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| Domingo, 21 de Setembro: | ||||||||||||||||||||||||||||||||
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«Domingo após a Festa da Exaltação Apolitikion da Ressurreição (5º tom) Glorifiquemos fiéis, e adoremos o Verbo Divino, Kondakion Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo.Desceste ao Hades, ó Salvador meu, Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém Alegra-te, ó Mãe de Deus, porta do Senhor! Trisagion Diante da tua Cruz †, ó Mestre, nos prostramos Glória ao Pai † ... E glorificamos a tua santa Ressurreição. Diante da tua Cruz †, ó Mestre, nos prostramos Prokímenon: Tu, Senhor, nos guardarás e nos preservarás Salva-me, Senhor, porque o justo desapareceu, Epístola Gl 2,16-20 Leitura da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Gálatas Aleluia: Aleluia, aleluia, aleluia! Eu cantarei eternamente as tuas misericórdias, Senhor; Pois disseste: "A misericórdia elevar-se-á como um edifício eterno Evangelho Mc 8,34-9,1 Proclamação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Marcos
Hirmós: Ó Mãe de Deus, tu és o paraíso místico, Kinonikón Gravada está sobre nós, Senhor, Encerramento da festa no dia 21.
crucifixão era uma forma de pena oriental que foi introduzida no Ocidente pelos persas. Foi pouco usada pelos gregos, mas muito utilizada pelos cartagineses e romanos. Na literatura romana, a crucifixão é descrita como punição cruel e temida, não sendo aplicada aos cidadãos romanos, mas apenas aos escravos e aos não-romanos que houvessem cometido crimes atrozes, como assassinato, furto grave, traição e rebelião. Seguindo a forma romana de crucifixão Jesus provavelmente carregou somente a parte transversal da cruz, pois a parte vertical era deixada no local da execução à espera do condenado. Os braços eram inicialmente amarrados e somente ao chegar no local eram pregados ao madeiro. Acontecia o mesmo procedimento com as pernas e pés.
Uma inscrição com o nome do criminoso e a natureza do seu crime era feita sobre uma tabuinha, que o condenado levava pendurado no pescoço até o local da execução; essa tabuinha foi afixada acima da cabeça de Jesus na cruz. Por ironia de Pilatos, a inscrição de Jesus não indicava um crime, mas registrava simplesmente a expressão "rei dos judeus" (Mt 27,37). A inscrição era feita em três línguas: aramaico, o dialeto local; o grego, a língua do mundo romano e o latim, a língua oficial da administração romana. A morte de Jesus foi muito rápida. Ele ficou suspenso à cruz algumas horas. Geralmente a morte dos condenados à cruz se dava depois de alguns dias após pregado. Este foi o caso dos dois ladrões que ladeavam Jesus: foram- lhe quebradas as pernas para que o fim fosse apressado pois a Páscoa judaica se aproximava (Jo 19,32ss). No Novo Testamento, o simbolismo teológico da Cruz só aparece em uma afirmação do próprio Senhor e nos escritos de São Paulo. Jesus disse que aqueles que o seguem devem tomar a sua própria Cruz, perdendo assim a vida, para depois conquistá-la (Mt 10,38). Não se trata apenas de alusão à sua própria morte, mas também da afirmação de que seu seguimento exige a negação de si mesmo ( Mc 8,34), o total desprezo pela própria vida, pelo bem-estar, pelas posses pessoais, a tudo aquilo a que se deve renunciar para seguir Jesus. Paulo pregava o Cristo crucificado, embora isto fosse escândalo para os hebreus e loucura para os gentios (1Cor 1,23). A linguagem da Cruz é absurda para aqueles que, sem ela, se perdem; entretanto é poder de Deus para aqueles que se salvam. (1Cor 1, 18) Ao encerrarmos a Festa da Exaltação da Santa Cruz, cabe-nos dar à Cruz seu devido valor. O sofrimento nos dá a possibilidade da redenção. Reclamar dele nos atesta que ainda precisamos crescer espiritualmente. Bibliografia: S. João Crisóstomo (cerca de 345-407), bispo de Antioquia e depois de Constantinopla, doutor da Igreja - 4ª homilia sobre a 1ª Epístola aos Corintios S. João Crisóstomo: Homilia sobre: "Pai, se for possível" - "Os sofrimentos do Messias e a glória que viria após a sua Paixão" (1 Pe 1,11) Bibliografia: Mckenzie, John L, Dicionário Bíblico, Ed Paulinas, 1983
«A tua majestade suprema é proclamada pela boca das crianças, dos pequeninos» (Sl 8,3) S. João Crisóstomo, 4ª homilia sobre a 1ª Epístola aos Corintios A Cruz conquistou os espíritos a partir de pregadores ignorantes, e isso aconteceu no mundo inteiro. Não se tratava de questões banais, mas de Deus e da verdadeira fé, da vida segundo o Evangelho e do julgamento futuro. A Cruz transformou em filósofos gente simples e iletrada. Eis como «a loucura de Deus é mais sábia do que o homem e a sua fraqueza mais forte» (1Co 1,25). Como é que ela é mais forte? Porque se espalhou pelo mundo inteiro, submeteu todos os homens ao seu poder e resistiu aos inumeráveis inimigos que queriam fazer desaparecer o nome do Crucificado. Pelo contrário, esse nome cresceu e propagou-se; os seus inimigos foram destruídos, desapareceram; os vivos que combatiam um morto foram reduzidos à impotência... Na verdade, aquilo que os publicanos e os pegadores conseguiram pela graça de Deus, os filósofos, os oradores, os reis, em resumo, a terra inteira, em toda a sua extensão, não foi mesmo capaz de imaginar... Era pensando nisso que o apóstolo Paulo dizia: "A fraqueza de Deus é mais forte do que todos os homens". De outro modo, como é que estes doze pescadores, pobres e ignorantes, teriam podido imaginar tal feito?
«Os sofrimentos do Messias e a glória que viria após a sua Paixão» (1 Pe 1,11) Homilia sobre: «Pai, se for possível» Aproximando-se da morte, o Salvador exclamava: «Pai, chegou a hora, glorifica o teu Filho» (Jo 17,1). Ora a sua glória é a Cruz. Como poderia ele evitar aquilo que noutro momento solicita? Que a sua glória é a Cruz, ensina-o o Evangelho quando diz: "O Espírito Santo ainda não tinha sido derramado, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado" (Jo 7,39). Eis o sentido desta palavra: a Graça não tinha ainda sido concedida, porque Cristo ainda não tinha subido à Cruz para pôr fim às hostilidades entre Deus e os homens. Na verdade, foi a Cruz que reconciliou os homens com Deus, que fez da terra o Céu, que reuniu os homens aos anjos. Ela derrubou a cidadela da morte, destruiu o poder do demônio, libertou a terra do erro, estabeleceu os fundamentos da Igreja. A Cruz é a vontade do Pai, a glória do Filho, a jubilação do Espírito Santo. É o orgulho de São Paulo: «Que a minha única glória seja a Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo» (Gal 6,14). Bibliografia: S. João Crisóstomo (cerca de 345-407), bispo de Antioquia e depois de Constantinopla, doutor da Igreja - 4ª homilia sobre a 1ª Epístola aos Corintios S. João Crisóstomo: Homilia sobre: "Pai, se for possível" - "Os sofrimentos do Messias e a glória que viria após a sua Paixão" (1 Pe 1,11) Mckenzie, John L, Dicionário Bíblico, Ed Paulinas, 1983 |
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