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A Igreja Ortodoxa no Brasil e no mundo
 
 
 
Arcebispo Anastasios

A Igreja da Albânia

Arcebispo ANASTASIOS
de Tirana e de toda Albânia

SEDE ARQUIEPISCOPAL:

Tirana, Albânia
Tel: +355-42-341-17 /fax: +355-42-321-09
Web site: http://www.orthodoxalbania.org

A Igreja da Albânia

Cristianismo chegou a Albânia antes do século IV de duas distintas direções: os "ghegs" que habitavam o Norte, foram convertidos pela ação de missionários latinos enquanto que os habitantes do Sul, os "tosk", foram cristianizados por missionários de origem bizantina.

Depois da conquista turca do século XV, a mioria dos albaneses se converteram ao Islam e, os restantes cristãos ortodoxos, permaneceram sob a jurisdição do Patriarcado Ecumênico.

A Albânia se tornou independente depois da Guerra dos Balcãs (1912-1913) e, tão logo tornou-se independente, promoveu um movimento em prol da independência da Igreja Ortodoxa da Albânia. Depois do ano de 1918, este movimento foi liderado pelo padre FAN NOLI, um sacerdote albano-ortodoxo dos Estados Unidos.

Formandos da Academia Teologica da Santa Ressurreição - Albânia
Monastério da Dormição da Santa Mãe de Deus
Ruínas da Igreja da Dormicção da Santa Mãe de Deus em Lambovo (10° sec.)
Uma procissão conduzida por SB. o arcebispo Anastasios
Arcebispo Anastasios em Tirana
Agricultores Albaneses
O Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa da Albânia
O Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa da Albânia

Em 1922, um congresso Ortodoxo reunido en Berat, unilateralmente, proclamou a autocefalía da Igreja Ortodoxa da Albânia; os bispos gregos deixaram então o país.

Em 1926, Constantinopla ofereceu um acordo pelo qual se poderia chegar a autocefalia de uma maneira mais ordenada, porém o governo a rejeitou.

Em 1929, o bispo John Bessarión, com a participação do bispo sérvio, ordenou dois novos bispos ortodoxos albaneses. Deste modo se formou um Sínodo em Tirana, capital da Albania, e a Igreja novamente proclamou sua autocefalia. Em reação este fato, Constantinopla destituiu aos bispos albaneses e, em resposta, o governo abanes expulsou o representante de Constantinopla do país. Deste modo, se produziu de fato um cisma, mas que não duraria muito tempo já que Constantinopla, finalmente, reconheceu o status de autocefalia da Igreja Ortodoxa da Albânia, regularizando a situação em 12 de abril de 1937.

Neste mesmo ano se fundou o seminário ortodoxo albanês em Korytsa.

Durante o período compreendido entre as duas guerras mundiais, a parte do arcebispado de Tirana, existiam outras três dioceses, uma em Berat, outra em Argyrokastro, e outra ainda em Korytsa.

A língua grega era ainda amplamente usada na liturgia, porém, a partir de 1930, teve início o processo de tradução dos textos litúrgicos para a língua albanesa.

A revolução comunista de 1945 marcou o início de uma selvagem perseguição a todos os grupos religiosos da Albânia, e naquela época se estimava que 22% era ortodoxa, 10% católica romana e o restante da população islâmica.

O novo regime executou muitos influentes sacerdotes, e em 1949 o arcebispo Christopher KISSI, de Tirana foi deposto. Até o ano de 1951 todos os bispos ortodoxos foram substituídos por homens favoráveis ao governo. O regime comunista albanês tomou eventualmente medidas muito mais contrárias à religião que o resto dos governos marxistas da Europa Oriental.

Em 1917 o regime comunista anunciou o fechamento de todos os edifícios religiosos na Albânia, incluindo as 2.169 igrejas, mesquitas, monastérios, e outras instituições também foram enclausuradas e qualquer prática religiosa era considerada ilegal.

Neste mesmo ano, o arcebispo DAMIANOS de Tirana foi levado à prisão onde veio a falecer em 1973.

Quando o governo comunista da Albânia começou a desintegrar-se e o longo do período das perseguições chegava ao seu fim, nenhum bispo ortodoxo albanês havia sobrevivido ao regime. Por isso que, em 1991, o Patriarcado Ecumênico, o qual havia outorgado o status de Igreja Autocéfala aos ortodoxos da Albânia, (12-4-1937), nomeou o Metropolita ANASTASIOS de Androusis, (um professor da Universidade de Atenas), como Exarca Patriarcal na Albânia; sua principal tarefa seria a de supervisionar o processo de reconstrução canônica da Igreja Ortodoxa Albanesa.

Em 24 de Junho de 1992, o Santo Sínodo do Patriarcado Ecumênico, elegeu a ANASTASIOS como Arcebispo de Tirana e toda Albânia e outros três bispos (também de nacionalidade grega) para ocupar as restantes dioceses do país. O governo, no entanto, não reconheceu as nomeações dos novos bispos. O arcebispo Anastasios, foi entronizado em Agosto de 1992.

Em julho de 1996, o Patriarcado Ecumênico procedeu a ordenação dos três bispos, eleitos em 1992, para ocupar as dioceses albanesas; porém o governo não só rechaçou, senão que não lhes autorizou ingresso no país e insistiu nas nomeações de bispos etnicamente albaneses para ocupar os ditos cargos. A posição do arcebispo Anastasios como líder da Igreja Ortodoxa da Albânia se viu ameaçada no final de 1994, já que em outubro desse mesmo ano o presidente Berisha assinalou que o arcebispo havia sido nomeado temporariamente e, ato contínuo, o governo propôs um novo anteprojeto constitucional no qual se requeria que a liderança da Igreja fosse dada a alguém de cidadania albanesa, nascido no país, e que residisse em território nacional de forma permanente ou pelo menos por um período de 20 anos.

Quando o referendum sobre a nova constituição foi realizado em 6 de novembro, esta proposta foi rejeitada por 60% dos votos. A partir do mês de dezembro as relações entre a Igreja Ortodoxa e o Estado, haviam melhorado, se bem que a situação do arcebispo ainda permanecia incerta. A tensão entre Grécia e Albânia sobre a situação da minoria grega na Albânia complicou ainda mais a situação do arcebispo Anastasios que era grego.

O senso de 1989 indicava a presença de cerca de 60.000 gregos nesse país, apesar disto, a grande maioria da população ortodoxa pertencia a etnia albanesa.

A questão sobre a nomeação dos novos bispos ortodoxos da Albânia foi resolvida em 1998 depois de seis anos de árduas negociações, quando finalmente, um consenso entre o Patriarca Ecumênico, a Igreja Ortodoxa da Albânia e o Governo Albanês determinava que: dois dos bispos gregos ordenados em 1996 deveriam renunciar seus cargos e, um deles, o metropolita Ignatios de Berat foi entronizado em 18 de julho.

Esse mesmo dia o arcebispo Anatsios e o metropolita Ignatios se reuniram em sessão extraordinária com dois representantes do Patriarcado Ecumênico, elegendo a dois novos bispos albaneses: o arquimandrita João Pelushi, (43 anos) foi eleito como metropolita de Korca, e o padre Kosna Qirio (77 anos) foi eleito bispo de Apollonia.

Deste modo ficou conformado o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa da Albânia. Nos primeiros 6 anos desde que esta Igreja foi restabelecida, 70 novos templos foram edificados, 65 reconstruídos e mais de 100 restaurados.

Em março de 1992 a Academia de Teologia "Ressurreição de Cristo" foi aberta no prédio de um hotel abandonado de Durrês, onde cerca de 60 jovens preparavam-se para a ordenação sacerdotal.

Quando o regime comunista caiu, haviam sobrevivido apenas 22 sacerdotes ortodoxos em toda a Albânia; até 1998 somente 5 ainda estavam vivos e 92 novos sacerdotes foram somados ao presbitério, ficando ainda assim escasso.

Desde outubro de 1992 a Igreja Ortodoxa conta com uma publicação oficial, uma revista mensal que se chama "NGJALLIA" (Ressurreição) e, em 1997 passou também a contar com uma emissora de rádio, órgão oficial da Igreja Ortodoxa e que tem o mesmo nome da Revista.

Na América do Norte existem duas jurisdições ortodoxas albanesas distintas. São elas:

1. Arquidiocese Ortodoxa Albanesa na América, que está sob o homofórion da Igreja Ortodoxa na América, com 13 paróquias próprias.

2. Diocese Ortodoxa Albanesa na América, que se encontra sob a proteção espiritual da Arquidiocese Grega na América.


Fonte:

Pro-ortodoxia
Tradução do espanhol por Pe. André (João Manoel) Sperandio
Fotos: Site Oficial da Igreja Ortodoxa da Albânia

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