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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 07 de Maio de 2017:

«Domingo do Paralítico»

(4º Domingo da Páscoa - Modo 3º)

Comemoração de São Constantino – Aparição do Sinal da Santa Cruz.

Matinas

Evangelho

[Lc 24, 13-35]

Evangelho de Jesus†Cristo segundo o Evangelista São Lucas.

aquele mesmo dia, dois deles estavam indo para um povoado chamado Emaús, a onze quilômetros de Jerusalém. No caminho, conversavam a respeito de tudo o que havia acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles; mas os olhos deles foram impedidos de reconhecê-lo. Ele lhes perguntou: "Sobre o que vocês estão discutindo enquanto caminham? " Eles pararam, com os rostos entristecidos. Um deles, chamado Cleopas, perguntou-lhe: "Você é o único visitante em Jerusalém que não sabe das coisas que ali aconteceram nestes dias?" "Que coisas? ", perguntou ele. "O que aconteceu com Jesus de Nazaré", responderam eles. "Ele era um profeta, poderoso em palavras e em obras diante de Deus e de todo o povo. Os chefes dos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram; e nós esperávamos que era ele que ia trazer a redenção a Israel. E hoje é o terceiro dia desde que tudo isso aconteceu. Algumas das mulheres entre nós nos deram um susto hoje. Foram de manhã bem cedo ao sepulcro e não acharam o corpo dele. Voltaram e nos contaram que tinham tido uma visão de anjos, que disseram que ele está vivo. Alguns dos nossos companheiros foram ao sepulcro e encontraram tudo exatamente como as mulheres tinham dito, mas não o viram". Ele lhes disse: "Como vocês custam a entender e como demoram a crer em tudo o que os profetas falaram! Não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória?" E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras. Ao se aproximarem do povoado para o qual estavam indo, Jesus fez como quem ia mais adiante. Mas eles insistiram muito com ele: "Fique conosco, pois a noite já vem; o dia já está quase findando". Então, ele entrou para ficar com eles. Quando estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles. Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram, e ele desapareceu da vista deles. Perguntaram-se um ao outro: "Não estavam ardendo os nossos corações dentro de nós, enquanto ele nos falava no caminho e nos expunha as Escrituras?" Levantaram-se e voltaram imediatamente para Jesuralém. Ali encontraram os Onze e os que estavam com eles reunidos, que diziam: "É verdade! O Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!" Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como Jesus fora reconhecido por eles quando partia o pão.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição

Rejubilem-se os Céus e alegre-se a terra,
pois o Senhor manifestou a força de seu braço;
e com sua morte venceu a morte,
tornou-se o Primogênito dentre os mortos;
libertou-nos do seio dos infernos,
revelando ao mundo a grande misericórdia!

Theotokion

Tu, que te preocupavas com a salvação do gênero humano
a ti cantamos, Virgem Mãe de Deus!
Teu Filho e nosso Deus, com o puríssimo corpo recebido de ti,
padecendo os sofrimentos da cruz livrou-nos da iniqüidade,
Ele, o amigo dos seres humanos.

Kondakion

Hoje te levantaste da tumba, ó Compassivo,
e nos conduziste para fora das portas da morte,
Hoje Adão dança e Eva se regozija
e com eles os Profetas e os Patriarcas
louvam sem cessar o divino poder de tua autoridade.

Kondakion do Paralítico

Ó Senhor, como curaste outrora o paralítico,
faz levantar, por tua divina Providência,
minha alma paralisada
por toda a espécie de pecados e de obras más,
a fim de que, salvo, eu aclame:
Glória ao teu Poder, ó Cristo Misericordioso!

Kondakion da Páscoa

Tendo descido ao túmulo, ó imortal,
Tu destruíste o poderio dos infernos
e levantaste-te como vencedor, ó Cristo Deus,
Tu, que disseste às mulheres miróforas: “Rejubilai”;
e aos Apóstolos, dás a paz,
Tu que ressuscitas aqueles que sucumbiram.

Prokimenon

Cantai salmos ao nosso Deus, cantai;
cantai salmos ao nosso Rei, cantai!

Nações, aplaudi todas com as mãos,
clamai a Deus com vozes alegres.

Epístola

[At 9, 32-42]

Livro dos Atos dos Apóstolos.

aqueles dias, Pedro, que caminhava por toda parte, de cidade em cidade, desceu também aos fiéis que habitavam em Lida. Ali achou um homem chamado Enéias, que havia oito anos jazia paralítico num leito. Disse-lhe Pedro: Enéias, Jesus Cristo te cura: levanta-te e faze tua cama. E levantou-se imediatamente. Viram-no todos os que habitavam em Lida e em Sarona, e converteram-se ao Senhor. Em Jope havia uma discípula chamada Tabita - em grego, Dorcas. Esta era rica em boas obras e esmolas que dava. Aconteceu que adoecera naqueles dias e veio a falecer. Depois de a terem lavado, levaram-na para o quarto de cima. Ora, como Lida fica perto de Jope, os discípulos, ouvindo dizer que Pedro aí se encontrava, enviaram-lhe dois homens, rogando-lhe: Não te demores em vir ter conosco. Pedro levantou-se imediatamente e foi com eles. Logo que chegou, conduziram-no ao quarto de cima. Cercavam-no todas as viúvas, chorando e mostrando-lhe as túnicas e os vestidos que Dorcas lhes fazia quando viva. Pedro então, tendo feito todos sair, pôs-se de joelhos e orou. Voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te! Ela abriu os olhos e, vendo Pedro, sentou-se. Ele a fez levantar-se, estendendo-lhe a mão. Chamando os irmãos e as viúvas, entregou-lha viva. Este fato espalhou-se por toda Jope e muitos creram no Senhor.

Aleluia

Junto de Ti, Senhor, me refugiei;
não seja eu confundido para sempre.
Por tua justiça, livra-me.

Sê para mim um Deus protetor
e uma casa de refúgio para me salvar.

Evangelho

[Jo 5, 1-15]

Evangelho de Jesus†Cristo segundo o Evangelista São João.

aquele tempo, houve uma festa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Há em Jerusalém, junto à porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, que tem cinco pórticos. Nestes pórticos jazia um grande número de enfermos, de cegos, de coxos e de paralíticos, que esperavam o movimento da água. [Pois de tempos em tempos um anjo do Senhor descia ao tanque e a água se punha em movimento. E o primeiro que entrasse no tanque, depois da agitação da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse.] Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Vendo-o deitado e sabendo que já havia muito tempo que estava enfermo, perguntou-lhe Jesus: «Queres ficar curado?» O enfermo respondeu-lhe: «Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; enquanto vou, já outro desceu antes de mim». Ordenou-lhe Jesus: «Levanta-te, toma o teu leito e anda». No mesmo instante, aquele homem ficou curado, tomou o seu leito e foi andando. Ora, aquele dia era sábado. E os judeus diziam ao homem curado: «É sábado, não te é permitido carregar o teu leito». Respondeu-lhes ele: «Aquele que me curou disse: Toma o teu leito e anda». Perguntaram-lhe eles: «Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda?» O que havia sido curado, porém, não sabia quem era, porque Jesus se havia retirado da multidão que estava naquele lugar. Mais tarde, Jesus o achou no templo e lhe disse: «Eis que ficaste são; já não peques, para não te acontecer coisa pior». Aquele homem foi então contar aos judeus que fora Jesus quem o havia curado.

 

o celebrarmos a «Festa do Paralítico» notamos que a cronologia toma uma posição secundária e a sua relevância cede lugar ao conteúdo da mensagem que tal festa se propõe a comunicar.

O Calendário Litúrgico bizantino, neste tempo Pascal, faz uma cisão no tempo e enxerta nele acontecimentos ricos e densos de significado que nos convidam a uma profunda reflexão. Do mesmo modo como a paralisia corporal nos torna imóveis e insensíveis, porque a dinâmica da vida e da ação fica comprometida, da mesma forma podemos estar sofrendo da paralisia espiritual, sem que tenhamos consciência dela. Se estivermos ainda alheios ou indiferentes às alegrias pascais e ao que ela deveria significar para nossa vida de cristãos, temos aí fortes indícios de que padecemos de tal enfermidade.

Jesus

A Ressurreição do Senhor nos convida a um apostolado que exige maior dinamismo, energia, vivacidade e coragem. Para tanto é necessário estarmos unidos intimamente ao Senhor, o Doador da Vida, da força e da luz, a fim de levarmos Vida em abundância àqueles necessitados e carentes destes dons. A nossa missão de cristãos é proclamar a Realeza do Senhor Jesus, anunciando-a com palavras e obras. Esta dinâmica exige movimento, agilidade, destreza e não um acomodamento mórbido e indolente. Essas atitudes devem ser demonstradas em gestos concretos de nosso cotidiano.

Poderão muitas pessoas experimentar o amor de Deus através de nosso otimismo, de nossa esperança, de nossas atitudes, por mais simples que sejam, pois elas estarão alicerçadas numa fé madura. Esforcemo-nos portanto, por afastar de nosso convívio o mau humor, a melancolia, a apatia, a estagnação. Tudo isso denuncia uma fé ainda paralisada, de pouca consistência. Deus nos quer felizes e, no lar cristão, a felicidade deverá sempre ocupar o hall de entrada. Um lar cristão deve ser dinâmico, gerar virtudes cristãs, mesmo que estas sejam pouco valorizadas pelo mundo.

É preciso frisar, entretanto, que não conseguimos adquirir tais virtudes com intempestuosos esforços esporádicos, mas sendo perseverantes na luta, com a constância em nossos esforços.

Na medida de nossa responsabilidade como pastores e/ou educadores (bispos, sacerdotes, pais, professores...), somos chamados a testemunhar com alegria, entusiasmo e responsabilidade a Ressurreição do Senhor e, sempre caminhantes, em movimento. A paralisia espiritual não pode fazer parte de nossa vida.

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