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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 08 de Outubro de 2017:

«3° Domingo de Lucas»

(18° Domingo depois de Pentecostes - Modo 1°)

Memória de Santa Pelágia, a penitente (II metade do séc. V).

Matinas

Evangelho

[Jo 20, 1-10]

Evangelho de JesusCristo, segundo o Evangelista São João.

aquele tempo, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro. E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia não entrou. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis, e que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. Porque ainda não sabiam a Escritura, que era necessário que ressuscitasse dentre os mortos. Tornaram, pois, os discípulos para casa.

divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição

Embora a pedra fosse selada pelos judeus,
e teu imaculado Corpo fosse guardado pelos soldados,
ressussitaste ao terceiro dia, ó Salvador, dando a vida ao mundo.
Por isso, as potências celestes exclamaram, ó Autor da vida:
«Glória à tua ressurreição, ó Cristo!
Glória à tua realeza, glória à tua providência, ó Filantropo!»

Theotokion

Ó Virgem, quando Gabriel te saudou, dizendo: «alegra-te»
e, com sua voz, o Salvador encarnou-se em ti, tabernáculo santo;
e como falava o Justo Davi: «veio do céu trazendo o Criador de tudo».
Glória ao que habita em ti! Glória ao nascido de ti, e que nos libertou!

Kondakion

Sendo Deus, te levantaste do túmulo,
e devolveste a vida ao mundo;
por isso, a natureza humana te louva:
«a morte foi vencida, Adão se regozija, ó Mestre»;
e Eva, liberta agora das algemas da morte, com alegria exclama:
«tu, ó Cristo, és o que a todos dá a ressurreição!»

Prokimenon

Desça sobre nós a tua misericórdia, Senhor,
conforme a nossa esperança em Ti.

Exultai, ó justos, no Senhor,
pois aos retos convém o louvor.

Epístola

[2Cor 9, 6-11]

Segunda Epístola do Apóstolo Paulo aos Coríntians.

rmãos, o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra; conforme está escrito:Espalhou, deu aos pobres;a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus.

Aleluia

Deus assegura a minha vitória,
e me submete os meus adversários.

Salva maravilhosamente seu servo,
e usa de misericórdia com seu ungido.

Evangelho

[LC 7, 11-16]

Evangelho de JesusCristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, dirigiu-se Jesus a uma cidade chamada Naim. Iam com ele diversos discípulos e muito povo. Ao chegar perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto a ser sepultado, filho único de uma viúva; acompanhava-a muita gente da cidade. Vendo-a o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: «Não chores!» E aproximando-se, tocou no esquife, e os que o levavam pararam. Disse Jesus: «Moço, eu te ordeno, levanta-te». Sentou-se o que estivera morto e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe. Apoderou-se de todos o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: «Um grande profeta surgiu entre nós: Deus voltou os olhos para o seu povo».

 

«Moço, eu te ordeno, levanta-te»

ressurreição do jovem da cidade de Naím, para o Evangelista São Lucas, é um sinal da chegada dos tempos messiânicos, é uma amostra do que aconteceria após a consumação dos tempos, quando Jesus passaria pela experiência da morte, ressuscitando ao terceiro dia. Lucas é o único Evangelista a narrar este milagre.

Em Jesus se verificam todos os sinais messiânicos contidos nas profecias: "Então, se abrirão os olhos dos cegos e os ouvidos dos surdos; então o coxo saltará como o cervo, e a língua dos mudos gritará de alegria" (Is 35,5-6). O próprio Jesus, como testemunho de sua missão messiânica, mandava dizer ao Batista: "Ide dizer a João: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam" (Lc 7,22). Era o que acontecia à sua passagem. Nem a morte lhe punha resistência!

Nas proximidades de Naím, encontrou Jesus um cortejo fúnebre onde uma pobre viúva chorava a morte do seu único filho. De um lado seguia o cortejo da morte; do outro, a caravana da vida. Jesus foi ao encontro da morte, do sofrimento, para restaurar a vida que estava perdida. Diante daquele cenário moveu-se o Senhor de compaixão dizendo à mulher que já havia perdido seu marido e agora estava a sepultar seu único filho: "Não chores'" Lc 7,14 .

Jesus era extremamente sensível ao sofrimento humano. Todo o seu ministério foi pontilhado de experiências de compaixão. Não lhe passava despercebida nenhuma situação de dor e angústia. Sua sensibilidade era ainda mais aguçada quando se tratava de pessoas cuja condição social as tornava vulneráveis, vítimas da exploração e da marginalização.

Sem esperar ser solicitado, Jesus tomou a iniciativa de devolver a esperança ao coração daquela mulher, pois teve compaixão dela. Não se limitou, porém, a simples palavras de consolação. Restituiu a vida ao filho que era levado para a sepultura. Não esperou que aquela mãe ou outro familiar lhe suplicasse por um milagre ou declarasse publicamente sua fé - como quase sempre acontecia antes de um milagre - mas, movido de compaixão, diz: "Jovem, eu te ordeno, levanta-te!" Lc 7,15. Só o Senhor da Vida e da morte pode falar assim, e com palavras que produzem o que exprimem. "E sentou-se o morto e começou a falar. E o Senhor o entregou à sua mãe" Lc 7,16

Na época de Jesus, uma viúva ocupava uma situação social difícil. Aliás, toda mulher era vista como alguém dependente do marido ou do seu pai. Quando tornava-se viúva ficava a mercê de seu filho mais velho, pois quem herdava os bens deixados era o filho varão e nunca a esposa. Neste episódio do Evangelho, o filho era sua única herança, cuja proteção, moradia e bem estar, dele provinham.

A viúva deveria ainda vestir-se com trajes que a identificassem como tal. Por causa disso era taxada na sociedade como alguém indefesa, desprotegida, pobre e, por isso, vítima fácil de enganadores, agiotas, credores etc. A Igreja primitiva suplicava pela assistência prática às viúvas, providenciava-lhes alimentos e roupas (At 6,1). São Tiago diz que a assistência aos órfãos e às viúvas demonstra que grau de compreensão e adesão à Boa Nova de Jesus as pessoas viviam.(Tg 1,27). Ciente de toda esta situação, o Senhor deixa revelar sua dupla natureza: Ele é verdadeiramente homem, sensível ao sofrimento e às dores humanas; Ele é verdadeiramente Deus, o que perdoa os pecados e tem poder sobre a morte, operando o milagre da vida.

O milagre da ressurreição do jovem é pré-anúncio da Ressurreição do Senhor. Ao vê-lo, as pessoas que ali estavam e presenciaram a manifestação direta de Deus na história humana exclamavam: "Alegremo-nos, pois Deus visitou o seu povo". Hoje podemos afirmar que Deus já não somente nos visita, mas habita em nós. Cada cristão é uma tenda onde o Santo dos Santos faz sua morada. Ele está em nosso meio. O respeito pelo outro, no qual também Deus habita, também se fará mais visível quando de fato crermos nesta verdade.

Nosso Deus é o Deus da vida, e vida em plenitude. A ressurreição daquele jovem foi operada por Jesus que era Deus-homem. Nós, como filhos de Deus em Jesus Cristo, podemos contribuir para que o milagre da vida se faça, na recuperação, por exemplo, da dignidade de muitos jovens de nosso tempo que, aparentemente, estão como "mortos". Uma palavra, um encontro, um diálogo, a amizade podem significar o início de uma grande experiência de revivificação, de "ressurreição".

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Bibliografia:

STORNIOLO, Ivo. Como Ler o Evangelho de Lucas. São Paulo: Ed. Paulus.
MACKENZIE, John. Dicionário Bíblico. São Paulo: Ed. Paulinas, 1983.

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