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| Domingo, 23 de dezembro: | ||||||||||||||||||||||||||
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«Domingo Antes do Natal ou Domingo da Genealogia» Quinto tom:Apolitikion (tom 5) Glorifiquemos fiéis, e adoremos o Verbo Divino, Apolitikion da Festa Quão grandiosos são os efeitos da fé! Kondakion (tom 5) Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo. Desceste ao Hades, ó Salvador meu, Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém Alegra-te, ó Mãe de Deus, porta do Senhor!
Quando este domingo cair no dia 18 ou 19, canta-se o: Kondakion do "Domingo do Antepassados Ó, três vezes bem-aventurados,
Quando este domingo cair entre os dias 20 e 24, canta-se: Kondakion Alegra-te, Belém, prepara-te, Éfrata! Kondakion da Vigília do Natal Hoje a Virgem vem à gruta Prokímenon Tu és bendito Senhor, Deus de nossos pais Pois és justo em todas as coisas que nos fizeste EPÍSTOLA: «Vantagens da fé demonstradas pelo exemplo de Abraão e Sara e dos antepassados, desde a sua entrada na terra prometida». Hb 11, 9-10; 32-40 Leitura da Epistola de Sao Paulo aos Hebreus rmãos, pela fé, Abrão foi residir como estrangeiro na terra prometida. Morou em tendas juntamente com Isaac e Jacó, que também eram herdeiros da mesma promessa. Abraão esperava a cidade bem alicerçada, cujo arquiteto e construtor é o próprio Deus. O que mais posso dizer? Eu não teria tempo, se quisesse falar de Gedeão, de Barac, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas. Graças à fé, eles conquistaram reinos, implantaram a justiça, alcançaram as promessas, taparam a goela dos leões, apagaram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, extraíram força da sua própria fraqueza, mostraram-se valentes na guerra e expulsaram invasores estrangeiros. E algumas mulheres recuperaram seus mortos, por meio da ressurreição. Outros foram esquartejados, recusando a libertação que lhes era oferecida, a fim de alcançarem uma ressurreição mais valiosa. Outros, enfim, foram humilhados e surrados, amarrados e jogados na prisão. Foram apedrejados, serrados ao meio, mortos a fio de espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelha e de cabra, necessitados, atribulados, maltratados. Esses homens tinham que vagar por desertos e montanhas, e refugiar-se em grutas e buracos. O mundo não era digno deles! Todos eles foram aprovados por Deus por causa da fé que tinham. Mas nenhum deles alcançou a promessa. Deus preparou para nós algo melhor, a fim de que, sem nós, eles não obtivessem a perfeição. Aleluia Aleluia, aleluia, aleluia! Ó Deus, ouvimos de nossos pais, com nossos próprios ouvidos, Os justos clamaram e o Senhor os ouviu EVANGELHO: «Genealogia de Jesus Cristo, sua concepção e seu nascimento» Leitura do Santo Evangelho de N. S. Jesus†Cristo, Mt, 1, 1-25
ivro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão foi o pai de Isaac; Isaac foi o pai de Jacó; Jacó foi o pai de Judá e de seus irmãos. Judá, com Tamar, foi o pai de Farés e Zara; Farés foi o pai de Esrom; Esrom foi o pai de Aram. Aram foi o pai de Aminadab; Aminadab foi o pai de Naasson; Naasson foi o pai de Salmon. Salmon, com Raab, foi o pai de Booz; Booz, com Rute, foi o pai de Jobed; Jobed foi o pai de Jessé; Jessé foi o pai de Davi. Davi, com aquela que foi mulher de Urias, foi o pai de Salomão. Salomão foi o pai de Roboão; Roboão foi o pai de Abias; Abias foi o pai de Asa. Asa foi o pai de Josafá; Josafá foi o pai de Jorão; Jorão foi o pai de Ozias. Ozias foi o pai de Joatão; Joatão foi o pai de Acaz; Acaz foi o pai de Ezequias. Ezequias foi o pai de Manassés; Manassés foi o pai de Amon; Amon foi o pai de Josias. Josias foi o pai de Jeconias e de seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. Depois do exílio na Babilônia, Jeconias foi o pai de Salatiel; Salatiel foi o pai de Zorobabel. Zorobabel foi o pai de Abiud; Abiud foi o pai de Eliaquim; Eliaquim foi o pai de Azor. Azor foi o pai de Sadoc; Sadoc foi o pai de Aquim; Aquim foi o pai de Eliud. Eliud foi o pai de Eleazar; Eleazar foi o pai de Matã; Matã foi o pai de Jacó. Jacó foi o pai de José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Messias. Assim, as gerações desde Abraão até Davi são catorze; de Davi até o exílio na Babilônia, catorze gerações; e do exílio na Babilônia até o Messias, catorze gerações. A origem de Jesus, o Messias, foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo. Não queria denunciar Maria, e pensava em deixá-la, sem ninguém saber. Enquanto José pensava nisso, o Anjo do Senhor lhe apareceu em sonho, e disse: «José, filho de Davi, não tenha medo de receber Maria como esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você lhe dará o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados.» Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: «Vejam: a virgem conceberá, e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus está conosco.» Quando acordou, José fez conforme o Anjo do Senhor havia mandado: levou Maria para casa, e, sem ter relações com ela, Maria deu à luz um filho. E José deu a ele o nome de Jesus.
calendário Litúrgico Bizantino festeja neste domingo que antecede o Natal, a Genealogia de Jesus, como filho da humanidade. Tanto São Lucas como São Mateus nomeiam as gerações que antecederam o nascimento do Filho de Deus. O primeiro capítulo do evangelho de Mateus situa Jesus no tempo e na história dos homens como parte principal do projeto de Deus. Já se mostra aqui todo o mistério da pessoa e da ação de Jesus, verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. São Lucas apresenta a genealogia, não no primeiro capítulo como faz São Mateus, mas no capítulo terceiro, após falar de João Batista que veio antes para preparar o caminho do Senhor. Depois de apresentar Jesus como Filho de Deus, Lucas O apresenta como Filho da Humanidade. A genealogia é uma forma de contar a história, que é uma sucessão de gerações. Orígenes, um dos padres da Igreja do século III, encontra nos textos sagrados de Mateus e Lucas base sólida para defender a dupla natureza do Messias. Ressalta que José é chamado o "esposo de Maria" e não, como era costume dizer, Maria como a esposa de José. Defende deste modo a linhagem de Jesus vindo de Maria.
Sua aspiração mais profunda era ter uma terra e uma descendência. Deus lhe prometeu ser pai de um grande povo e possuir uma terra imensa (Gn 12). Mas é em Jesus, que ecoa toda a aspiração e história de um povo particular que reflete a história de toda a humanidade. Podemos achar monótonas as listas de gerações que aparecem na Bíblia, inclusive esta, feita por Mateus. Falta compreensão de nossa parte. Acontece que para os antigos a história era uma sucessão de gerações. De pai (e mãe) para filhos passava não apenas a vida física, mas também todos os ideais e aspirações, problemas e lutas, vitórias e derrotas: "O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o esconderemos aos seus filhos; nós o contaremos à geração futura... os filhos que iriam nascer... Que se levantem e os contem aos seus filhos, para que ponham em Deus a sua confiança. .. para que não sejam como seus pais.. . cujo espírito não era fiel a Deus" (Salmo 78,1-8). A história, portanto, é uma transmissão da consciência e da experiência que pouco a pouco vão formando a sabedoria que ensina a viver. Ouvindo a história dos pais, os filhos aprendem a viver melhor. Sabedoria é discernir o caminho da vida, e bom-senso é caminhar por ele. Jesus é fruto de uma história de aspirações, buscas, lutas, derrotas e conquistas. Retomando toda a nossa história, ele nos ensina o caminho da vida, para que de fato encontremos aquilo que todos buscaram. O que buscamos? A realização de nossas aspirações mais profundas, que coincidem com o projeto de Deus: vida e liberdade para todos. Mas, para que todos tenham isso, é preciso justiça. E é exatamente o caminho da justiça que Jesus, segundo Mateus, vai nos ensinar. Jesus, portanto, responde não só à busca do seu povo, mas de todos os povos, de todos nós. Podemos não ver refletida n'Ele a nossa pessoa como ela é, mas, olhando bem, nele descobriremos nossas aspirações mais profundas, e a realização daquilo que Deus nos chamou a ser. Depois de contar a história do povo através de uma lista, Mateus conta como foi o nascimento de Jesus (1,1825). Não é uma crônica biográfica, mas o relato do mistério que cerca não só a vida de Jesus, mas a vida de toda a humanidade. Jesus não é apenas um filho da História Humana. Ele é o Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu Pai é Divino. N'Ele se resume o mistério que é a Vida. Deus tem a iniciativa, porque Ele é a Vida plena, geradora de toda vida. Maria, representante da humanidade que recebe a vida de Deus, em sua virgindade concebe a vida de Jesus de modo inteiramente inesperado. É o Espírito de Deus que nela, e em nós, produz a vida nova. Assim, o nascimento de Jesus, resposta de Deus aos anseios da humanidade, começa por nos ensinar que a vida é fruto da iniciativa de Deus em contato com a nossa atitude aberta e receptiva, como a atitude de Maria. "A Virgem acolheu em seu seio o Verbo Divino, o qual, desde a eternidade, coexistia com Deus. Fez-se grandioso templo da divindade, ela, morada humilde e humana. Aquele que não podia ser contido na pequenez do corpo humano, ei-Lo na estreiteza do ventre virginal. O anjo ao dizer "conceberás em teu ventre e darás à luz um menino" indica que é uma concepção real e não metafórica. È Deus que se encarna" . Com estas palavras S. Pedro Crisólogo, grande e eloqüente patrístico da igreja Indivisa do ano de 420, concluiu seu sermão de Natal. Jesus, o Emanuel, o Deus-conosco, nos ensina a obter a verdadeira liberdade e a viver a verdadeira vida, a fim de nos tornarmos o que Deus deseja. O termo "Deus conosco", diz São Gregório de Nissa, surpreendeu a todos, pois a divindade se aproximou da criatura, fez-se pequeno sem perder nada de sua essência. Deu à humanidade algo tão precioso que até mesmo as criaturas celestes se admiraram com tamanha doação. Ao refletirmos sobre a genealogia, preparemo-nos para as festividades do Natal, adorando o Deus-Menino nascido na gruta, cercado pelos animais e humildes pastores. Na aparência, um menino indefeso e frágil; na verdade, o DEUS Todo-poderoso! Fontes Consultadas : GOMES, C. Folch Antologia dos Santos Padres. Paulinas. 3ª Ed. São Paulo |
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