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A Igreja Ortodoxa no Brasil e no mundo
 
 
 

A Igreja da Geórgia

Catolikós-Patriarca ELIAS II
de toda Geórgia,
Arcebispo de Mtskheta e Tbilisi

Sede Patriarcal:

Erekle II, Square# 1 - Tblisi 380 005, Geórgia
tel: +995-32-99-03-78 / +995-32-98-95-41 / +995-32-98-27-09
fax: +995-32-98-71-14
E-mail: ecclesia@access.sanet.ge
Web: http://www.patriarchate.ge/

A Igreja da Geórgia

Reino da Ibéria, a Geórgia, está encravada nas montanhas do Cálcaso, ao oriente do Mar Negro. Ali floresceu uma importante civilização muito antiga. Devido, em grande parte, à atividade missionária de Santa Nina, uma escrava proveniente da Capadócia. A Geórgia Oriental adotou a fé cristã como religião oficial no ano 337, contudo a Geórgia Ocidental sob o Império Romano, se converteu ao cristianismo gradualmente até a totalidade do povo no século V.

A liturgia de Jerusalém de Santiago, era celebrada na Ibéria, de início em língua grega e, logo depois no século VI, em gregoriano. A liturgia Bizantina sempre foi usada na região ocidental da Geórgia. A mudança da língua grega para o gregoriano foi feita de maneira lenta. Quando adotou como língua litúrgica era o início de século IX. A liturgia Bizantina finalmente se impôs em toda Geórgia quando a região ocidental e oriental da Geórgia se uniram sob um mesmo Rei e sob o mesmo Catolicato em 1008.

A Igreja na Ibéria, no princípio estava sob a jurisdição do Patriarcado de Antioquia, mas foi estabelecida como Igreja Independente pelo Rei Vakhtang Gorgaslan, em 467. Por algum tempo depois do Concilio de Calcedônia (451), os georgianos da Ibéria se uniram com seus vizinhos armênios na recusa dos ensinamentos provenientes do citado Concílio. Contudo no ano de 607, eles romperam com os armênios aceitando todas as resoluções conciliares.

O Monaquismo começou seu esplendor na Geórgia durante o correr do século VI, alcançando seu auge nos séculos VIII e IX. Os Mosteiros também foram importantes centros de missões e de cultura. Cabe mencionar que o conhecido Monastério de Iviron, no Monte Atos, fundado pelos georgianos, donde muitos de seus monges se ocuparam na tradução de textos gregos para o georgiano.

Do século XI e XIII, a Geórgia experimentou uma época de ouro com o desenvolvimento de uma rica literatura cristã, que estabeleceu as bases da língua georgiana. Estes bons tempos culminaram, sem dúvida, com a invasão de Gengis Khan no século XIII, e outra invasão no século XV.

Durante o período compreendido entre os séculos XVI ao XIX, o Reino da Geórgia, experimentou um renascer cultural, em grande parte devido à rivalidade entre os Otomanos e os Persas pelo controle da região, permitindo aos georgianos a oportunidade de estabelecer novos contatos com ocidente, sobretudo com a Rússia.

Em 1801, o Império Russo anexou a Geórgia e a morte do Patriarca da Geórgia em 1811, neutralizou o Patriarcado e a Igreja Ortodoxa da Geórgia que passou a ser administrada por São Petesburgo, pelo Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Russa, através de um exarca especial.

As 30 dioceses que faziam parte da Igreja Ortodoxa da Geórgia foi reduzida a somente 5 dioceses. A língua georgiana foi abolida das aulas de Teologia nos Seminários e das Liturgias, sendo substituído pelo russo e pelo eslavo.

Depois que Czar Nicolau II abdicou do trono da Rússia em 1º de março de 1917, a autoridade da Igreja Russa nos territórios que pertenciam ao Antigo Império foi seriamente menosprezada. Em 12 de março de 1917, se reuniram todos os Bispos Georgianos junto com o seu clero e os leigos com a finalidade de restabelecer a sua Autocefalía e, seis meses mais tarde o Concilio da Igreja Ortodoxa da Geórgia elegeu um novo Patriarca-Catholikós.

Como já era de se esperar, a Igreja Ortodoxa Russa não aceitou a nova situação. Como conseqüência da Revolução Bolchevista, na Rússia, a Geórgia recuperou em pouco tempo sua independência. Em fevereiro de 19212, infelizmente o país caiu em mãos da União Soviética, mas apesar disto, a Igreja Ortodoxa da Geórgia manteve sua independência frente ao Patriarcado de Moscou.

Passaram vários anos até que o Patriarcado de Moscou se decidiu a elevar a Igreja Ortodoxa da Geórgia ao status de Igreja Autocéfala, em 1943.

A situação desta Igreja sob o poder soviético foi bastante similar ao da Igreja Ortodoxa Russa,. Em 1917 havia 2.455 paróquias, mas com o decorrer do regime soviético este número reduziu para 80 apenas, 5 mosteiros e um seminário.

A Igreja Ortodoxa da Geórgia, durante a época do regime , viu-se obrigada a seguir diretivas do Patriarcado de Moscou em sua política internacional e ecumênica. Com a abertura operada pelo presidente Gorbachev, a Igreja Ortodoxa da Geórgia ganhou mais autonomia e se recuperou de maneira incrível.

Em 1º de outubro de 1988, a Academia de Teologia Ortodoxa da Geórgia foi formalmente inaugurada na Capital Tbilisi, com 150 estudantes matriculados. Atualmente existe uma segunda Academia de Teologia em Gelati e 6 seminários, bem como, um Instituto para formação de leigos.

Em uma carta aberta publicada em 07 de maio de 1997, os abades de 5 mosteiros ameaçaram romper com o Patriarca Ilia uma vez que o Patriarca fora nomeado como um dos presidentes do Conselho Mundial das Igrejas. Como as tensões aumentavam cada vez mais e por medo de um novo cisma, o Santo Sínodo decidiu retirar todos os seus representantes dos movimentos Ecumênicos como o Conselho Mundial de Igrejas - CMI e do Conselho Europeu de Igrejas.O Ecumenismo é um assunto muito delicado dentro da Igreja Ortodoxa da Geórgia.

Durante sua viagem de regresso da Índia à Roma, nos dias 08 de 09 de novembro de 1999, o Papa João Paulo II visitou Geórgia, na qualidade de chefe de Estado, reunindo-se com o Presidente Shevardnadze, com o Patriarca Ortodoxo da Geórgia, com o Santo Sínodo e com outras autoridades civis. Também celebrou uma missa campal em Tbilisi, capital da Geórgia.

Em 1993, cerca de 65% da população se definia membro da Igreja Ortodoxa da Geórgia, 11% como mulçumano , 10 % como Ortodoxo russo e 8% se declarava apostólico armênio.Em 1999 havia 27 dioceses, 512 paróquias, 730 sacerdotes, 34 mosteiros masculinos e 33 femininos.

Síntese Histórica:

  • O Cristianismo chegou a Geórgia na primeira metade do século IV, por intermédio de uma cativa síria de nome "Nuna," que conseguiu converter o Rei do país para o Cristianismo, de nome "Mirban," juntando-se seus adeptos ao Patriarcado de Antioquia.
  • O primeiro Bispo da Geórgia, com o título de Católico, fora designado em 448, com o nome de Pedro.
  • Ficou a Geórgia anexada ao Patriarcado Antioqueno até o século XI, quando os Seljuquios invadiram o país, dificultando assim as comunicações entre Teflis e Antioquia.
  • A Igreja da Geórgia declarou-se independente da Igreja Antioquena no fim da gestão do Patriarca Antioqueno Pedro III.

Fonte:

Pro-ortodoxia

Tradução do Espanhol por: Pe. André Sperandio

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