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América Latina Justiça social e Santos Padres: 

«Pensamento Social  na Igreja Ortodoxa»

Extrato de um texto de  Jorge Tzebrikov

Trad. do espanhol por Pe. André Sperandio
[Tradução e publicação neste site com permissão]

 

bserva-se, nos últimos anos, entre as Igrejas Ortodoxas, uma maior sensibilidade para com os questões sociais. Neste sentido, destaca-se o documento elaborado pelo o Patriarcado de Moscou, no ano 2000, um documento sobre a «Doutrina Social da Igreja», talvez o primeiro em seu gênero no âmbito das Igrejas bizantinas.

Como cristãos ortodoxos, nos achamos interpelados por realidades tão urgentes como a «globalização», a «ecologia» ou a «bioética», bem como, pelas realidades das estruturas sócio-econômicas, a nível global e regional, tema muito relacionado ao da globalização; e pela primeira vez, em muitos séculos, a maioria das igrejas já não está mais submetida ao jugo turco, nem  sob as diretrizes de um omniciente regime marxista, o que oferece às Igrejas ortodoxas uma oportunidade inédita de debater, livremente e sem interferências, os problemas que se apresentam em seu trabalho pastoral.

Muito provavelmente, no decurso destes anos, as igrejas ortodoxas voltem-se um pouco mais para as atividades de promoção social, como já acontece na Sérvia, na Rússia e na Polônia. Devemos nos lembrar que, se na Igreja Ortodoxa, houve pouca evolução do pensamento social nos últimos séculos, isto se deveu, em parte, ao fato de que a maioria das sedes patriarcais (e, portanto, intelectuais), da Ortodoxia, estiveram firmemente controladas pelas sucessivas autoridades islâmicos que governaram essas regiões. A Igreja Ortodoxa mal podia se dedicar ao atendimento aos pobres, criando hospitais, escolas e lares para crianças, porque isso  podia ser interpretado pelos governantes como uma ação proselitista e resultar num desastroso massacre de clérigos. Entretanto, a Igreja na Rússia, de Pedro, o Grande, tão pouco teve uma melhor sorte, já que também ali se buscou submeter a Igreja ao poder estatal, suprimindo o ofício patriarcal, e não permitindo que os monges tivessem em suas celas, sequer papel e tinta. As medidas de Czar Pedro contra a Igreja poderia constituir um precedente para as medidas que logo tomariam Lenin e Stalin contra o Patriarcado de Moscou.

Outro fato interessante de se notar é que a manifestação que culminou com a violenta repressão pelas forças de segurança Czaristas, que deu início a queda do regime, contou com a participação de alguns clérigos, o que põe em evidência um crescente interesse pelas questões sociais por parte de alguns setores da Igreja Ortodoxa Russa, nos anos anteriores à Revolução Bolchevique de 1917.

Em conclusão, podemos afirmar que a falta de desenvolvimento de atividades destinadas a promoção social e assistência aos pobres, não se deveu, na Igreja Ortodoxa, a algo inerente à sua espiritualidade, mas a fatores nitidamente externos. Para constatar o que foi dito antes, falta-nos olhar  com mais atenção a vitalidade que alguns Santos Padres mostraram pelas questões sociais, atividade que, anos mais tarde, seria truncada pela irrupção do Islã na região.

Fonte: Pró-Ortodoxia

 

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