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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 16 de dezembro, 2018:

«11º Domingo do Evangelho de Lucas»

(Domingo dos Ancestrais do Senhor)

(29º depois de Pentecostes - Modo 4º

Memória do Santo Profeta Ageu, († 516 a.C).

No domingo entre 11 e 17 de dezembro comemora-se a memória dos antepassados de Cristo Jesus, segundo a carne, e de todos os justos do Antigo Testamento que têm relação com o Salvador, desde Adão até a Virgem Maria .

Matinas

Evangelho

[Jo 20:1-10]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.

aquele tempo, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro. E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia não entrou. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis, e que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. Porque ainda não sabiam a Escritura, que era necessário que ressuscitasse dentre os mortos. Tornaram, pois, os discípulos para casa.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição (Modo 4º)

Ouvindo do Anjo o alegre anúncio da Ressurreição, 
que da antiga condenação nos libertou, 
as discípulas do Senhor, 
disseram envaidecidas aos apóstolos: 
«A morte foi vencida, o Cristo Deus ressuscitou, 
revelando ao mundo a grande misericórdia!»

Apolitíkion da Festa

Pela fé justificaste os Antepassados
e por eles desposaste a Igreja que é dos gentios.
Os santos se ufanam da glória,
porque da sua semente nasceu o fruto glorioso
o que te gerou sem semente.
Pelas suas orações, ó Cristo Deus,
salva as nossas almas!

Kondakion da Festa

Ó três vezes bem-aventurados,
não adoraste ídolo feito pela mão do homem,
mas, escudando-vos na essência indescritível
permaneceste de pé no meio de um fogo insuportável
e clamastes a Deus dizendo: «Vem ó Compassivo,
apressa-te em nos auxiliar, Tu que és bondoso
e podes tudo o que queres!»

Kondakion da Vigília do Natal

Hoje a Virgem vem à gruta
para dar à luz, de modo inefável,
o Verbo que existiu antes dos séculos.
Rejubila-te, ó terra, ao ouvir esta boa nova,
e glorifica com os Anjos e os pastores,
aquele que quis se fazer criança.
Ele, o Deus anterior aos séculos.

Prokimenon

Tu és bendito Senhor, Deus de nossos pais
e teu nome é louvado e glorificado pelos séculos.

Pois és justo em todas as coisas que nos fizeste
tuas obras são verdadeiras e retos os teus caminhos.

Epístola

[Cl 3:4-11]

Epistola do Apóstolo São Paulo as Colossenses.

rmãos, quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência; nas quais, também, em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas. Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca. Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos.

Aleluia (Modo 4º)

Aleluia, aleluia, aleluia!

Moisés e Aarão estavam entre os seus sacerdotes;
e Samuel entre aqueles que invocam o seu nome.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Os justos clamaram e o Senhor os ouviu;
e os livrou de todas as suas tribulações.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[Lc 14:16-24]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, o Senhor disse esta parábola: Alguém deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora do banquete, mandou seu servo dizer aos convidados: Vinde! Tudo está pronto. Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse; comprei um campo e preciso ir vê-lo. Peço que me desculpes. Um outro disse: comprei cinco juntas de boi e vou experimentá-las. Peço que me desculpes. Um terceiro disse: acabo de me casar e, por isso não posso ir. O servo voltou e contou tudo a seu Senhor. Então o dono da casa ficou irritado e disse: Sai depressa pelas ruas e praças da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. O servo disse: Senhor, o que mandaste fazer foi feito e ainda há lugar. O Senhor disse ao servo: sai pelas estradas e pelos cercados e faze com que as pessoas venham aqui para que minha casa fique cheia. Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete. Com efeito muitos são chamados, mas poucos os escolhidos.

Parábola do «Grande Banquete»

esta parábola, Jesus dá aos críticos e inimigos de sua conduta, a razão de sua predileção pelos pobres e marginalizados de seu tempo. O Reino de Deus é comparado ao banquete que um rei celebra por ocasião das bodas de seu filho. Para esta festa são convidadas pessoas importantes que fazem parte do primeiro escalão da sociedade. Por razões diversas se escusam de comparecer e tomar parte na festa, menosprezando um convite tão seletivo. O rei então, estende seu convite a todos que por ali passam ocasionalmente. Assim, a sala onde se realiza a festa, em pouco tempo, fica ocupada pelos que pertencem às classes mais inferior da sociedade: pobres, aleijados, coxos, viúvas, desempregados, entre outros. O anfitrião entra na sala e apresenta seu Filho aos que ali se encontram.

Jesus

Deus é este Anfitrião que chama a todos para participar das bodas de seu Filho com a natureza humana, iniciada com a sua Encarnação e consumada com a sua Ressurreição. É Ele o Rei que apresenta ao mundo o seu Filho Unigênito, o Esposo da Nova Aliança, o Esposo da Igreja anunciado pelos Profetas mas, rejeitado pelos "primeiros convidados". O convite à salvação assume, nesta analogia, uma fisionomia nova, a nupcial: o rei é Deus; o banquete é a Salvação que seu Filho, Deus feito homem, nos trouxe; os servos são os Profetas e os Apóstolos; os convidados que rejeitaram o convite são aqueles que, não acolhendo a mensagem do Reino, crucifixaram o Senhor. Finalmente, os que foram arrebanhados para a festa, nas ruas e encruzilhadas, são todos os destinatários da Boa-Nova, os pobres, os marginalizados, os rejeitados etc.

O Reino de Deus se abre a todos, bons e maus, pecadores e santos, gentios e pagãos, puros e impuros. O banquete de bodas é, portanto, o sinal do amor gratuito de Deus ao homem. Os que rejeitam este convite fecham-se ao amor misericordioso de Deus. É a atitude dos que pensam não necessitar da salvação.

O banquete está pronto. Encarnou-se o Filho de Deus e se oferece em sacrifício perpetuamente, em cada celebração litúrgica, pela salvação da humanidade. Eis porque Deus continua renovando o seu convite: “Ide pelas encruzilhadas dos caminhos e a todos que encontrardes, convidai-os para as bodas”. A sala da festa está cheia: bons e maus ali se encontram. É a imagem da Igreja aberta a todos.

A Eucaristia é o grande sinal do banquete do Reino que antecipa o eterno festim messiânico. Somos felizes, pois somos convidados para as bodas do Cordeiro. (cf Ap.19,9) Agora, pertencemos à Nova Jerusalém, a Jerusalém celeste.

Lamentavelmente, muitos ainda são os que continuam a recusar tal convite com as justificativas mais diversas. E, recusar o convite divino é fechar-se à Graça, é escusar-se de participar do banquete do amor e da fraternidade. O banquete não é exclusivo, mas é para todos os irmãos e, por isso, é festa.

São João Crisóstomo, na sua Homilia da noite da santa Ressurreição, presenteia-nos com uma das mais belas formulações do convite para o banquete celestial:

«[...] Entrai, pois, todos no gozo de nosso Senhor; primeiros e últimos recebei a recompensa; ricos e pobres, alegrai-vos juntos; justos e pecadores, honrai este dia; vós que jejuastes e vós que não jejuastes, regozijai-vos uns com os outros; a mesa é farta, saciai-vos à vontade; o vitelo é gordo, que ninguém se retire com fome; tomai todos parte no banquete da fé; participai todos da abundância da graça; que ninguém se queixe de fome, porque o reino universal foi proclamado; que ninguém chore por causa de seus pecados, porque o perdão jorrou do túmulo; que ninguém tema a morte, porque a morte do Salvador nos libertou a todos».

Hoje é um dia feliz para nós que escutamos o convite que brota deste Evangelho. Deus nos chama a todos para a festa de seu Filho. Vamos à Igreja com os irmãos celebrar a vitória da Cruz sobre a morte. Acolhamos ao convite do Rei que nos chama a tomar lugar no banquete de seu Filho. Vinde, exultemos de alegria no Senhor!


Bibliografia:

KONINGS, J. Espírito e Mensagem da Liturgia. Petrópolis: Ed. Vozes.
CARVAJAL, F. F. Falar com Deus. São Paulo: Ed. Quadrante.

«Parábola das Bodas»

esta parábola, Cristo trata da transferência do Reino de Deus do povo judeu a outros povos, na qual, os "convidados" representam o povo judeu, e os servos — os apóstolos e pregadores da fé cristã. Da mesma maneira que os "convidados" não quiseram entrar no Reino de Deus, a propagação da fé fora transferida "na encruzilhada" — a outros povos. Possivelmente, alguns destes povos não possuíam qualidades religiosas tão elevadas, contudo, manifestaram grande devoção nos serviços a Deus.

«O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho; e enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir. Depois enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas. Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu tráfico. E os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram. E o rei, tendo notícias disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade. Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. Ide pois às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. E os servos, saindo p elos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com vestido de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo vestido nupcial? E ele emudeceu. Disse então o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos» (Mt. 22:2-14).

No contexto de tudo o que foi dito, e das duas parábolas anteriores, esta parábola não exige explicações especiais. Como sabemos a partir da história, o Reino de Deus (Igreja) passou dos judeus aos povos pagãos, difundiu-se com êxito entre os povos do antigo império Romano, e iluminou-se na plêiade infinita dos fiéis a Deus.

O final da parábola dos convidados para as bodas, onde menciona-se o homem que não estava trajado com vestido de núpcias, parece um pouco obscuro. Para compreender esta passagem, deve-se conhecer os hábitos daquela época. Naqueles tempos, os reis, ao convidarem pessoas a uma festa, por exemplo, para uma festa de casamento de um filho do rei, ofertavam-lhes vestes próprias para que todos estivessem trajados de maneira limpa e bela durante o festejo. Mas, de acordo com a parábola, um dos convidados rejeitou o traje real, dando preferência às próprias vestes. Conforme se observa, ele fez isto por orgulho, considerando suas roupas melhores que as reais. Ao rejeitar as vestes reais, ele conturbou o bom andamento da festa e magoou o rei. Devido ao seu orgulho, foi enxotado da festa para as "trevas externas." Nas Escrituras Sagradas, as vestes simbolizavam o estado da consciência. Roupas claras, brancas, simbolizam a pureza e retidão da alma, que são ofertadas como dádivas de Deus, por Sua misericórdia. O homem que rejeitou as vestes reais representa os cristãos orgulhosos que rejeitam a bem-aventurança e a consagração de Deus, ofertadas nos mistérios bem-aventurados da Igreja. A estes "fiéis" jactanciosos podemos comparar os modernos sectários que rejeitam a confissão, a comunhão, e outros meios bem-aventurados oferecidos por Cristo para a salvação das pessoas. Considerando-se santos, os sectários depreciam a importância da quaresma cristã, do celibato voluntário, da vida monástica etc. , apesar das Sagradas Escrituras ressaltarem estes feitos. Estes fiéis imaginários, como escrevia o Apóstolo Paulo, "tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela" (2 Tim. 3:5). Pois a força da piedade não está no exterior, e sim nos feitos pessoais.

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