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Domingo, 20 de Abril: |
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«Domingo de Ramos «Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém» (Domingo antes da Páscoa)
Liturgia de S. João Crisóstomo Issodikon O Senhor é Deus e a nós se revelou, Salva-nos, ó Filho de Deus, Apolitikion Ó Cristo Deus, dando-nos, antes da tua Paixão, Outro Apolitikion (4º tom) Fomos sepultados contigo pelo batismo, ó Cristo Deus, Hipacoï Os Judeus, louvaram primeiro a Cristo Deus com ramos Kondakion- (6º tom) Ó Cristo Deus, que nos céus estás sentado num trono, Prokimenon O Senhor é Deus e a nós se revelou. Louvai o Senhor, porque ele é bom, Epístola Fl 4,4-9 Leitura da Primeira Epístola aos Filipenses Aleluia Aleluia, aleluia, aleluia! Cantai ao Senhor um cântico novo, Todos as extremidade da terra Evangelho Jo 12,1-18 Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus †Cristo, segundo e evangelista São João No dia seguinte, uma grande multidão que tinha vindo à festa em Jerusalém ouviu dizer que Jesus se ia aproximando. Saíram-lhe ao encontro com ramos de palmas, exclamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor, o rei de Israel! Tendo Jesus encontrado um jumentinho, montou nele, segundo o que está escrito: Não temas, filha de Sião, eis que vem o teu rei montado num filho de jumenta (Zc 9,9). Os seus discípulos a princípio não compreendiam essas coisas, mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram de que isto estava escrito a seu respeito e de que assim lho fizeram. A multidão, pois, que se achava com ele, quando chamara Lázaro do sepulcro e o ressuscitara, aclamava-o. Por isso o povo lhe saía ao encontro, porque tinha ouvido que Jesus fizera aquele milagre. Hirmos O Senhor é Deus e a nós se revelou! Kinonikon O Senhor é Deus e a nós se revelou. OBS.: Em vez de "Vimos a verdadeira luz ..." canta-se o 1º Apolitíkion.
«O Domingo de Ramos»
A liturgia deste dia comemora este acontecimento; com os ramos nas mãos, nós nos identificamos com o povo de Jerusalém, com o qual saudamos o humilde Rei, recitando-lhe nossa Hosanna. Mas, qual é o sentido disto para nós, hoje? Primeiramente, nós proclamamos que o Cristo é nosso Rei e nosso Senhor. Muito freqüentemente nós nos esquecemos que o Reino de Deus já foi inaugurado, que no dia do nosso Batismo nós fomos feitos cidadãos dele, e que nós prometemos colocar nossa fidelidade a esse Reino acima de qualquer outra. Não esqueçamos que, durante algumas horas, o Cristo foi verdadeiramente Rei sobre a terra, Rei neste mundo que é o nosso. Por algumas horas apenas e numa única cidade. Mas, da mesma maneira que em Lázaro nós reconhecemos a imagem de todo homem, podemos ver nesta cidade o centro místico do mundo e de toda a criação. Tal é o sentido bíblico de Jerusalém, a cidade, o ponto focal de toda a história da salvação e da redenção, a santa cidade do Advento de Deus. O Reino inaugurado em Jerusalém é, pois, um Reino universal, abraçando todos os homens, e a criação inteira. .. por algumas horas, e entretanto, essas horas são decisivas; é a hora de Jesus, a hora do cumprimento por Deus de todas as suas promessas e de todas as suas vontades. Essas horas são o término de toda a longa preparação revelada pela Bíblia e o cumprimento de tudo aquilo que Deus quis fazer pelos homens. E assim, este breve momento de triunfo terrestre do Cristo adquire uma significação eterna. Ele introduz a realidade do Reino de Deus no nosso tempo, em cada uma de nossas horas, fazendo deste Reino aquilo que dá ao tempo o seu sentido, sua finalidade última. A partir dessa hora, o Reino é revelado ao mundo e sua presença julga e transforma a história humana. E quando do momento mais solene da celebração litúrgica, nós recebemos um ramo das mãos do padre, nós renovamos nossa promessa a nosso Rei, e nós confessamos que o seu Reino é o único objetivo de nossa vida, a única coisa que dá um sentido a ela. Nós confessamos também que tudo, na nossa vida e no mundo, pertence ao Cristo, que nada pode ser subtraído ao único e exclusivo Mestre e que nenhum domínio de nossa existência escapa de seu império e de sua ação redentora. Enfim, nós proclamamos a universal e total responsabilidade da Igreja com relação à história da humanidade e nós afirmamos sua missão universal. No entanto, nós sabemos, o Rei que os judeus aclamam hoje, e nós com eles, se encaminha para o Gólgota, para a cruz e para o túmulo. Nós sabemos que este breve triunfo é apenas o prólogo de seu sacrifício. Os ramos em nossas mãos significam, desde então, nosso ardor em segui-lo no caminho do sacrifício, nossa aceitação do sacrifício e nossa renúncia a nós mesmos, em que reconhecemos a única estrada real que conduz ao Reino. E, finalmente, os ramos, essa celebração, proclamam nossa fé na vitória final do Cristo. Seu Reino ainda está oculto e o mundo o ignora. O mundo vive como se o acontecimento decisivo jamais tivesse ocorrido, como se Deus não tivesse morrido na cruz e como se, nele, o homem não tivesse ressuscitado dentre os mortos. Mas nós, cristãos, cremos, na chegada desse Reino onde Deus será tudo em todos, e onde o Cristo aparecerá como o único Rei. As celebrações litúrgicas nos relembram acontecimentos passados; mas todo o sentido e toda a virtude da liturgia consistem precisamente em transformar a lembrança em realidade. Neste Domingo de Ramos, a realidade em questão é a nossa própria implicação neste Reino de Deus, é nossa responsabilidade a seu respeito. O Cristo não entra mais em Jerusalém; ele o fez de uma vez por todas. Ele não cuidou do "símbolo" e, certamente, não foi para que nós possamos perpetuamente "simbolizar" sua vida, que ele morreu na cruz. O que ele espera de nós, é um real acolhimento do Reino que ele nos trouxe. . . e se nós não estivermos prontos a sermos totalmente fiéis ao juramento que renovamos a cada ano, o Domingo de Ramos, se de fato não estivermos decididos a fazer do Reino a base de toda nossa vida, então nossa celebração é vã, vãos e sem significado são os ramos que levamos da igreja para nossas casas. Fonte: O Mistério Pascal - Comentários Litúrgicos «Eis o teu Rei que vem a ti, humilde, montado sobre um jumento, filho de uma burra» (Za 9,9) 1ª homilia para a Festa dos Ramos De uma homilia atribuída a Santo Epifânio* de Salamina (? - 403), bispo
«Rejubila, Filha de Sião»; enche-te de alegria, Igreja de Deus; «Eis que o teu rei vem a ti» (Za 9, 9). Avança ao seu encontro, apressa-te a contemplar a sua glória. Eis aí a salvação do mundo: Deus dirige-se para a cruz, o Desejado das nações (Ag 2, 7) faz a sua entrada em Sião. A luz aproxima-se; gritemos com o povo: «Hosana ao Filho de David! Bendito seja o que vem em nome do Senhor». O Senhor Deus apareceu-nos, a nós que estávamos sentados nas trevas e na sombra da morte (Lc 1, 79). Ele apareceu, ele que é a ressurreição dos que caíram, a libertação dos cativos, a luz dos cegos, a consolação dos aflitos, o descanso dos fracos, a fonte para os sedentos, o vingador dos perseguidos, o resgate dos que estão perdidos, a união dos divididos, o médico dos doentes, a salvação dos transviados. Ontem, Cristo ressuscitava Lázaro dos mortos; hoje, avança para a morte. Ontem arrancava Lázaro às faixas que o ligavam; hoje estende as mãos aos que o querem amarrar. Ontem, arrancava aquele homem às trevas; hoje, para os homens, ele mergulha nas trevas e na sombra da morte. E a Igreja está em festa. Começa a festa das festas, porque recebe o seu rei como um esposo, porque o seu rei está no meio dela. Notas: *Santo Epifanio (+403) – Grande batalhador contra heresias. Natural da Palestina, homem culto, foi superior de uma comunidade monástica em Euleterópolis (Judéia) e depois Bispo de Salamina, na Ilha de Chipre, foi defensor da Virgindade Perpétua de Maria
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