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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017:

«Apresentação no templo de nosso Senhor
Deus e Salvador, Jesus Cristo»

[Modo Próprio]

«Agora Senhor, deixa teu servo ir em paz,
segundo a tua palavra,
porque meus olhos viram a salvação
que preparaste ante face de todos os povos,
luz que brilhará sobre todas as nações
e glória do teu povo, Israel». (Lc 2, 29-33)

Matinas

Evangelho

[Lc 2, 25-32]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor. E pelo Espírito foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei, ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: «Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; pois já os meus olhos viram a tua salvação, a qual tu preparaste perante a face de todos os povos; Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel».

Divina Liturgia

Issodikon

O Senhor fez conhecer a sua salvação;
manifestou sua justiça diante de todos os povos.

Salva-nos, ó Filho de Deus,
Tu que foste carregado nos braços do Justo Simeão,
a nós que a Ti cantamos: aleluia!

Apolitikion da Festa (Modo 1)

Salve ó Virgem, Mãe de Deus, cheia de graça,
pois de ti nasceu o Sol da justiça, o Cristo nosso Deus,
iluminando os que estavam nas trevas.
Rejubila-te, ó justo Ancião, ao receber em teus braços
Aquele que libertou as nossas almas e nos deu a Ressurreição.

Kondakion da Festa (Modo 1)

Tu, que santificaste, pelo teu nascimento, o seio virginal
e abençoaste, como era necessário, as mãos de Simeão,
salvaste-nos agora ao preceder-nos, ó Cristo nosso Deus.
Guarda, pois, em paz teu povo durante as guerras
e fortalece a tua Igreja, ó único amigo da humanidade!

Prokimenon

Minha alma glorifica o Senhor,
meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.

Porque voltou seus olhos para a humildade de sua serva;
doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada.

Epístola

[Hb 7, 7-17]

Epístola aos Hebreus.

rmãos, é indiscutível: é o inferior que recebe a bênção do superior. Além do mais, aqui os levitas, que recebem o dízimo, são homens mortais. Lá, porém, se trata de alguém do qual se atesta que vive. Por fim também Levi, que recebe os dízimos, pagou, por assim dizer, na pessoa de Abraão. Pois ele já estava em germe no íntimo de Abraão, quando aconteceu o encontro com Melquisedec. Se a consumação tivesse sido realizada pelo sacerdócio levítico (pois sob ele o povo recebeu a Lei), que necessidade havia ainda de outro sacerdote segundo a ordem de Melquisedec e não segundo a ordem de Aarão? Pois, transferido o sacerdócio, forçoso é que se faça também a mudança da Lei. Pois bem: aquele a quem se aplicam estas palavras, é de outra tribo, da qual ninguém se consagrou ao serviço do altar. Pois é notório que Nosso Senhor nasceu de Judá, a cuja tribo Moisés nada disse a respeito do sacerdócio. Isto se torna ainda mais evidente, se à semelhança de Melquisedec se levanta outro sacerdote, instituído não segundo a norma de uma lei que se baseia na carne, mas segundo a força de vida indestrutível. Pois dele se dá este testemunho: Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

Agora, Senhor, podes deixar teu servo ir em paz
segundo a tua palavra. Aleluia, aleluia, aleluia!

Porque meus olhos viram a tua salvação
luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo. Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[Lc 2, 22-40]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, os pais de Jesus o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor. Para tanto, deviam oferecer em sacrifício um par de rolas ou dois pombinhos, como está escrito na Lei do Senhor. Em Jerusalém vivia um homem piedoso e justo, chamado Simeão, que esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito do Senhor estava com ele. Pelo próprio Espírito Santo, ele teve uma revelação divina de que não morreria sem ver o Cristo Senhor. Movido pelo Espírito, ele foi ao templo. Quando os pais levaram o menino Jesus ao templo para cumprirem as disposições da Lei, Simeão tomou-o nos braços e louvou a Deus, dizendo: «Agora. Senhor, segundo a tua promessa, deixas teu servo ir em paz. Meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo.» O pai e a mãe ficavam admirados com aquilo que diziam do menino. Simeão os abençoou e disse a Maria. mãe de Jesus: Este será causa de queda e de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição — a ti, uma espada te traspassará a alma! — e assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Ela era de idade avançada. Quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do templo; dia e noite servia a Deus com jejuns e orações. Naquela hora. Ana chegou e se pôs a louvar Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Depois de cumprirem tudo conforme a Lei do Senhor, eles voltaram para Nazaré, sua cidade, na Galiléia. O menino foi crescendo, ficando forte e cheio de sabedoria. A Graça de Deus estava com ele.

Hirmos

Ó Mãe de Deus, esperança de todos os cristãos,
preserva e protege os que confiam em Ti.
Ó fiéis, descobrindo velada, na sombra da lei, esta figura:
«todo varão primogênito será consagrado a Deus»;
glorifiquemos o Filho Primogênito, Verbo do Pai eterno,
Primogênito de uma Mãe que não conheceu varão.

Kinonikon

Tomarei o cálice da salvação
e invocarei o nome do Senhor!
Aleluia, aleluia, aleluia!

OBS.: Na Bênção Final: «Que, aquele que quis ser carregado nos braços do justo Simeão para nossa salvação, o Cristo ...»

A festa da Apresentação no templo de nosso Senhor Deus e Salvador, Jesus Cristo»

«Hoje, com Simeão e Ana, contemplamos o Divino Menino,
o Verbo feito Carne, que é conduzido ao Templo.
Aquele que foi dar cumprimento à Antiga Lei,
como plenamente homem, fez alegrar o coração do povo
que esperava o Messias prometido, como Divino Filho Encarnado.»

(S. João Crisóstomo)

uarenta dias após o nascimento, completados os dias da purificação de Maria, conforme prescrito nas Leis de Israel, o Menino Jesus foi apresentado no Templo para ser consagrado ao Senhor, manifestando a abertura de seu coração à vontade de Deus e à cultura do seu povo. A apresentação do Primogênito equivale a um ato de consagração ao Senhor acompanhado da oferta sacrificial de um par de rolas ou de pombinhos, a oferenda dos pobres.

«Maria, a Virgem Mãe, a primeira a ser verdadeiramente o Templo Santíssimo de Deus vivo, aquela que é toda pura e toda santa, sem necessidade cumpriu o ritual da purificação, levou o Primogênito de Deus ao templo para realizar o que foi prometido a Simeão.» (São Basílio)

Jesus

A Festa da Purificação e da Apresentação do Senhor no Templo é também conhecida como a «Festa da Candelária», devido à procissão de velas que é realizada neste dia, principalmente na Igreja de Jerusalém e nas de tradição eslava. Este rito das velas tem origem nas palavras de Simeão referindo-se ao Menino, «Luz que brilhará sobre todas as nações, e glória do teu povo, Israel.».

São Cirilo de Alexandria exortava que «celebremos o mistério deste dia com lâmpadas flamejantes.». Jesus é a Luz do mundo que ilumina a todos que estão nas trevas. É fonte e principio da luz eterna que faz brilhar no coração de seus filhos a Luz que não se extingue.

A Festa da Apresentação também recebe o nome de "Festa do Encontro" ou "Hypapántê" sublinhando o encontro do velho Simeão com Jesus. É a humanidade que se reconcilia com a Divindade. É as bodas entre Deus e seu povo. Movido pelo Espírito, Simeão veio ao templo onde encontrou José e Maria que conduziam o Menino, cumprindo desta forma, a Lei. Simeão tomou-O em seus braços e bendisse a Deus:

«Agora Senhor, deixa teu servo ir em paz, segundo a tua palavra, porque meus olhos viram a salvação que preparaste ante face de todos os povos, luz que brilhará sobre todas as nações, e glória do teu povo, Israel" . (Lc 2, 29-33)

Deste modo, Cristo é apresentado por Simeão ao mundo como Sacramento do encontro e da reconciliação com Deus. Logo, tal encontro passa necessariamente pela mediação da humanidade de Jesus. A aceitação deste mistério dá nova dimensão à fé. Constitui-se na absoluta necessidade de se encontrar Deus, único Autor da Salvação, na pessoa humano-divina de Jesus. O Santo Encontro entre o velho Simeão e o Menino Jesus representa o encontro entre o Antigo Testamento (Hebreu) com o Novo Testamento (Cristão):

«Na pessoa do Menino, acontece a convergência entre a Antiga e a Nova Lei. É o ponto de chegada daqueles que tanto esperavam o Messias e o ponto de partida para aqueles que vivem a plenitude dos tempos, onde o Reino de Deus se faz presente entre os homens.» São Clemente de Alexandria. A idade avançada daquele que recebe o Menino nos braços indica a longa espera do povo hebreu frente à novidade recente da promessa cumprida. Por isso, durante a festa canta-se: «O velho Simeão leva o Menino, mas o Menino é quem o conduz.»

Contemplando o Ícone da festa, observamos que resplandece a pessoa do Menino que é apresentado como Senhor e Redentor. Seu rosto não está voltado para a sua mãe, mas para Simeão. Este O recebe em seus braços e seu corpo está inclinado, formando como que um receptáculo que acolhe o Rei de Israel.

De pé sobre um estrado, para simbolizar sua dignidade sacerdotal, tem as mãos cobertas em sinal de veneração e humildade, formando um pequeno trono para o Menino. Um pouco mais atrás, está a profetisa Ana que aponta com o dedo para o menino, simbolizando que também ela contempla o Salvador aguardado por tantas gerações.

A Mãe de Deus, ligeiramente inclinada, eleva suas mãos, também cobertas, num gesto de oferenda. Importante que observemos que o Salvador não se encontra em seus braços. Esta estranha distância entre o Menino e sua Mãe, estão iconografadas na cena de Belém, onde o menino se encontra deitado na manjedoura, e na Festa da Apresentação. Todos os demais ícones de Maria com o Menino mostram a Virgem segurando a Divina criança em seus braços. São João Crisólogo se refere a este fato dizendo:

«Os braços da Mãe que antes era Trono do Salvador, oferecendo o mais precioso dos Dons ao Altíssimo, sente saudades de portar o Rei da Glória. O Cordeiro, ciente que sua vida é pura oblação em prol da humanidade que veio regenerar, deixa os braços calorosos da Mãe e se entrega aos braços da Antiga Lei, como obediente servo de Deus.» São João Crisólogo.

A disposição das figuras ao fundo acentua a relevância daqueles que aparecem em primeiro plano. O templo central indica o lugar donde acontece o encontro. Os dois edifícios laterais, unidos por um véu vermelho, simbolizam que as bodas entre Deus e a humanidade se realizaram com a vinda do Salvador.

«Sião, adorna tua câmara nupcial e recebe o Cristo Rei.
Acolhe com amor a Maria, Porta do Céu,
pois ela tem em seus braços o Rei da glória,
luz nova que resplandece.
A Virgem avança, apresentando a seu Filho,
engendrado antes da Aurora.
Simeão O recebe em seus braços
e anuncia ao povo que é o Senhor da vida e da morte,
o Salvador do Mundo.»

(Canto de Procissão da Candelária)

Ao ver o Filho de Deus em seus braços, Simeão se certificou que os homens receberiam a filiação divina e estavam salvos. (Gl 4,4-7). Somos assim agraciados com o título de filhos no Filho e por isso podemos chamar a Deus de Pai. (Ef 1,5;2,18).

Que possamos nesta festa da Igreja ser apresentados ao Senhor, plenamente renovados pelas luzes do Espírito Santo, e que Ele realize em nós a obra da sua Misericórdia como fez com Simeão, dando-nos a alegria de ter, não somente nos braços, mas em nossos corações, o próprio Cristo, Pão Vivo que desceu do Céu.


Fontes de Consulta:

WEITZMANN, Kurt. Revista Fuentes: "Las Doce Fiestas", Anuário 1994
GOMES, C. Folch, Antologia dos Santos Padres. São Paulo: Ed. Paulinas (3ª Ed.)

«Luz para se revelar às nações»

aúdo-Te e louvo-Te, ó cheia de graça; trouxeste ao mundo a Misericórdia que veio sobre nós. Foste Tu quem preparou este círio que hoje recebo em minhas mãos. Foste Tu quem deu a cera a esta chama… porque, Mãe sem corrupção, revestiste de carne sem corrupção o Verbo incorruptível.

Vamos, irmãos! Vede o círio que hoje arde entre as mãos de Simeão! Vinde buscar nele a luz, vinde acender nele as vossas velas, quero dizer, as lâmpadas que o Senhor quer ver entre as vossas mãos (Lc 12, 35). «Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes» (Sl 33, 6). Não tanto por levardes círios nas mãos como por serdes vós mesmos círios que brilham por dentro e por fora, para vosso bem e para o dos outros: … Jesus iluminará a vossa fé, fará brilhar o vosso exemplo, inspirar-vos-á uma palavra de bem, tornará ardente a vossa oração, purificará a vossa intenção…

E para ti que possuis interiormente tantas lâmpadas acesas, quando se extinguir a chama desta vida, brilhará a luz da vida que não se extingue. Aparecerá para ti, no ocaso, o esplendor do meio-dia. No momento em que julgues extinguir-te, erguer-te-ás como a estrela da manhã (Jb 11, 17) e as trevas brilharão como a luz em pleno dia (Is 38, 10). Já não haverá sol durante o dia nem a luz da lua te iluminará, mas o Senhor será a tua luz eterna (Is 60,19), porque a lâmpada da nova Jerusalém é o Cordeiro (Ap 21, 23), a Ele a bênção e a glória pelos séculos dos séculos! Amém.

«Homilia para a festa das luzes»

«Eu vim como a luz ao mundo,
para que todo aquele que crê em Mim
não permaneça nas trevas» (Jo 12, 46)

amos ao encontro de Cristo, todos nós que veneramos o Seu mistério com fervor, avancemos para Ele de todo o coração. Quando todos, sem excepção, participarem neste encontro, que todos levem as suas luzes. Se os nossos círios dão semelhante luz, é antes de mais para mostrar o esplendor divino Daquele que vem, Daquele que faz resplandecer o universo e o mundo com uma luz eterna, que afasta as trevas do mal. É também, e sobretudo, para manifestar com que esplendor da nossa alma devemos ir ao encontro de Cristo. Com efeito, tal como a Mãe de Deus, a Virgem puríssima, trouxe nos seus braços a luz verdadeira, para ir ao encontro “daqueles que se encontravam nas trevas” (Is 9, 1; Lc 1, 79), assim também nós, iluminados pelos seus raios, e tendo na mão uma luz visível para todos, apressemo-nos a ir ao encontro de Cristo.

É evidente que, dado que a luz veio a este mundo (Jo 1, 9), iluminando os que estavam nas trevas, porque nos visitou a “luz do alto” (Lc 1, 78), esse mistério é o nosso mistério. […] Corramos, pois, todos juntos, vamos todos ao encontro de Deus. […] Deixemo-nos iluminar a todos por Ele, meus irmãos, tornemo-nos todos resplandecentes. Que nenhum de nós permaneça afastado desta luz, como se fosse um estrangeiro; que nenhum se obstine em permanecer mergulhado na noite. Pelo contrário, avancemos para a claridade; caminhemos, iluminados, ao seu encontro, e recebamos, com o velho Simeão, esta luz gloriosa e eterna. Com ele exultemos de todo o coração e cantemos um hino de acção de graças a Deus, Pai da luz (Tg 1,17), que nos enviou a claridade verdadeira, para nos tirar das trevas e nos tornar resplandecentes.

Graças a Cristo, também nós vimos salvação de Deus, que Ele preparou “em favor de todos os povos”, e que manifestou para “glória de Israel” (Lc 2, 30-32). E também nós fomos libertados da noite do nosso pecado, como Simeão o foi dos laços da vida presente, ao ver Cristo.

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