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Matta el Meskin:

Comunhão no Amor

trad.: Pe. José Artulino Besen*

A nossa comunhão é com o Pai
e com o seu Filho Jesus Cristo. 1Jo 1,3

XV. A relação entre o dom de Pentecostes
e a Ascensão de Cristo

Quando eu for, vos enviarei o Consolador.

(Jo 16,7)

sta frase do Senhor indica que o envio do Espírito Santo em Pentecostes e a transmissão da unção do Pai através do amor e da adoção, na comunhão de uma vida eterna com ele, dependiam do retorno do Filho para junto do Pai. Isso comportava a realização de sua missão: uma nova humanidade, redimida e tornada perfeita, posta na posição de reconciliação com o Pai através do lugar de honra que Cristo nos obtém à direita da glória, nos céus.

Tendo assim completado a sua missão, tendo satisfeito toda a vontade do Pai com relação a nós e tendo removido todo obstáculo que impedia uma nossa vida sem mancha com o Pai, como conseqüência Cristo nos obtém a promessa do Pai em virtude de estar assentado à sua direita como intercessor em favor da humanidade exilada na terra. Daqui nascem as palavras de Pedro em Pentecostes: Elevado, portanto, à direita de Deus e depois de ter recebido do Pai o Espírito Santo que ele tinha prometido, derramou-o, como vós mesmos pudestes ver e ouvir (At 2,33).

Paulo revela-nos a ligação essencial entre a ascensão de Cristo e o seu assentar-se à direita do Pai de um lado e, de outro, a realização de uma humanidade cheia de Espírito Santo para entrar na autêntica comunhão levada à realização por Cristo, no céu: Ele subiu acima de todos os céus, a fim de que pudesse encher todas as coisas (Ef 4,10). As palavras “para que pudesse” demonstram que a ascensão de Cristo constituía o início, a causa principal e eterna para a realização da plenitude da humanidade em comunhão com Deus. É o que se exprime também no versículo: Jesus entrou como precursor, para nosso proveito (Hb 6,20).

XV.1 A acolhida da paternidade de Deus 

Quando chegou sua hora, Cristo percebeu que a humanidade tinha uma necessidade urgente do Espírito da paternidade do Pai, a ponto de não mais poder viver como órfã sem conhecer um pai. Cristo tinha saciado esta necessidade, sendo o Filho descido do céu, do seio do Pai e trazendo em si a imagem e a compaixão do Pai. Agora que estava deixando os discípulos, como estes poderiam viver sem o cuidado amoroso da paternidade de Deus? Cristo prometera aos discípulos que na sua ascensão, rogaria ao Pai para mandar-lhes o Consolador, o Espírito de consolação que vem do Pai, que traria a toda a humanidade o afeto e a compaixão próprias da paternidade, como eterna comunhão de vida com Deus Pai. Esta é a origem das palavras de Jesus a seus discípulos: Não vos deixarei órfãos (Jo 14,18). O Espírito de Pentecostes é o Espírito da compaixão do Pai que conforta o homem, assegurando-lhe a possibilidade de viver como um filho na casa de Deus, para sempre.

No dia de Pentecostes, o Pai nos fez entrar numa comunhão com ele que é – num certo sentido – do mesmo tipo daquela existente entre ele e seu Filho dileto, a tal ponto que o Espírito Santo chegou a transmitir-nos o diálogo íntimo entre o Pai e o Filho, o diálogo do puro amor divino: Quando vier o Espírito de verdade, ele vos conduzirá à verdade completa, porque não falará de si, mas dirá tudo aquilo que terá ouvido e vos anunciará as coisas futuras.. Tomará do que é meu e vô-lo anunciará. Tudo aquilo que o Pai possui é meu (Jo 16,13-15). Deste modo, o Espírito Santo nos introduziu nos segredos da comunhão do Pai com o Filho; foi isto que também Paulo conseguiu entender e explicar: “O Espírito penetra todas as coisas, também as profundidades de Deus”. 

Aquilo que olho jamais viu, 
ouvido jamais escutou, 
nem jamais penetrou o coração do homem, 
isso Deus preparou para aqueles que o amam. 
A nós, Deus o revelou por meio do Espírito”. 
“Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, 
mas o Espírito de Deus, 
para conhecer tudo aquilo que Deus nos deu. 

(cf. 1Cor 2,9-12).

Este é o Espírito Santo que o Pai derramou em Pentecostes segundo a sua santa promessa, para fazer-nos conhecer aquilo que nenhuma mente pode conceber, para iniciar-nos no mistério da relação entre o Pai e o Filho, para conferir-nos o amor paterno como recompensa pela obediência que lhe demonstrou o Filho na cruz e nos sofrimentos suportados até a morte e, enfim, para doar-nos todas as bênçãos contidas no mistério da comunhão entre o Pai e o Filho. 

Publicação em ECCLESIA autorizada pelo Tradutor, Pe. José Artulino Besen.

 

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