![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||
![]() |
|||||||||||||||||||||||||
| Domingo, 02 de dezembro | |||||||||||||||||||||||||
|
«14º Domingo do Evangelho de Lucas» (27º Domingo após Pentecostes) As vezes, este Evangelho é lido antes do Evangelho do Décimo Domingo. Se ele não for lido, é deixado de lado, a menos que a Páscoa seguinte caia entre 22 e 25 de abril. Neste caso, ele é lido no Domingo que cai entre 21 e 24 de janeiro. Também é preciso considerar que, se a Páscoa do ano em curso cai entre 22 e 23 de abril não se lê no domingo entre 2 e 3 de Dezembro, mas o do Décimo Sexto Domingo de Mateus Segundo tom:Apolitikion Quando desceste à morte, ó Vida imortal, Kondakion Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo. Tu te levantaste da tumba, ó Salvador Onipotente, Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém Teus méritos são glorificados acima de toda a razão, ó Mãe de Deus, Hino à Mãe de Deus Ó Admirável e Protetora dos cristãos Prokímenon O Senhor é a minha força e o meu louvor O Senhor castigou-me duramente, Epístola Ep.: Ef 6,10-17 Leitura da Epistola de Sao Paulo aos Efesios Aleluia Aleluia, aleluia, aleluia! Salva, Senhor, o teu povo Evangelho Leitura do Santo Evangelho de N. S. Jesus†Cristo, Lc 8, 35-43
A Cura do Cego de Jericó
ara chegar a Jerusalém, Jesus teve que atravessar o Rio Jordão e passar pela cidade das palmeiras, conhecida como Jericó. Dois grandes acontecimentos marcaram a presença de Jesus na cidade de Jericó: a cura de um cego e seu encontro com Zaqueu. Ambos encontraram-no e viram-no como o Messias. Antes mesmo de enxergar, o cego reconheceu Aquele que já os profetas do Antigo Testamento anunciavam: “Ele mesmo virá até nós e nos salvará. Então se abrirão os olhos dos cegos, os ouvidos dos surdos serão desobstruídos e coxo saltará como um cervo e a língua do mudo dará gritos de alegria” (Is 35). Zaqueu, por sua vez, ao vê-lo de longe, não se conteve e subiu num sicômoro, para ter dele uma visão melhor. O Evangelista Marcos nomeia este cego que também era mendigo, de Bartimeu- filho de Timeu (Mc 10, 46), Lucas prefere codinominá-lo de “o cego de Jerico”. Não importa o nome ou a situação vivida por ele, e sim, que aquele a quem faltava-lhe a visão corporal, teve olhos suficientes para enxergar Deus diante de si. Ele reconheceu o Messias e revelou a sua identidade: era o Filho de Davi. Aquele que era tão aguardado pelo povo escolhido e profetizado por Jeremias: “Eis que outros dias virão; e nesses dias e nesses tempos farei nascer de Davi um rebento justo que exercerá o direito e a equidade na terra. Não faltará jamais a Davi um sucessor que ocupará o trono da casa de Israel” (Jr 33,14-17). Ele via o que os outros (a multidão) não conseguia ver. Além de reconhecê-Lo como o Filho de Davi, chamou Jesus de “Senhor”. Antecipou em sua vida o que escreveu São Paulo à Comunidade de Filipos: “Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o Nome que está acima de todos os nomes, para que ao Nome de Jesus se dobre todo o joelho no céu e na a terra e nos infernos. E toda língua proclame que Jesus é o ‘Senhor’” ( Fl 2, 10-12).
Após a cura, narra o Evangelista que ele louvou a Deus e seguiu Jesus. Este é o itinerário que também nós, os cristãos batizados, precisamos fazer, o caminho que temos de trilhar: Reconhecer Jesus como nosso Salvador e Deus que atua no mundo também através de pessoas que por Ele são chamadas, dar-lhes glória pelos ofícios litúrgicos que com alma e verdade participamos e, em tudo, seguir seus ensinamentos. Aquele que acabara de ser curado, sentiu-se o destinatário exato do anúncio feito pelo profeta ao falar sobre o Nascimento do Filho de Deus entre nós: “O Povo que andava nas trevas viu uma grande Luz”. Para ele que outrora só tinha a companhia das trevas, pela palavra de Deus, a luz tornou-se algo real e inseparável. O Natal fez-se novamente, pois nasceu a luz para iluminar as trevas de sua vida. A Criação então pode ser contemplada de maneira inédita para mais um filho que antes era privado de sentir a indescritível sabedoria daquele que fez plasmar tudo do nada. Diante daquele filho curado, duas realidades divinas puderam ser veneradas: a Criação e a Encarnação do Verbo. A presença de Deus na História do homem fez com que o impossível se tornasse realidade. Ele não era o “povo” e nem o representava, mas fazia parte dele, era integrante da estirpe que pode receber em seu meio a Palavra Encarnada. Fazendo uso da admiração e da gratidão que o curado pudesse sentir, a Liturgia das Horas em suas Vésperas, tenta descrever tal realidade em alguns versos na chamada “Sétima Oração”: “Grande e Altíssimo Deus, Único e Imortal que habitas na luz inacessível, que criaste todas as coisas com sabedoria, separando a luz das trevas, dispondo o sol para reger o dia e as estrelas para iluminarem a noite; que nos concedeste a nós pecadores estar na tua presença com o coração contrito e apresentar nossa doxologia vespertina... Reveste-nos das armadura da luz, livra-nos do temor noturno e de todo o mal que se move nas trevas...”
|
|||||||||||||||||||||||||
|
© 2004-2008 ECCLESIA Brasil |
| Home | Igreja Ortodoxa | Patriarcado Ecumênico | Arquidiocese Grega | Monte Athos | | Calendário Ortodoxo | Canto Litúrgico Bizantino | Livro de Visitas | Links | N E W S | |
||||||||||||||||||||||||