluntariamente e foste depositado no túmulo, Tu, a Fonte de Vida, vivificaste-me, a mim que tinha sido morto por uma amarga desobediência. |
| Sl 119, 22: | Tira de sobre mim o opróbrio e o desprezo, pois guardei os teus testemunhos. |
| Coro: | Toda Criação ficou confundida pela tua Paixão todas as coisas sofreram contigo, ó Verbo, pois, sabiam que tu conténs todas as coisas |
| Sl 119, 23: | Enquanto os príncipes conspiravam e falavam contra mim, o teu servo meditava nos teus estatutos. |
| Coro: | Quando o inferno voraz engoliu a pedra da. vida, ele vomitou os mortos que desde sempre devorara. |
| Sl 119, 24: | Também os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros. |
| Coro: | Foste depositado num sepulcro novo, ó Cristo, e renovaste a natureza dos mortais, ao ressuscitares como Deus |
| Sl 119, 25: | A minha alma está pegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra. |
| Coro: | Tu Desceste à terra para salvar Adão, e não o tendo encontrado nela, ó Mestre, foste procurá-lo até no inferno. |
| Sl 119, 26: | Meus caminhos te descrevi, e tu me ouviste; ensina-me os teus estatutos. |
| Coro: | A terra toda foi sacudida de medo e o sol escondeu sua luz, ó Verbo, quando tua grande luz ocultou-se na terra. |
| Sl 119, 27: | Faze-me entender o caminho dos teus preceitos; assim, falarei das tuas maravilhas. |
| Coro: | Sendo mortal, tu morres voluntariamente, ó Salvador e, sendo Deus, ressuscitas os mortais dos túmulos e do abismo dos seus pecados. |
| Sl 119, 28: | A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra. |
| Coro: | A toda pura, ó Jesus, chorou por Ti com lágrimas abundantes e na sua aflição de mãe, exclamou: ”Como te reclinarei, ó meu Filho?” |
| Sl 119, 29: | Desvia de mim o caminho da falsidade e concede-me piedosamente a tua lei. |
| Coro: | Enterrado, como grão de trigo, nas entranhas da terra, germinaste uma espiga bem fértil, ressuscitando os mortais da raça de Adão. |
| Sl 119, 30: | Escolhi o caminho da verdade; propus-me seguir os teus juízos. |
| Coro: | Ocultaste-te sob a terra, como o sol nesta hora e revestiste-te da noite da morte; mas levantas-te com mais fulgor, ó meu Salvador! |
| Sl 119, 31: | Apego-me aos teus testemunhos; ó SENHOR, não me confundas. |
| Coro: | Como a lua esconde o disco solar, ó Salvador, O túmulo te mantém agora encoberto, tu que, na carne, te entregas à morte. |
| Sl 119, 32: | Correrei pelo caminho dos teus mandamentos, quando dilatares o meu coração. |
| Coro: | A Vida, isto é, Cristo, tendo provado a morte, libertou os mortais da morte e agora deu a vida para todos. |
| Sl 119, 33: | Ensina-me, ó SENHOR, o caminho dos teus estatutos, e guarda-lo-ei até o fim. |
| Coro: | Ó meu Salvador, pela tua morte tornaste a chamar à vida Adão que, outrora, tinha sido morto pelo desejo, tu que apareceste encarnado como o novo Adão. |
| Sl 119, 34: | Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei e observa-la-ei de todo o coração. |
| Coro: | Vendo-te as estendido morto por nós, ó meu Salvador, as falanges espirituais ficaram estupefatas e cobriam a face com as suas asas. |
| Sl 119, 35: | Faze-me andar na verdade dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer. |
| Coro: | Após teres sido descido morto da Cruz, ó Cristo, José coloca-te agora no sepulcro; mas, ressuscitaste salvando todos os homens, pois tu és Deus. |
| Sl 119, 36: | Inclina o meu coração a teus testemunhos e não à cobiça. |
| Coro: | Ó Salvador, nascido para ser a alegria dos anjos, tornaste-te, neste momento, causa de sua tristeza pois contemplam-te, na carne, morto e sem vida. |
| Sl 119, 37: | Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade e vivifica-me no teu caminho. |
| Coro: | Suspenso no madeiro, elevaste contigo todos os viventes, e, descendo às profundezas da terra, ressuscitaste aqueles que nela jaziam. |
| Sl 119, 38: | Confirma a tua promessa ao teu servo, que se inclina ao teu temor. |
| Coro: | Como um leão, ó Salvador, adormeceste na carne e como um leãozinho ressuscitaste, livrando-te do fardo da carne. |
| Sl 119, 39: | Desvia de mim o opróbrio que temo, pois os teus juízos são bons. |
| Coro: | Como tiraste de Adão uma costela e formaste Eva, assim o teu lado foi aberto por uma lança e dele jorraram as fontes da purificação. |
| Sl 119, 40: | Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me por tua justiça. |
| Coro: | Antigamente o cordeiro era imolado em segredo; mas tu, ó Salvador, imolado em pleno dia e aceitando-o plenamente, purificaste toda a Criação. |
| Sl 119, 41: | Venham também sobre mim as tuas misericórdias, ó SENHOR, e a tua salvação, segundo a tua palavra. |
| Coro: | Quem poderia exprimir algo tão terrível e tão novo? O Mestre da Criação aceita a dor neste dia e morre por nós. |
| Sl 119, 42: | Assim, terei que responder ao que me afronta, pois confio na tua palavra. |
| Coro: | "Como se mostra na morte o Intendente da vida?" exclamavam os anjos no seu assombro. "Como se encerrou no túmulo, o Senhor?" |
| Sl 119, 43: | E de minha boca não tires nunca de todo a palavra de verdade, pois me atenho aos teus juízos. |
| Coro: | De teu lado traspassado pela lança, ó Salvador, fazes jorrar a vida sobre Eva, a mãe da vida e vivificas-me com ela que me expulsou da vida. |
| Sl 119, 44: | Assim, observarei de contínuo a tua lei, para sempre e eternamente. |
| Coro: | Estendido sobre o madeiro, ó Jesus, juntaste todos os mortais da chaga do teu lado, de onde brota a Vida, tu fazes derramar sobre todos o perdão. |
| Sl 119, 45: | E andarei em liberdade, pois busquei os teus preceitos. |
| Coro: | Um nobre homem, tremendo, veste teu corpo, e, com respeito, deposita-o no sepulcro, e olha estupefato as tuas augustas vestes. |
| Sl 119, 46: | Também falarei dos teus testemunhos perante os reis e não me envergonharei. |
| Coro: | Como um morto, ó Jesus, desceste voluntariamente às profundezas da terra e conduziste aos céus os que nela haviam caído. |
| Sl 119, 47: | E alegrar-me-ei em teus mandamentos, que eu amo. |
| Coro: | Morto na carne, estavas vivo como Deus, dando vida aos que estavam na morte e morte à minha mortalidade. |
| Sl 119, 48: | Também levantarei as minhas mãos para os teus mandamentos, que amo, e meditarei nos teus estatutos. |
| Coro: | Que alegria aquela! Com que grande deleite cumulaste os mortos detidos no Inferno, ao fazeres brilhar a luz nas suas profundezas sombrias! |
| Sl 119, 49: | Lembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar. |
| Coro: | Eu venero a tua paixão, canto o teu sepulcro, enalteço a tua força, ó Amigo dos homens, pois, por elas fui libertado das paixões corruptoras. |
| Sl 119, 50: | Isto é a minha consolação na minha angústia, porque a tua palavra me vivificou. |
| Coro: | Foi contra Ti que a espada brilhou, ó Cristo, o gáudio do forte embotou, e a espada do Éden afastou-se. |
| Sl 119, 51: | Os soberbos zombaram grandemente de mim; apesar disso, não me desviei da tua lei. |
| Coro: | A Cordeira, vendo o seu Cordeiro imolado, como por uma espada traspassada, gemeu abundantemente, levando todo o rebanho a chorar com Ela. |
| Sl 119, 52: | Lembrei-me dos teus juízos antiqüíssimos, ó SENHOR, e, assim, me consolei. |
| Coro: | Mesmo quando eras colocado no túmulo, no momento em que ias aos infernos, ó Cristo, abrias os túmulos dos mortos e despojavas o inferno. |
| Sl 119, 53: | Grande indignação se apoderou de mim por causa dos ímpios que abandonam a tua lei. |
| Coro: | Voluntariamente descido às profundezas da terra, ó Salvador, deste a Vida aos mortos e os conduziste à glória paterna. |
| Sl 119, 54: | Os teus estatutos têm sido os meus cânticos na casa da minha peregrinação. |
| Coro: | Uma das Pessoas da Trindade sofreu por nós uma morte vergonhosa, em sua carne. |
| Sl 119, 55: | Lembrei-me do teu nome, ó SENHOR, de noite, e observei a tua lei. |
| Coro: | Os filhos da tribo de Judá, oriundos de uma amarga fonte, depositaram no fosso a Jesus, Aquele que os alimentara dando-lhes o maná. |
| Sl 119, 56: | Isto fiz eu, porque guardei os teus mandamentos. |
| Coro: | O Juiz, como um réu, foi apresentado a Pilatos e condenado a uma morte injusta sobre o madeiro da cruz. |
| Sl 119, 57: | O SENHOR é a minha porção; eu disse que observaria as tuas palavras. |
| Coro: | Israel, soberbo, de que te queixavas tu, para libertares Barrabás e entregar à Cruz o teu Salvador. |
| Sl 119, 58: | Roguei deveras o teu favor com todo o meu coração; tem piedade de mim, segundo a tua palavra. |
| Coro: | Tu, que modelaste Adão com barro, com as tuas próprias mãos, te fizeste homem por ele e foste crucificado por tua vontade. |
| Sl 119, 59: | Considerei os meus caminhos, e voltei os meus pés para os teus testemunhos. |
| Coro: | Ó Verbo, obedecendo a teu Pai, desceste até o inferno e ressuscitaste o gênero humano. |
| Sl 119, 60: | Apressei-me, e não me detive, a observar os teus mandamentos. |
| Coro: | Infeliz Luz do mundo! Minha Luz infeliz! Meu Jesus tão saudoso - clamava a Virgem, lamentando-se amargamente. |
| Sl 119, 61: | Bandos de ímpios me despojaram, mas eu não me esqueci da tua lei. |
| Coro: | Povo invejoso, assassino, enganador, se ao menos tivésseis vergonha ao veres os lençóis e o próprio sudário de Cristo ressuscitado. |
| Sl 119, 62 | A meia noite me levantarei para te louvar, pelos teus justos juízos. |
| Coro: | Então vem aqui, infame discípulo assassino, mostra-me a medida da malícia que tez entregar Cristo? |
| Sl 119, 63 | Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos. |
| Coro: | Tu punhas a máscara de um amigo amigo dos homens, louco e cego, todo cheio de crimes e implacável, tu que vendeste o Aroma pelo valor do dinheiro. |
| Sl 119, 64 | A terra, ó SENHOR, está cheia da tua benignidade; ensina-me os teus estatutos. |
| Coro: | Que quantia recebeste pelo aroma celeste? Que obtiveste em troca pelo seu valor? Tu encontraste a loucura furiosa, ó maldito satanás. |
| Sl 119, 65 | Fizeste bem ao teu servo, SENHOR, segundo a tua palavra. |
| Coro: | Se és amigo dos pobres e te entristeces pela efusão dum perfume para a consolação duma alma, como vendeste tu a Luz, a tão elevado preço? |
| Sl 119, 66 | Ensina-me bom juízo e ciência, pois cri nos teus mandamentos. |
| Coro: | "Ó Deus e Verbo! Ó minha Alegria! Como suportar o teu sepultamento por três dias? Neste momento as minhas entranhas de mãe estão dilaceradas". |
| Sl 119, 67 | Antes de ser afligido andava errado; mas agora tenho guardado a tua palavra. |
| Coro: | "Quem me dará uma fonte do águas torrenciais - dizia a Virgem Esposa de Deus - para que eu chore o meu doce Jesus?" |
| Sl 119, 68 | Tu és bom e fazes bem; ensina-me os teus estatutos. |
| Coro: | "Colinas e vales, e vós, multidão humana, chorai; e vós, universo inteiro, lamentai-vos comigo, a Mãe do vosso Deus". |
| Sl 119, 69 | Os soberbos forjaram mentiras contra mim; mas eu com todo o meu coração guardarei os teus preceitos. |
| Coro: | "Quando te verei eu, Salvador, a Luz eterna, a alegria e o deleite do meu coração?" - clamava a Virgem nos seus gemidos. |
| Sl 119, 70 | Engrossa-se-lhes o coração como gordura, mas eu me recreio na tua lei. |
| Coro: | Tu sofreste a lapidação, como uma pedra tosca, ó meu Salvador, e fizeste jorrar água viva, pois Tu és a fonte da vida. |
| Sl 119, 71 | Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos. |
| Coro: | Regados pelo rio duplo que, como de uma fonte dupla, corre do teu lado, nós bebemos a vida imortal. |
| Sl 119, 72 | Melhor é para mim a lei da tua boca do que milhares de ouro ou prata. |
| Coro: | Foi por tua vontade, ó Verbo, que foste visto morto num túmulo, mas tu vives e, como o predisseste, despertarás os mortos pela Tua Ressurreição. |
| Leitor: | Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo ... |
| Coro: | Nós cantamos a Ti, ó Verbo, Deus de todas as coisas com o Pai e o Espírito Santo, e glorificamos a tua divina sepultura. |
| Leitor: | Agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. |
| Coro: | Nós te enaltecemos, ó Puríssima Mãe de Deus e veneramos fielmente a sepultura por três dias do teu Filho e nosso Deus. |
| Repete-se o 1º Tropário. | |
| Ó Cristo, ó Vida, foste colocado num túmulo, e os Exércitos Angélicos ficaram estupefatos, glorificando a tua condescendência. |
|
| Pequena Súplica | |
| Diácono: | Ainda e sempre em paz, oremos ao Senhor! |
| Coro: | Kyrie, eleison! |
| Diácono: | Protege-nos, salva-nos, tem piedade de nós e conserva-nos, ó Deus, com a tua graça. |
| Coro: | Amém. |
| Diácono: | Comemorando a nossa santíssima, puríssima, bendita e gloriosa Senhora, Mãe de Deus e sempre Virgem Maria e todos os santos, recomendemo-nos mutuamente, uns aos outros, e toda a nossa vida, a Cristo nosso Deus. |
| Coro: | A Ti, Senhor! |
| Sacerdote: | Pois teu Nome é bendito e o teu Reino é glorificado, Pai †, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. |
| Coro: | Amém. |
Segunda Estância |
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| O sacerdote incensa o epitáfio e o povo, enquanto se canta a Segunda Parte do Encômio no mesmo tom: | |
| Coro: | É justo que te engrandeçamos, ó Doador da vida, que estendeste os braços sobre a Cruz e quebrantaste a força do inimigo. |
| Sl 119, 73 | As tuas mäos me fizeram e me formaram; dá-me inteligência para entender os teus mandamentos. |
| Coro: | É digno que te enalteçamos, ó Criador de todas as coisas, porquanto, pelos teus sofrimentos, possuímos a impassibilidade, e somos libertos da corrupção. |
| Sl 119, 74 | Os que te temem alegraram-se quando me viram, porque tenho esperado na tua palavra. |
| Coro: | A terra tremeu e o sol encobriu-se, ó Cristo Salvador, ao ver-Te, Luz sem crepúsculo,ocultar no túmulo o Teu corpo. |
| Sl 119, 75 | Bem sei eu, ó SENHOR, que os teus juízos säo justos, e que segundo a tua fidelidade me afligiste. |
| Coro: | Tu adormeceste no túmulo, ó Cristo, com um sono fecundo, e tiraste da humanidade o sono pesado do pecado. |
| Sl 119, 76 | Sirva pois a tua benignidade para me consolar, segundo a palavra que deste ao teu servo. |
| Coro: | «Só eu,entre todas as mulheres, Te trouxe ao mundo sem dor, meu Filho, mas agora sofro uma dor intolerável por causa da Tua Paixão», dizia a venerável Virgem. |
| Sl 119, 77 | Venham sobre mim as tuas misericórdias, para que viva, pois a tua lei é a minha delícia. |
| Coro: | No alto dos Céus, ó Salvador, Tu estás inseparavelmente unido ao Pai, e aqui na terra, onde jazes na morte, os Serafins tramem ao olhar para Ti. |
| Sl 119, 78 | Confundam-se os soberbos, pois me trataram duma maneira perversa, sem causa; mas eu meditarei nos teus preceitos. |
| Coro: | O véu do templo rasga-se por causa da Tua Crucifixão, ó Verbo, o sol, os astros escondem a sua luz quando te ocultas sob a terra. |
| Sl 119, 79 | Voltem-se para mim os que te temem, e aqueles que têm conhecido os teus testemunhos. |
| Coro: | Aquele que, desde o princípio, fixou, com um sinal da cabeça a órbita da terra, desceu sem vida sob a terra. Perante esta vuisão o céu treme. |
| Sl 119, 80 | Seja reto o meu coraçäo nos teus estatutos, para que näo seja confundido. |
| Coro: | Tu, que fizeste o homem com as tuas próprias mãos, deceste abaixo da terra afim de, pela tua omnipotência, reergueres os mortais da sua queda. |
| Sl 119, 81 | Desfalece a minha alma pela tua salvaçäo, mas espero na tua palavra. |
| Coro: | Vinde, cantemos a Cristo morto uma santa lamentação, como outrora as mulheres miróforas a fim de conhecermos, como elas, a tua salvação! |
| Sl 119, 82 | Os meus olhos desfalecem pela tua palavra; entrementes dizia: Quando me consolarás tu? |
| Coro: | Tu é, verdadeiramente, o perfume inesgotável, ó Verbo! É por isso que as miróforas ofereciam os seus perfumes, a Ti que é o vivente, como se estivesses morto. |
| Sl 119, 83 | Pois estou como odre na fumaça; contudo näo me esqueço dos teus estatutos. |
| Coro: | Sepultado, ó Cristo, Tu destróis o reino do Inferno; pela tua morte, fazes morrer a morte e resgatas os mortais da corrupção. |
| Sl 119, 84 | Quantos seräo os dias do teu servo? Quando me farás justiça contra os que me perseguem? |
| Coro: | A sapiência d'Aquele que derrama a vida em torrentes, vivifica, ao entrar no túmulo, aqueles que estão encerrados nas profundezas insondáveis do Inferno. |
| Sl 119, 85 | Os soberbos me cavaram covas, o que näo é conforme a tua lei. |
| Coro: | Para renovar a natureza caída dos mortais, Eu sou voluntariamente mortificado na minha carne; Mãe, não batas assim no peito em tuas lamentações!, |
| Sl 119, 86 | Todos os teus mandamentos säo verdade. Com mentiras me perseguem; ajuda-me. |
| Coro: | Tu desceste sob a terra, Astro de justiça, e despertaste os mortos do seu sono, após haveres dissipado toda a escuridão no Inferno. |
| Sl 119, 87 | Quase que me têm consumido sobre a terra, mas eu näo deixei os teus preceitos. |
| Coro: | A semente fecunda de duas naturezas é neste dia semeada com lágrimas nas entranhas da terra; e quando ela tiver germinado, dará alegria ao mundo. |
| Sl 119, 88 | Vivifica-me segundo a tua benignidade; assim guardarei o testemunho da tua boca. |
| Coro: | Adão temeu quando Deus foi ao Paraíso; mas rejubilou quando Cristo estacionou nos infernos: antes estava caído, e agora, levanta-se. |
| Sl 119, 89 | Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra permanece no céu. |
| Coro: | Aquela que te deu à luz, ó Cristo, derramava torrentes de lágrimas quando teu corpo descia ao túmulo e clamava: "Ressuscita, meu Filho, como havias anunciado". |
| Sl 119, 90 | A tua fidelidade dura de geraçäo em geraçäo; tu firmaste a terra, e ela permanece firme. |
| Coro: | Ocultando-te respeitosamente num túmulo novo, José te louva, ó Salvador, no meio de suas lágrimas, um hino fúnebre e digno da divindade. |
| Sl 119, 91 | Eles continuam até ao dia de hoje,
segundo as tuas ordenaçöes; porque todos säo teus servos. |
| Coro: | Tua Mãe, ó Verbo,
vendo-te traspassado pelos cravos sobre a Cruz, ficou ferida na sua alma pelos cravos e pelas flechas de uma amarga dor. |
| Sl 119, 92 | Se a tua lei näo fora toda a minha recreaçäo, há muito que pereceria na minha afliçäo. |
| Coro: | Quando te viu, Doçura do universo, beber uma bebida amarga, tua Mãe e encheu os olhos de lágrimas de dor. |
| Sl 119, 93 | Nunca me esquecerei dos teus preceitos; pois por eles me tens vivificado. |
| Coro: | "Estou duramente ferida e minhas entranhas dilaceradas, ó Verbo, quando vejo a tua injusta imolação", clamava nas suas lamentações a Puríssima. |
| Sl 119, 94 | Sou teu, salva-me; pois tenho buscado os teus preceitos. |
| Coro: | O teu olhar tão doce e os teus lábios, como os fecharei eu, ó Verbo? Como te prestarei os deveres que se dão a um morto", clamava José, tremendo. |
| Sl 119, 95 | Os ímpios me esperam para me destruírem, mas eu considerarei os teus testemunhos. |
| Coro: | José e Nicodemos cantam agora o seu hino fúnebre a Cristo morto; e com eles cantam os Serafins. |
| Sl 119, 96 | Tenho visto fim a toda a perfeiçäo, mas o teu mandamento é amplíssimo. |
| Coro: | Tu penetras na terra, Sol de justiça; é por isso que a Lua que te deu à luz se eclipsa, sendo privada de te ver. |
| Sl 119, 97 | Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditaçäo em todo o dia. |
| Coro: | O Inferno tremeu ao ver-te, a Ti que deste a vida, despojá-lo da sua riqueza, e ressuscitar os mortos dos últimos tempos. |
| Sl 119, 98 | Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estäo sempre comigo. |
| Coro: | O Sol brilha com novo fulgor após a noite, ó Cristo; mas Tu bem podes resplandecer com um brilho soberano após a tua morte quando dela te levantares como de teu leito nupcial. |
| Sl 119, 99 | Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos säo a minha meditaçäo. |
| Coro: | A terra que te recebeu em seu seio, ó Criador, estremeceu e foi abalada, e esse terremoto dá a vida aos mortos. |
| Sl 119, 100 | Entendo mais do que os antigos; porque guardo os teus preceitos. |
| Coro: | Ao sepultar-te com os seus aromas, ó Cristo,
de uma maneira inteiramente nova, Nicodemos e o nobre José clamavam: “Ó terra, treme toda inteira!” |
| Sl 119, 101 | Desviei os meus pés de todo caminho mau, para guardar a tua palavra. |
| Coro: | Tu te deitaste, ó Autor da luz, e o sol também o fez; toda a criação treme e te proclama Criador de todas as coisas. |
| Sl 119, 102 | Näo me apartei dos teus juízos, pois tu me ensinaste. |
| Coro: | A pedra talhada encobre a Pedra Angular; é assim que um homem mortal esconde no túmulo sua divindade. Treme, ó terra! |
| Sl 119, 103 | Oh! quäo doces säo as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel à minha boca. |
| Coro: | Olha o discípulo que tu amas e tua Mãe, meu Filho, e concede-lhes a doçura de uma palavra, clamava a Puríssima Virgem nas suas lágrimas. |
| Sl 119, 104 | Pelos teus mandamentos alcancei entendimento; por isso odeio todo falso caminho. |
| Coro: | Tu, o Autor da vida, ó Verbo, não fizeste morrer os Judeus, estando estendido na Cruz, mas ressuscitaste os seus mortos. |
| Sl 119, 105 | Lámpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho. |
| Coro: | Há pouco, já não tinhas beleza nem rosto, ó Verbo,
em teu sofrimento; mas, ressuscitado, brilhaste com um fulgor incomparável embelezando os mortais com a tua Luz divina. |
| Sl 119, 106 | Jurei, e o cumprirei, que guardarei os teus justos juízos. |
| Coro: | Astro sem crepúsculo, te deitaste sob a terra em teu corpo; e o sol, não sofrendo, ao ver isto, cobriu-se de trevas no meio de seu percurso |
| Sl 119, 107 | Estou aflitíssimo; vivificame, ó SENHOR, segundo a tua palavra. |
| Coro: | O sol e a lua, cobrindo-se ao mesmo tempo de trevas, assemelhavam-se ao o servos devotos que levam vestes de luto. |
| Sl 119, 108 | Aceita, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, ó SENHOR; ensina-me os teus juízos. |
| Coro: | "O centurião reconheceu-te como, Deus,
mesmo quando foste morto. Como te invocarei, então, com as minhas mãos, ó meu Deus?" Clamava José, tremendo. |
| Sl 119, 109 | A minha alma está de contínuo nas minhas mäos; todavia näo me esqueço da tua lei. |
| Coro: | Adão adormeceu, mas, do seu lado faz sair a morte; e tu também adormeceste, ó Verbo de Deus, mas, do teu lado, fazes brotar a vida para o mundo. |
| Sl 119, 110 | Os ímpios me armaram laço; contudo näo me desviei dos teus preceitos. |
| Coro: | Tu adormeceste por um pouco de tempo, e ao ressuscitares deste a vida aos mortos; Ressuscitaste contigo aqueles que tinham adormecido desde todo o tempo, ó Deus bom. |
| Sl 119, 111 | Os teus testemunhos tenho eu tomado por herança para sempre, pois säo o gozo do meu coraçäo. |
| Coro: | Foste arrancado da terra, mas deste um jorro de vinho salutar, ó Vinha de onde brota a vida; eu glorificarei a tua Cruz e a tua Paixão. |
| Sl 119, 112 | Inclinei o meu coraçäo a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim. |
| Coro: | Como é que os chefes dos exércitos espirituais, ó meu Salvador, vendo-te nu, sangrando e condenado, suportaram a audácia daqueles que te crucificavam? |
| Sl 119, 113 | Odeio os pensamentos väos, mas amo a tua lei. |
| Coro: | Raça dos Hebreus rapinante e cheia de astúcia, tu conheceste a reconstrução do templo: será por isso que condenaste a Cristo? |
| Sl 119, 114 | Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra. |
| Coro: | Tu te vestes com um manto do escárnio ó Ordenador de todas as coisas, que semeaste o céu de constelações e que tão maravilhosamente embelezaste a terra. |
| Sl 119, 115 | Apartai-vos de mim, malfeitores, pois guardarei os mandamentos do meu Deus. |
| Coro: | Ferido no peito como o pelicano, ó Verbo, Tu deste a vida a teus filhos que estavam mortos, dando-lhes de beber de uma fonte vivificante. |
| Sl 119, 116 | Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e näo me deixes envergonhado da minha esperança. |
| Coro: | Josué deteve outrora o sol para vencer os estrangeiros; e tu o escondeste quando esmagavas o príncipe das trevas. |
| Sl 119, 117 | Sustenta-me, e serei salvo, e de contínuo terei respeito aos teus estatutos. |
| Coro: | Sem deixares o seio de teu Pai, te dignaste tornar-te homem, e desceste aos infernos, ó Cristo compassivo. |
| Sl 119, 118 | Tu tens pisado aos pés todos os que se desviam dos teus estatutos, pois o engano deles é falsidade. |
| Coro: | |