Portal Ecclesia
A Igreja Ortodoxa Atualizações e notícias Seleção de textos Subsidios homiléticos para Domingos e Grandes Festas Calendário litúrgico bizantino Galeria de Fotos Seleção de ícones bizantinos Clique aqui para enviar-nos seu pedido de oração Links relacionados Clique para deixar sua mensagem em nosso livro de visitas Contate-nos
 
 
Loading
Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 17 de Setembro de 2017:

«Domingo depois da Festa da Exaltação
da Santa, Venerável e Vivificante Cruz»

(15º depois de Pentecostes – Modo Pl 2º)

Memória das Santas Mártires Sofia e suas três filhas:
Fé, Esperança e Caridade († c. 130)

Matinas

Evangelho

[Lc 24, 1-12]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia, dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite. E lembraram-se das suas palavras. E, voltando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais. E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos. E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram. Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição

Enquanto Maria estava, diante do sepulcro,
à procura do teu imaculado Corpo,
os Anjos apareceram em teu túmulo
e as sentinelas desfaleceram.
Sem ser vencido pela morte,
submeteste ao teu domínio o reino dos mortos;
e vieste ao encontro da Virgem revelando a vida.
Senhor, que ressurgiste dos mortos, glória a ti!

Theotokion

Clamando com a tua bendita Mãe,
voluntariamente, viste padecer, irradiando na cruz;
desejaste encontrar Adão, dizendo aos anjos:
Alegrem-se comigo, porque foi encontrado a dracma perdida.
Deus nosso, que com sabedoria tudo consolidaste, glória a ti!

Kondakion

Levantando, com sua vivificante mão,
todos os mortos dos vales tenebrosos,
Cristo Deus, Doador da vida,
quis conceder a ressurreição ao gênero humano;
pois ele é o Salvador, a Ressurreição, a Vida e o Deus de todos

Trisagion

Diante da tua Cruz, ó Mestre, nos prostramos
e glorificamos a tua santa Ressurreição (3 x).

Glória ao Pai...

E glorificamos a tua santa Ressurreição.

Diante da tua Cruz, ó Mestre...

Prokímenon

Salva, Senhor, o teu povo, e abençoa a tua herança (Sl 28, 9).

Clamo a ti, Senhor, meu rochedo,
presta ouvido aos meus rogos (Sl 28, 1).

Epístola

[Gl 2, 16-20]

Epístola do Apóstolo São Paulo aos Gálatas.

rmãos, sabemos que ninguém se justifica pela prática da lei, mas somente pela fé em Jesus Cristo. Também nós cremos em Jesus Cristo, e tiramos assim a nossa justificação da fé em Cristo, e não pela prática da lei. Pois, pela prática da lei, nenhum homem será justificado. Pois, se nós, que aspiramos à justificação em Cristo, retornamos, todavia, ao pecado, seria porventura Cristo ministro do pecado? Por certo que não! Se torno a edificar o que destruí, confesso-me transgressor. Na realidade, pela fé eu morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

Aleluia

Quem habita ao abrigo do Altíssimo
e vive à sombra do Senhor onipotente (Sl 91, 1).

Diz ao Senhor: sois meu refúgio e proteção;
sois o meu Deus no qual confio inteiramente (Sl 91, 2).

Evangelho

[Mc 8, 34b-9, 1]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Marcos.

aquele tempo, disse o Senhor: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida? Porque, se nesta geração adúltera e pecadora alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os seus santos anjos. E dizia-lhes: Em verdade vos digo: dos que aqui se acham, alguns há que não experimentarão a morte, enquanto não virem chegar o Reino de Deus com poder.

Hirmós:

Ó Mãe de Deus, tu és o paraíso místico,
pois sem ser cultivada, produziste Cristo,
que plantou a árvore da Cruz.
Por isso, agora O adoramos crucificado
e a ti exaltamos.

Kinonikón

Gravada está sobre nós, Senhor, a luz da tua face.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Encerramento da festa no dia 21.

crucifixão era uma forma de pena oriental que foi introduzida no Ocidente pelos persas. Foi pouco usada pelos gregos, mas muito utilizada pelos cartagineses e romanos.

Na literatura romana, a crucifixão é descrita como punição cruel e temida, não sendo aplicada aos cidadãos romanos, mas apenas aos escravos e aos não-romanos que houvessem cometido crimes atrozes, como assassinato, furto grave, traição e rebelião. Seguindo a forma romana de crucifixão Jesus provavelmente carregou somente a parte transversal da cruz, pois a parte vertical era deixada no local da execução à espera do condenado. Os braços eram inicialmente amarrados e somente ao chegar no local eram pregados ao madeiro. Acontecia o mesmo procedimento com as pernas e pés.

A vítima era suspensa pouco mais de um metro do chão para que as pessoas pudessem dar de beber uma mistura de água e fel ou vinagre para ser mantida o tempo inteiro consciente, sem haver possibilidade de desmaios (Mt 27,48). Os romanos crucificavam os criminosos inteiramente nus e não há motivo para se pensar que tenha sido feita alguma exceção para Jesus. As vestes do crucificado eram entregues aos soldados para serem divididas. As vestes de Jesus não foram divididas mas sorteadas pois era de tecido fino e sem costuras. Tal indumentária e feitio não poderiam ser destruídas, por isso preferiu-se lançar sorte. (Mt 27,35ss).

Uma inscrição com o nome do criminoso e a natureza do seu crime era feita sobre uma tabuinha, que o condenado levava pendurado no pescoço até o local da execução; essa tabuinha foi afixada acima da cabeça de Jesus na cruz. Por ironia de Pilatos, a inscrição de Jesus não indicava um crime, mas registrava simplesmente a expressão "rei dos judeus" (Mt 27,37). A inscrição era feita em três línguas: aramaico, o dialeto local; o grego, a língua do mundo romano e o latim, a língua oficial da administração romana.

A morte de Jesus foi muito rápida. Ele ficou suspenso à cruz algumas horas. Geralmente a morte dos condenados à cruz se dava depois de alguns dias após pregado. Este foi o caso dos dois ladrões que ladeavam Jesus: foram- lhe quebradas as pernas para que o fim fosse apressado pois a Páscoa judaica se aproximava (Jo 19,32ss).

No Novo Testamento, o simbolismo teológico da Cruz só aparece em uma afirmação do próprio Senhor e nos escritos de São Paulo. Jesus disse que aqueles que o seguem devem tomar a sua própria Cruz, perdendo assim a vida, para depois conquistá-la (Mt 10,38). Não se trata apenas de alusão à sua própria morte, mas também da afirmação de que seu seguimento exige a negação de si mesmo ( Mc 8,34), o total desprezo pela própria vida, pelo bem-estar, pelas posses pessoais, a tudo aquilo a que se deve renunciar para seguir Jesus.

Paulo pregava o Cristo crucificado, embora isto fosse escândalo para os hebreus e loucura para os gentios (1Cor 1,23). A linguagem da Cruz é absurda para aqueles que, sem ela, se perdem; entretanto é poder de Deus para aqueles que se salvam (1Cor 1, 18).

Ao encerrarmos a Festa da Exaltação da Santa Cruz, cabe-nos dar à Cruz seu devido valor. O sofrimento nos dá a possibilidade da redenção. Reclamar dele nos atesta que ainda precisamos crescer espiritualmente.


Bibliografia:

MCKENZIE, John L. Dicionário Bíblico. São Paulo: Ed Paulinas, 1983.

Voltar à página anterior Topo da página  
NEWSIgreja Ortodoxa • Patriarcado Ecumênico • ArquidioceseBiblioteca • Sinaxe • Calendário Litúrgico
Galeria de Fotos
• IconostaseLinks • Canto Bizantino • Synaxarion • Sophia • Oratório • Livro de Visitas