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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 16 de Abril de 2017:

«Domingo da Santa PÁSCOA da Ressurreição
de Nosso Senhor, Deus e Salvador Jesus Cristo»

(Início do tempo do «Pentekostarion» - Modo Próprio)

Memória das Santas Virgens Ágape, Irene, Chiônia,
mártires de Dálmata (início do séc. IV).

A Ressurreição e a vitória de Cristo é reafirmada nesta manhã. O evangelho é lido em diversos idiomas para mostrar a universalidade da Boa-Nova da Ressurreição a todos os povos da terra. Amor, perdão, reconciliação, triunfo e alegria são os dons que recebemos, pois Cristo viveu, morreu e triunfou por nossa salvação.

Este tempo abrange as oito semanas que seguem a Páscoa: sete semanas, da Páscoa até o Pentecostes; uma semana do Pentecostes até o Domingo de Todos os Santos.

Issodikón

Bendizei a Deus nas vossas assembléias
Bendizei o Senhor, filhos de Israel!
Salva-nos, ó Filho de Deus,
que ressuscitaste dentre os mortos,
a nós que a Ti cantamos: Aleluia!

Apolitikion (Modo Plagal 1)

Cristo ressuscitou dos mortos;
venceu a morte pela morte;
e aos que estavam no túmulo,
Cristo deu a vida.

Hipacoï

As companheiras de Maria, tendo chegado antes do raiar da aurora,
e encontrando removida a pedra do túmulo,
ouviram um Anjo dizer-lhes: Por que procurais, como a um homem
e entre os mortos, aquele que vive na luz eterna?
Vede as faixas funerárias; correi e anunciai ao mundo
que o Senhor ressuscitou, tendo vencido a morte,
pois ele é o Filho de Deus, que salva o gênero humano.

Kondakion (Modo 2)

Tendo descido ao túmulo, ó imortal,
Tu destruíste o poderio dos infernos
e levantaste-te como vencedor, ó Cristo Deus,
Tu, que disseste às mulheres miróforas: rejubilai!
E aos apóstolos, dás a paz,
Tu que ressuscitas aqueles que sucumbiram.

Kondakion

Ó admirável e protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador,
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores;
mas apressa-te em socorrer-nos, como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé:
Roga por nós, junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Trisagion

Vós que fostes batizados em Cristo,
de Cristo vos revestistes. Aleluia! (3 vezes)

Glória ao Pai...

De Cristo vos revestistes. Aleluia!

Vós que fostes batizados em Cristo,
de Cristo vos revestistes. Aleluia!

Prokimenon

Este é o dia que o Senhor fez,
exultemos e alegremo-nos nele!

Dai graças ao Senhor porque ele é bom,
e a sua misericórdia é eterna.

Epístola

[At 1, 1-8]

Livro dos Atos dos Apóstolos.

m minha primeira narração, ó Teófilo, contei toda a seqüência das ações e dos ensinamentos de Jesus, desde o princípio até o dia em que, depois de ter dado pelo Espírito Santo suas instruções aos apóstolos que escolhera, foi arrebatado (ao céu). E a eles se manifestou vivo depois de sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas do Reino de Deus. E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias. Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel? Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.

Aleluia

Tu te levantarás e terás piedade de Sião, Senhor
pois o tempo de te compadeceres dela, o tempo determinado já chegou.

O Senhor olha do alto dos céus e vê a todos os filhos dos homens.

Evangelho

[Jo 1, 1-17]

Prólogo do Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.

o princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho dele, e exclama: Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim. Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

Hirmos

Um Anjo exclamou: Ó Cheia de graça, Virgem pura rejubila!
De novo digo, rejubila! teu Filho ressuscitou do túmulo ao terceiro dia.

Resplandece, resplandece, ó Nova Jerusalém!
Pois a glória do Senhor brilhou sobre ti!
Exulta agora e alegra-te Sião!
E Tu, ó Mãe de Deus toda pura,
rejubila na ressurreição do teu Filho!

Kinonikon

Tomai o Corpo de Cristo
e provai da fonte imortal. Aleluia!

Obs.:

  1. Em vez de “Recebei-me hoje, participante...”, repete-se o Canto da Comunhão “Tomai o Corpo de Cristo ...”
  2. Canta-se “Cristo ressuscitou dos mortos ...” uma vez no lugar de “Vimos a verdadeira Luz ...”; três vezes no lugar de “Bendito seja o nome do Senhor ...”
  3. Em vez de “Pelas orações dos nossos santos padres ...” diz-se “Cristo ressuscitou dos mortos...”
  4. No Ofício de Vésperas lê-se o Evangelho de Jo 20, 19-25 em várias línguas pelos sacerdotes e diáconos.
  5. Na semana da Páscoa e no dia do encerramento da festa, quarta-feira antes da Ascensão, a Missa é igual a do dia da Páscoa.
  6. Depois da Bênção Final, o sacerdote diz, alternando com os fiéis:

S. - Cristo ressuscitou! (3 x)
T. - Verdadeiramente ressuscitou!

S. - Glória à sua Ressurreição ao terceiro dia!
T. - Veneramos sua Ressurreição ao terceiro dia!

 

s primeiros sinais da Ressurreição são de ausência: Jesus não estava mais lá onde havia sido sepultado. A pedra fora do lugar, o sepulcro vazio, os lençóis e o sudário abandonados faziam parte do cenário que Maria de Magdala vislumbrava. Ela, a primeira mensageira do sepulcro vazio, a evangelista da ressurreição, correu para chamar os discípulos, ainda temerosos com os acontecimentos vividos naqueles dias. Encontrou Pedro e João que se lançaram em direção ao inexplicável. Não acharam o que procuravam! Aquela ausência, aquele vazio são preenchidos por uma nova realidade: a perplexidade.

Os discípulos voltaram para casa, deixando o cenário livre para Maria. Repetiu-se o fato: Jesus e Maria se encontram a sós, como em Samaria, quando estava prestes a ser apedrejada. Parece que as testemunhas dos diálogos entre o Senhor e Maria se esvaem. Antes pela inconveniência de escutar aquelas palavras que feriam o orgulho: “se alguém não tiver pecado, atire a primeira pedra”; agora, eles se vão pelo excesso de silêncio. Justamente neste diálogo, sem testemunhas, ela reconhece o Senhor e imediatamente o chama de “Raboni”, ou seja, Mestre.

Embora fosse conhecida pelos discípulos novamente vai ao encontro deles pra lhes dizer: “Eu vi o Senhor”, mas eles não acreditam.

A incredulidade dos discípulos não diminui a alegria de Maria, pois momentos mais tarde o próprio Ressuscitado, trazendo-lhes a paz, invadirá o cenáculo confirmando o que Maria anunciou.

A partir de então os apóstolos não sentiriam mais constrangimento nem desprezo pelo povo que codinomeavam seu Mestre de “Crucificado”. Estes sentimentos transformam-se em coragem e missão. Os primeiros missionários do cristianismo anunciavam o “Ressuscitado” para transformar a vida de muitos. E esta força provinha da fé ratificada pela visão.

A nós, destinatários das palavras do Senhor: «Bem-aventurados são os que não viram mais acreditaram», cabe a fé, dom e graça de Deus!”

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