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Patriarcado Ecumênico
 
 
 

Ο ΟΙΚΟΥΜΕΝΙΚΟΣ ΠΑΤΡΙΑΡΧΗΣ

Sua Santidade Bartolomeu I,
Arcebispo de Constantinopla - Nova Roma,
Patriarca Ecumênico

O título de Patriarca Ecumênico data do 6º século d.C, sendo um privilégio histórico exclusivo do Arcebispo de Constantinopla, ultrapassando as fronteiras estatais e étnicas. O Patriarca Ecumênico é o Líder espiritual de aproximadamente 300 milhões de cristãos ortodoxos em todo o mundo.

Síntese Biográfica

ua Santidade, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, nasceu em Imbros em 29 de fevereiro de 1940. Filho de Hristo e Meropi Archontonis, recebeu no batismo o nome Dimitrios. Depois de cursar seus estudos primários, em seu lugar de nascimento, e secundários no Zografio Liceu da Polis (Constantinopla), ingressou na renomada escola Teológica de Halki onde se graduou com destaque em 1961, sendo logo ordenado diácono na Catedral de Imbros no dia 13 de agosto de 1961 por seu pai espiritual Meliton, bispo de Imbros e Tenedos, posteriormente de Heliopoulis e Calcedônia, recebendo o nome religioso de Bartolomeu.

De 1961 até 1963 prestou serviço militar como oficial. Entre 1963 e 1968, cursou estudos de pós-graduação, no Instituto de Estudos Orientais de Roma, no Instituto Ecumênico de Bossey da Suíça e na Universidade de Munich, especializando-se em Direito Canônico. Foi proclamado doutor pelo Instituto de Roma (Universidade Gregoriana) defendendo a tese "Sobre a Codificação dos Cânones Sagrados e as Disposições Canônicas da Igreja Ortodoxa". Regressando em 1968 à Constantinopla foi nomeado Diretor-Adjunto da Sagrada Escola Teológica de Halki. La mesmo foi ordenado sacerdote por seu pai espiritual. Seis meses depois recebe do Patriarca Athenagoras o título de Arquimandrita.

Em 1972, foi eleito Patriarca Ecumênico o saudoso Dimitrios que, instituindo a Secretaria Particular do Patriarcado, chamou o então Arquimandrita Bartolomeu para ocupar a sua direção. No ano seguinte, (natal de 1973), foi nomeado bispo de Filadélfia. Permaneceu à frente da Secretaria até sua proclamação como Metropolita de Calcedônia em Janeiro de 1990.

De março de 1974 até sua ascensão ao Trono Ecumênico, foi membro do Santo Sínodo, assim como de várias comissões sinodais, contribuindo substancialmente, pelo seu incansável labor e graças a sua formação e grande fervor. Depois da morte de seu pai espiritual, o Metropolita Meliton, foi unanimemente eleito sucessor do mesmo no trono da Metropólia de Calcedônia e entronizado no dia 14 de Janeiro de 1990 em grande e jubilosa celebração.

Além do grego, S. Santidade fala turco, latim, italiano, francês, Inglês e alemão. É autor de vários livros artigos, estudos e discursos. É membro fundador da "Sociedade de Direito das Igrejas Orientais". Foi, durante muitos anos, vice-presidente da Comissão "Fé e Ordem" do Conselho Mundial das Igrejas (C.M.I.). Participou nas Assembléias de (C.M.I.) IV (Upsala 1968); VI (Vancouver 1983); VII (Canberra 1991). Nesta ultima Assembléia, foi eleito membro do Comitê Central e Executivo de (C.M.I.).

Como Patriarca recém-eleito visitou, segundo o protocolo, o Presidente da Republica e autoridades governamentais em Ancara, tratando, dentre outros assuntos, da situação do Patriarcado Ecumênico e de seus congêneres, em especial, da reabertura da Sagrada Escola Teológica de Halki.

(...) Recebeu o príncipe Felipe, duque de Edimburgo, organizando conjuntamente em Halki uma Jornada sobre a proteção do Meio Ambiente. Em Novembro de 1993, retribuindo a visita a sua Alteza Real em Backinhan Palace, foi saudado mais uma vez por sua dedicação e esforços a esta importante causa, oportunidade em que fez o lançamento de mensagens para o dia 1º de Setembro de cada ano, data fixada pelo Patriarca Ecumênico e, por extensão, por toda a Ortodoxia, como Dia de Orações pela Proteção da Criação.

Ocupando o Trono Patriarcal de Constantinopla exerceu a presidência de dois congressos que, bienalmente, reúnem os hierarcas ortodoxos no Fanar. 

Quando completou um ano no Trono Ecumênico, S. S. Bartolomeu I, visitou, muito emocionado, seu lugar de nascimento, a ilha de Imbros, a Santa Catedral e Tenedos, iniciando assim, suas visitas oficiais ao estrangeiro. Seguindo esta ordem visitou: o Monte Athos; a Igreja de Creta; o Patriarcado de Alexandria (e o Mosteiro de Sinai), de Antioquia, da Rússia, Servia, Romênia; a Igreja Luterana da Suécia; o Arcebispado da Suécia e toda a Escandinávia; o Patriarcado da Bulgária; a Igreja Católica Romana; a Igreja Evangélica da Alemanha e o Arcebispado Ortodoxo da Alemanha. Em todas os lugares foi recebido com manifestações de respeito, honra e amor pelas autoridades eclesiásticas e políticas, especialmente pelo povo de Deus.

Representa o Patriarcado Ecumênico em muitos congressos inter-ortodoxos e inter-cristãos, bem como em missão oficial junto ao governo turco, Igrejas, Monte Athos etc. Acompanhou o saudoso Patriarca Dimitrios na sua santa trajetória de amor, paz e unidade em todas as suas viagens ao estrangeiro, tanto oficiais como privadas. Foi convidado a dar conferências em varias cidades sobre temas da atualidade e relacionados à sua especialidade (Atenas, Tessalônica, Loraina, Madri, Viena, Roma, entre outras).

É membro da Academia Ortodoxa de Creta e membro de Honra da Fundação "Pró Oriente" de Viena. É também Doutor Honoris Causa pela Escola de Teologia da universidade de Atenas e da Academia de Teologia de Moscou, da Escola de Filo, da Universidade de Creta, da City University de Lourdes e do Departamento da Meio Ambiente da Universidade do Egeu. Titulo semelhante lhe foi concedido pela Escola de Teologia Santa Cruz de Boston, do Boston College, da Escola de Teologia, Direito e Medicina da Universidade de Tessalônica, da Escola de Direito da Universidade de Viena, assim como da Escola Católica-romana de Lourain e da Bélgica.

Logo após sua proclamação, pela divina graça, ao Trono Ecumênico, iniciou suas atividades conclamando aos seus irmãos no episcopado, lideres de Igrejas Ortodoxas locais, para um encontro, tendo em vista a promoção da pan-ortodoxia, unidade e colaboração no Fanar, concelebrando com eles a liturgia do Domingo da Ortodoxia em 1992. Juntos, como uníssona voz da Igreja Ortodoxa, dirigiram à Igreja e ao mundo uma mensagem de unidade e de amor. Em maio de 1993, visitou em Bruxelas o Presidente da Comissão da Comunidade Européia, o Excelentíssimo Sr. Jacques Delors.

Fundou a Irmandade dos Nobres Oficiais sob o titulo "Virgem, a Bem-aventurada", instituindo uma peregrinação anual de seus membros ao Centro Santo no Domingo da Samaritana, dia em que, desde 1992, celebra-se uma Liturgia Patriarcal em memória dos Santos Arcebispos de Constantinopla. 

Por resolução unânime da presidência do Parlamento Europeu foi convidado e dirigiu a palavra no aos seus membros no dia 19 de abril de 1994, mesmo não sendo chefe de Estado, tal como se prevê, senão em condição de insigne líder religioso. 

No ano de 1994 visitou oficialmente o Patriarcado da Geórgia e, sob o Patriarcado Ecumênico, Metropolias do Dodecaneso e da Bélgica; Em 1993 visitou o Patriarcado e a Igreja da Etiópia realizando visitas oficiais às Igrejas Ortodoxas de Jerusalém e Finlândia assim como a missão ortodoxa na Coréia.

Participou ainda de Congressos Internacionais no Japão, na Inglaterra. De 27 a 30 de junho de 1995 visitou S. S. o Papa João Paulo II e a Igreja de Roma por ocasião da celebração da sua festa patrona, manifestando a disposição do Patriarcado Ecumênico na continuidade do diálogo e colaboração fraterna com a Igreja Romana. 

Durante sua visita a Benelux, em novembro de 1994, reuniu-se com o Presidente Delors e seu sucessor, o excelentíssimo Sr. Jacques Santer, oportunidade em que discorreu sobre assuntos espirituais, morais e sociais de interesse tanto da Europa como de toda Humanidade. 

Presidiu em Patmos as comemorações do Aniversário de 1900 anos da redação do Apocalipse de São João, ocasião em que convocou:

— Na Santa Congregação os chefes locais das Igrejas Ortodoxas difundindo sua mensagem a todo o mundo.

— Congresso Ecológico Internacional, com ênfase ao tema da contaminação dos mares.

— Congresso Científico Internacional sobre o livro Sagrado do Apocalípse. 

Em outubro de 1995 visitou novamente a Romênia e presidiu os atos de celebração do 110º. aniversário de sua eortonomia e o 70º aniversario da dignidade Patriarcal da Igreja Ortodoxa da Romênia. Em novembro de 1995 visitou oficialmente França e teve encontros com o Presidente Chirac, hierarquia católica-romana de Paris e multidões de pessoas, falando como convidado na Unesco. Em continuação, visitou pela segunda vez a província do Trono Ecumênico em Creta, por ocasião da celebração do centenário da construção da Catedral São Minás de Heraclión, presidindo os atos comemorativos. Em dezembro de 1995, visitou o Arcebispo de Canterbury e, na Gran Bretanha, a província do trono. Indo, depois, à Suíça realizou visitas oficiais ao Conselho mundial das Igrejas - C.M.I., ao Conselho das Igrejas Européias, à Confederação Mundial Luterana, à Associação Mundial das Igrejas Reformadas, ao Bispo da Suíça e ao Centro Ortodoxo do Patriarcado Ecumênico situado em Chambers.

O papel do Patriarca Bartolomeu tem sido marcado pela diálogo inter-religioso, pelas visitas a países ortodoxos e muçulmanos que raramente eram visitados pelos antigos líderes da Igreja Ortodoxa. Seus esforços em favor da liberdade religiosa e dos direitos humanos, suas iniciativas para a promoção da tolerância religiosa entre as diversas religiões do mundo e o seu trabalho em vista da paz internacional e da proteção do universo lhe colocou entre os grandes líderes mundiais da atualidade, como um apóstolo afeiçoado da paz e da reconciliação. Em 1997 foi condecorado com medalha de ouro no Congresso Americano.

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