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Quinta-feira, 5 de Junho:

 
 
 

E C C L E S I A
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Quinta-feira da Ascensão do Senhor

Issodikón

Subiu Deus por entre aclamações,
O Senhor, ao som das trombetas.
Salva-nos, ó Filho de Deus,
que do meio de nós, subiste vitorioso aos céus,
a nós que a Ti cantamos: Aleluia!

Apolitikion (4° tom)

Subiste glorioso ao céu, ó Cristo nosso Deus,
enchendo de júbilo os discípulos
pela promessa do Espírito Santo,
e confirmando-os por tua bênção,
porque és o Filho de Deus, o Redentor do mundo.

Kondakion

Tendo cumprido a economia de nossa salvação
e reconciliado a Terra com o Céu,
subiste glorioso, ó Cristo nosso Deus,
sem, porém, nos abandonar;
mas permanecendo junto de nós,
anunciando aos que te amam:
«Eu estou convosco e ninguém é contra vós.»

Prokimenon (7° tom)

Eleva-te, ó Deus, sobre os céus
e brilhe a tua glória sobre toda a terra!

Meu coração está preparado, ó Deus,
meu coração está preparado, cantarei e salmodiarei.

Epístola

At 1, 1-12

Leitura do Livro dos Atos dos Santos Apóstolos

screvi o primeiro livro, ó Teófilo, sobre tudo que Jesus  começou a fazer e ensinar, até o dia em que, depois de ter dado ordens pelo Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado ao alto. Depois da Paixão, apresentou-se vivo a eles, dando-lhes muitas provas, aparecendo durante quarenta dias e falando das coisas, referentes ao reino de Deus. E, comendo com eles, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas esperassem a promessa do Pai, «que de mim ouvistes», disse ele. «Porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias.»

Assim, reunidos, perguntavam-lhe: «Senhor, por acaso será agora que vais restabelecer o reino de Israel?« Respondeu ele: «A vós não compete saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder. Mas recebereis uma força, o Espírito Santo que virá sobre vós; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, até os confins da terra.» Dizendo isto, elevou-se à vista deles e uma nuvem o ocultou a seus olhos.

Estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele partia, eis que dois homens vestidos de branco puseram-se diante deles. Eles também disseram: «Galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que foi elevado ao céu de vosso meio, voltará assim como o vistes subir para o céu.» Voltaram então para Jerusalém do monte chamado das Oliveiras, que dista cerca de um quilômetro.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

Povos, aplaudi com as mãos,
aleluia, aleluia, aleluia!

Aclamai a Deus com vozes alegres!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

Lc 24, 36-53

Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo e evangelista São Lucas

aquele tempo, Jesus, tendo ressuscitado dos mortos, apareceu no meio deles e lhes disse: «A paz esteja convosco!» Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um espírito. Mas ele disse: «Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um espírito não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho.» E dizendo isso, ele mostrou-lhes as mãos e os pés. Mas eles ainda não podiam acreditar, tanta era sua alegria e sua surpresa. Então Jesus disse: «Tendes aqui alguma coisa para comer?» Deram-lhe um pedaço de peixe assado. Ele o tomou e comeu diante deles. Depois disse-lhes: «São estas as coisas que eu vos falei quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.» Então ele abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e disse-lhes: «Assim está escrito: 'o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, e no seu nome será anunciada a conversão, para o perdão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém'. Vós sois as testemunhas destas coisas. Eu enviarei sobre vós o que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do alto.»

Então Jesus levou-os para fora  da cidade, até perto de Betânia. Ali, ergueu a mão e abençoou-os. E, enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado ao céu. Eles o adoraram. Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria, e estavam sempre no templo, bendizendo a Deus.

Hirmos

Subiu Deus por entre aclamações,
o Senhor, ao som das trombetas.

Aleluia, aleluia, aleluia!

OBS.: Em vez de “Vimos a verdadeira luz ...”, o Apolitikion da festa; a festa encerra na Sexta-feira antes de Pentecostes; na Bênção Final: “Aquele que, dentre nós subiu vitorioso aos céus ... .”

Pe. Pavlos Tamanini

uarenta dias após a Ressurreição, a Igreja celebra a Ascensão do SENHOR aos Céus, onde Ele está sentado à direita do Pai, conforme professamos no CREDO. Como celebração litúrgica esta Festa teve seu início no século IV, no Oriente, instituída por São Gregório de Nissa e posteriormente por São João Crisóstomo.

Este espaço de 40 dias entre a Ressurreição e a Ascensão, é um espaço de tempo que atende mais a uma necessidade pedagógica do que cronológica.

Após a Páscoa, Jesus não apareceu aos seus discípulos para reivindicar seu posto de Mestre ou implantar um teocrático reino de Deus no mundo, como muitos achavam que Ele devia ter feito durante sua vida terrestre. Jesus, após a Páscoa se apresenta em dimensões diferentes: a dimensão de sua glória, de seu senhorio transcendente. As atividades aqui na terra ele as incumbe a todos nós. «Sede minhas testemunhas.» (At 1, 8)

Através da Ressurreição Jesus volta a nós glorioso. Assim, paradoxalmente, ao celebrarmos a entrada de Jesus na sua glória, não celebramos uma despedida, mas um novo modo de presença. Sua promessa foi muito explícita: «“Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos.» (Mt 28,20). De fato, a partir desta promessa celebramos o« Emanuel» (Deus conosco) com mais certeza.

Esperar o Senhor até que Ele venha não deve provocar em nós uma alienação. Viver esta expectativa, viver esta espera, exige de nós atitudes concretas, pois viver com a mente no céu não nos dispensa de estar com os dois pés firmes no chão. Tal admoestação foi feita pelos anjos para alertar que esta segunda vinda do Senhor exigirá uma preparação constante. Pois se o seu nascimento aconteceu de maneira despercebida, rodeado apenas pelos pastores e animais da estrebaria, a próxima não seguirá estas proporções.

A Festa da Ascensão do Senhor

pós a Ressurreição dentre os mortos, Nosso Senhor permaneceu entre o povo durante 40 dias. Com seu Corpo purificado aparecia às santas miróforas, aos apóstolos e a outros. Aos apóstolos, admoestava que, quando recebessem a força do Espírito Santo, fossem anunciar o Evangelho até os confins da terra, «batizando a todas as nações em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo...» (Mt.28, 19).

No quadragésimo dia após sua gloriosa Ressurreição deu-se o último acontecimento visível da sua vida terrena - sua gloriosa Ascensão. Este episódio aconteceu no Monte das Oliveiras quando Nosso Senhor elevou-se aos céus diante de seus apóstolos, que puderam contemplar quando o Divino Mestre se elevava e os abençoava. Continuando os apóstolos a olhar para os céus entristecidos com a partida de seu Divino Mestre, eis que aparecem diante deles dois homens vestidos de branco que, consolando-os disseram: «Homens da Galiléia, porque permaneceis olhando para os céus? Este mesmo Jesus que dentre vós ascendeu-se aos céus, novamente virá assim como vistes elevar-se aos céus...» (Atos 1,10-11).

Pelas palavras dos Anjos após a Ascensão, entendemos o ensinamento dogmático da Igreja sobre a segunda e gloriosa Vinda de Nosso Senhor quando virá para julgar os vivos e os mortos.

Na vida da Igreja, cada um de nós é chamado por vocação particular a cumprir uma missão. Cristo, o Enviado do Pai Celeste, cumpriu sua missão, resgatando a humanidade da corrupção, para que todos tivéssemos Vida, e Vida em abundância, isto é, Vida eterna. Os apóstolos não permaneceram parados, mas voltaram para casa e, após receberem o Espírito Consolador, o Espírito da Verdade, Vivificante, Força do Altíssimo, partiram destemidos, anunciando a Boa-nova do todos. E a Graça da Salvação chegou a nós através do batismo pelo qual fomos revestidos do próprio Cristo e fortalecidos pelo Espírito Santo que age em nós para conhecermos exatamente qual é a nossa vocação específica, a que fomos chamados, qual nossa missão terrena perante Deus, sua Igreja e a comunidade da qual fazemos parte. E após o cumprimento de nossa missão sermos também conduzidos para a Glória Eterna.

Dom JEREMIAS de Aspendos
Bispo Eparca da América do Sul
Igreja Ortodoxa Ucraniana - Patriarcado Ecumênico
Fonte: «Seara Ortodoxa»

 

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