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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 10 de Dezembro de 2017:

«10º Domingo do Evangelho de Lucas»

(27º depois de Pentecostes - Modo 2)

Memória dos Santos Mártires Mena, Hermógenes
e Eugrafos de Alexandria († c. 313).


Matinas

EVANGELHO

(Lc 24,13-35)

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram. Perguntou-lhes, então: De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes? Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias? Perguntou-lhes ele: Que foi? Disseram: A respeito de Jesus de Nazaré... Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo. Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam. É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram. Jesus lhes disse: Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória? E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras. Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante. Mas eles forçaram-no a parar: Fica conosco, já é tarde e já declina o dia. Entrou então com eles. Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho. Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram... mas ele desapareceu. Diziam então um para o outro: Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam. Todos diziam: O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.

Divina Liturgia

Apolitikion

Quando desceste à morte, ó Vida imortal, 
aniquilaste os infernos pelo esplendor de tua divindade; 
e quando ressuscitaste os mortos das profundezas da terra, 
todas as potências celestes exclamaram: 
ó Cristo, nosso Deus, ó Autor da vida, glória a ti!

Theotokion

Teus méritos, ó Mãe de Deus, 
são glorificados acima de toda a razão. 
Na pureza selada, preservaste a tua virgindade; 
verdadeiramente mãe, és reconhecida, 
tu que deste à luz o verdadeiro Deus, 
roga-lhe que salve as nossas almas!

Kondakion

Tu te levantaste da tumba, ó Salvador onipotente, 
e o inferno, vendo esta maravilha, estremeceu de medo, 
os mortos ressuscitaram de seus túmulos; 
Adão e toda a criação se alegram contigo, 
e o mundo, ó Salvador meu, te louva para sempre.

Prokimenon

O Senhor é a minha força e o meu louvor,
e tornou-se a minha salvação.

O Senhor castigou-me duramente,
mas, à morte, Ele não me entregou.

EPÍSTOLA

[Ef 6,10-17]

Epistola do Santo Apóstolo Paulo aos Efésios.

rmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal {espalhadas} nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.

Aleluia

O Senhor te ouça no dia da tribulação,
te proteja o nome do Deus de Jacó!

Salva, Senhor, o teu povo, e abençoa a tua herança!

EVANGELHO

[Lc 13,10-17]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, ensinava Jesus no sábado numa das sinagogas.  E veio ali uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; andava ela encurvada, sem de modo algum poder endireitar-se. Vendo-a Jesus, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus. O chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias para serdes curados e não no sábado. Disse-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas, cada um de vós não desprende da manjedoura, no sábado, o seu boi ou o seu jumento, para levá-lo a beber? Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos? Tendo ele dito estas palavras, todos os seus adversários se envergonharam. Entretanto, o povo se alegrava por todos os gloriosos feitos que Jesus realizava.

 

A Mulher curada ao Sábado

ma mulher que freqüentava o Templo, portava deficiência física sofrendo com dores terríveis, pois era encurvada, desde seu nascimento. Jesus entrando naquele dia no Templo a encontrou e, compadecido de seu sofrimento a curou. Este milagre aconteceu num dia de Sábado, dia sagrado para o povo judeu, pois é o dia feito para o descanso do povo que trabalhava muitas horas durante a semana. O Judaísmo deu uma contribuição importante ao mundo, inserindo no trabalho uma ética onde o descanso é necessário e vital. A escravidão, realidade que o povo eleito viveu dolorosamente no Egito, era uma realidade execrável e jamais se poderia pensar em reviver esta situação. Por isso as normas e leis religiosas contribuíram para que o SHABAT fosse respeitado e jamais profanado. Aos poucos tais normas transformaram-se em um peso esmagador, impedindo as pessoas de até mesmo auxiliarem as outras, caso necessitassem.

Toda tradição ou norma religiosa deve ser compreendida à luz da história para que ela não se transforme num peso. Pois corremos o risco de cair no erro condenado pelo Senhor: sobrecarregar aos outros com fardos pesados, que nós mesmos não suportaríamos, em nome de uma tradição ou costume que mais geram inconformismos e paralisia. No entanto, a tradição ou costume no âmbito da religião, quando bem compreendida, ajudam-nos a perceber melhor a realidade que celebramos. Quando nos afastamos disto, nos tornamos duros de coração e cegos ante a necessidade do irmão mais fraco ou necessitado.

O Senhor, na mensagem do Evangelho de hoje, condena justamente esta falta de sensibilidade ante as necessidades do outro, em nome de um falso respeito às normas ou regras "sócio-religiosas". Precisamente num sábado e numa sinagoga, aos olhos de todos, manifestou o poder da Lei que liberta em detrimento das normas que destroem.

Ensina-nos assim que o ser humano é precioso aos olhos de Deus dando-nos, ele mesmo, o exemplo de serviço e cuidado com os que sofrem, revelando que isto é coisa agradável aos olhos de Deus.

A mulher, naquela condição de encurvamento físico, é também representação do povo israelita que vivia sob o peso dos fardos que lhes eram exteriormente impostos. Ao curá-la, Jesus provocou a imediata reação dos sumos sacerdotes judeus, incapazes de reconhecer o Poder Libertador de Deus que vem ao encontro do Ser humano para o qual o Sábado foi feito.

Jesus, através de suas palavras e obras, revela-nos a face amorosa e compassiva do Pai. E, para nos conduzir a Ele, propõe-nos caminhos, metas, jamais impondo.

O anúncio do Reino de Deus é proposta de conversão, de mudança de atitudes, mas dirigida sempre ao homem livre, supõe o acolhimento e a resposta livre de cada pessoa. Quando a religião oprime, distancia-se de sua essência, torna-se clandestina uma vez que escraviza os inocentes e oprime os fracos.

Do encontro pessoal com o SENHOR DA VIDA, a mulher encurvada sai curada. Restaurada em sua dignidade, recobra a coragem para viver e, certamente, anunciar e testemunhar a grande Misericórdia e o Poder de Deus manifestos através de sua deficiência.

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