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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 08 de Janeiro de 2017:

Domingo após a Epifania de Nosso Senhor
e Salvador Jesus Cristo

(29º depois de Pentecostes - Modo 4)

Memória de São Jorge, o Cozebita († c. 613).

Matinas

Evangelho

[Jo 20, 1-10]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.

aquele tempo, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus bem de madrugada, quando ainda estava escuro. Ela viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. Então saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo que Jesus amava. E disse para eles: «Tiraram do túmulo o Senhor, e não sabemos onde o colocaram.» Então Pedro e o outro discípulo saíram e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos. Mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao túmulo. Inclinando-se, viu os panos de linho no chão, mas não entrou. Então Pedro, que vinha correndo atrás, chegou também e entrou no túmulo. Viu os panos de linho estendidos no chão e o sudário que tinha sido usado para cobrir a cabeça de Jesus. Mas o sudário não estava com os panos de linho no chão; estava enrolado num lugar à parte. Então o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também. Ele viu e acreditou. De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura que diz: «Ele deve ressuscitar dos mortos.» Os discípulos, então, voltaram para casa.

Divina Liturgia

Apolitikion

Ouvindo do Anjo o alegre anúncio da Ressurreição, 
que da antiga condenação nos libertou, 
as discípulas do Senhor, 
disseram envaidecidas aos apóstolos: 
«A morte foi vencida, o Cristo Deus ressuscitou, 
revelando ao mundo a grande misericórdia!»

Apolitikion da Festa (Modo 1)

Batizando-te no Rio Jordão, ó Senhor,
manifestou-se a adoração à Trindade.
A voz do Pai, porém, testemunhou,
chamando-Te «Filho amado»,
e o Espírito Santo, aparecendo em forma de pomba,
confirmou a exatidão desta palavra.
Ó Cristo Deus que vieste e iluminaste o mundo,
Senhor, glória a Ti!

Theotokion

O mistério eternamente oculto e dos anjos desconhecido, 
através de ti, ó Mãe de Deus, encarnando-se, apareceu na terra,
voluntariamente aceitou a Cruz, e com ela ressuscitou o primeiro criado,
e salvou da morte as nossas almas.

Kondakion da Festa (Modo 4)

Salva, Senhor, o teu povo
e abençoa a tua herança!
A ti Senhor, eu clamo, Deus meu,
presta ouvidos aos meus rogos

Kondakion

O Salvador e Redentor meu, sendo Deus, 
rompeu as portas do Hades, 
libertando de suas cadeias os habitantes da terra, 
e, sendo Soberano, ressuscitou ao terceiro dia.

Prokimenon

Tu és bendito Senhor, Deus de nossos pais
e teu nome é louvado e glorificado pelos séculos.

Pois és justo em todas as coisas que nos fizeste
tuas obras são verdadeiras e retos os teus caminhos.

Epístola

[Ef 4, 7-13 ]

Epístola do Apóstolo São Paulo aos EFÉSIOS.

rmãos, a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens. Ora, isto-ele subiu-que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

Cinge a tua espada, com majestade e esplendor,
cavalga vitorioso, pela causa da verdade e da justiça.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Amaste a justiça e detestaste a iniqüidade,
por isso Deus te ungiu com o óleo da alegria.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[Mt 4, 12-17]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateu.

aquele tempo, quando soube que João tinha sido preso, Jesus retirou-se para a Galiléia. Deixou Nazaré, e foi morar em Cafarnaúm, às margens do mar da Galiléia, no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: «Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região além do Jordão, Galiléia entregue às nações pagãs! O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e uma luz brilhou para os que viviam na região sombria da morte.» Daí em diante, Jesus começou a anunciar: «Convertei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo».

 

Kinonikon (Modo 2 Plagal)

Manifestou-se a Graça de Deus que a todos salva!
Aleluia, aleluia, aleluia!

OBS.:

  • Na Bênção Final acrescenta: Que aquele que quis ser batizado por João, no Jordão, para nossa salvação, o Cristo... ;
  • Encerramento da Festa no dia 14.

A Epifania de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo

ão Paulo escreve à Comunidade de Éfeso, instruindo-a que a Igreja se edifica pela variedade dos dons e pela participação de cada fiel na vitalidade do único Corpo de Cristo. Tais dons são recebidos no Batismo e colocados ao serviço de toda a Igreja. Põe em relevo a origem única e generosa do dom concedido a cada um. É uma afirmação da fé em Cristo, Principio e Fim de tudo.

A Fonte dos dons eclesiais é o Cristo Glorioso, O que está sentado à direita do Pai. Esclarece depois a função e o objetivo dos dons que se concretizam nos ministérios. O objetivo essencial das diversas funções é favorecer o Corpo de Cristo na Unidade e na Caridade.

No Domingo após a Epifania do Senhor, tendo celebrado o seu santo Batismo, o evangelista Mateus nos narra os episódios que sucederam o período de quarenta dias no deserto:

«Em seguida o Espírito impeliu Jesus para o deserto. Jesus ficou no deserto durante quarenta dias, e ai era tentado por Satanás. Jesus vivia entre os animais selvagens e os anjos O serviam» (Mc 1, 12-13).

O Senhor, após seu Batismo no Rio Jordão, é guiado pelo Espírito ao deserto e lá confronta-se com as provações. Jesus venceu todas as tentações.

O início de sua pregação aconteceu após a prisão de João, o Precursor, daquele que veio preparar sua vinda.

«Depois que João Batista foi preso, Jesus voltou para a Galiléia, pregando a Boa Notícia de Deus: 'O tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo: convertam-se e creiam no Evangelho» (Mc 1, 14-15).

E começa dizendo que o tempo da espera tinha chegado ao fim: "o tempo já se cumpriu". João Batista anunciava por sua pregação o caminho de preparação para a vinda do Messias. Jesus, porém, não anunciou sua chegada, mas que o Reino de Deus já estava no meio deles. Sua pregação não era em torno de sua própria Pessoa. Ele não chamava atenção sobre Si mesmo; mas anunciava que o tempo da libertação definitiva já havia chegado.

A breve mensagem de Jesus soava como a do Batista. Só que Jesus a personificou e, o arrependimento que pedia era para receber o Evangelho. O Reino de Deus se fez, portanto, presente e atuante na pessoa de Jesus. Como o Batista, Jesus também exigia conversão: "convertam-se". Mas não era mais uma conversão na expectativa da vinda do Filho de Deus. A conversão acontecia porque o Senhor do Céu e da Terra, o Filho Unigênito de Deus já estava entre os homens.

A missão do Senhor, portanto, teve inicio após estes dois grandes acontecimentos: o Batismo e o tempo de oração no deserto. Das águas vivificantes do Jordão e da aridez do deserto nasceram o impulso do anúncio do Reino de Deus.

Assim como o Batismo do Senhor O levou à Missão Evangelizadora, também nosso Batismo deve frutificar em momentos de graça. O Batismo nos convida à oração e à meditação; nos convida ao deserto onde podemos fazer a experiência do encontro pessoal com Deus. Depois, iluminados e revestidos da Graça, poderemos partir para a missão e pregar «aquilo que vimos, ouvimos e sentimos» (São Paulo).

Após a Epifania, os evangelhos não mencionam mais nenhum batismo até a Ressurreição do Senhor, quando os discípulos receberam d'Ele a ordem de batizar a todos.

O acontecimento no Jordão e o início de sua pregação na Galiléia revestem-se de especial relevância, bem maior que a de simples dados biográficos ou históricos. Eles revelam de fato, quem é Jesus na História da Salvação. Tanto nos Evangelhos como nos Atos dos Apóstolos, o Batismo do Senhor é visto como ponto de partida do Mistério da Salvação e da Redenção do mundo.

Para São Clemente de Alexandria (+215) «O Batismo é iluminação, regeneração, banho e, através dele, nos tornamos filhos de Deus, recebendo a imortalidade.» Deus nos fez para a vida e não para a morte. Deus nos fez para a Luz e não para as trevas. Uma vez iluminados e viventes, nosso compromisso é nos conformar gradativamente a Cristo, vivendo sob a luz de seus ensinamentos: amando, perdoando e proclamando sem cessar a todos a Boa-Nova da Salvação que Ele nos trouxe.

Santo Irineu († 202) defendeu em seus escritos o batismo administrado às crianças e não somente aos adultos «para que a Graça Divina - diz ele - seja dada a todos desde cedo, para que sua missão comece igualmente cedo.»


Fontes:

GOEDERT, Valter. Teologia do Batismo. São Paulo - Ed. Paulinas - 1987
BALANCIN, Euclides Martins. Como ler o Evangelho de Marcos. São Paulo - Ed. Paulus - 2000
FABRIS, Rinaldo. Cartas de São Paulo - São Paulo. Ed. Loyola - 1996

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