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| Domingo, 02 de novembro: | ||||||||||||||||||||||||||
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«Quinto Domingo do Evangelho de Lucas»
Apolitikion da Ressurreição (3º tom) Rejubilem-se os céus e alegre-se a terra, Kondakion Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo. Hoje te levantaste da tumba, ó Compassivo, Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém Tu, que te preocupavas com a salvação do gênero humano Hino à Mãe de Deus Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador Prokímenon Cantai salmos ao nosso Deus, cantai! Nações, aplaudi todas com as mãos, Epístola Leitura da Epistola do Apóstolo Sao Paulo aos Gálatas (Ef 2,4-10)
Aleluia Aleluia, aleluia, aleluia! Junto de Ti, Senhor, me refugiei; Sê para mim um Deus protetor Evangelho NOTA. Este Evangelho é lido somente no domingo que cai entre 30 de outubro e 5 de novembro. Proclamação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas (Lc 16, 19-31)
Na Bíblia também encontramos diferentes interpretações para a pobreza e a riqueza. O Antigo Testamento vê na pobreza um sinal de maldição, escândalo e conseqüências de pecados. O rico é sinal visível da bênção divina e a característica dos amigos de Deus. No Novo Testamento o próprio Senhor se faz pobre com os pobres e amaldiçoa os opulentos: «Ai de vós ricos...» Mt 5. Jesus vê na riqueza o perigo da auto-suficiência e do afastamento de Deus e a insensibilidade perante as carências. O pobre é o primeiro destinatário da Boa Nova. A pobreza não é mais sinal de desgraça ou escândalo, mas é bem-aventurança. A descrição que o Senhor nos faz nesta parábola usa estes fortes contrastes: a grande abundância para um e a extrema necessidade para o outro. Dos bens, em si mesmos, nada se diz. O Senhor apenas sublinha o mal uso que dele se faz: roupas luxuosas e banquetes diários. Ao mendigo Lázaro nem se quer chegam as sobras. O Evangelho contrapõe a vida do rico banqueteador com a do pobre Lázaro. À primeira vista, parece não ter o primeiro outro pecado que o excessivo apego ao luxo e a boa mesa. Olhando atentamente, porém, observaremos um desinteresse absoluto para com Deus e para com o próximo. Vive para si como se Deus e os outros não existissem. Todas as suas preocupações limitavam-se a se banquetear esplendidamente cada dia, totalmente esquecido dos necessitados. Ele esqueceu-se de uma grande verdade que o Senhor nos lembra: nós não somos donos dos bens materiais que dispomos, apenas seus administradores. Parece que os bens do rico não tinham sido adquiridos de forma ilícita e, tampouco, a pobreza do Lázaro era culpa sua. Não se opunha a Deus nem explorava os pobres. Contudo, estava cego ante as necessidades do outro. Poderia ser mais feliz não buscando satisfações efêmeras de alguns poucos elogios sobre as belas festas que dava aos seus convivas, mas repartindo com os mais necessitados. Seu erro foi administrar os bens de Deus de forma egoísta e, por isso, equivocada. Não soube compartilhar. Não foi sua riqueza que o impediu de entrar no Reino dos Céus, mas o seu egoísmo; da mesma forma, Lazaro entrou no Céu não por ser pobre, mas porque foi humilde e resignado. A pobreza não é garantia de santidade, nem a riqueza é sinal de perdição. O egoísmo, que muitas vezes se concretiza na ânsia de usufruir sem medidas dos bens materiais, pode levar a tratar as pessoas como coisas, coisas sem valor. Todos temos ao nosso redor alguém necessitado, se não de bens materiais, necessitados de afeto, calor humano, de uma palavra amiga, de generosidade, de cordialidade e de confiança. Do uso que façamos dos bens que Deus depositou em nossas mãos depende a vida eterna. Por isso o Senhor nos diz que é melhor dar do que receber. Ganhamos mais dando do que recebendo: ganhamos a eternidade. Sendo generosos, descobriremos nos outros os filhos de Deus que necessitam de nosso apoio, de nossa companhia e solidariedade. A caridade é sempre realização do Reino dos Céus, e é a única bagagem que podemos levar. Os filhos de Deus têm coração generoso e bom pois nosso Pai é generoso e bom! Quem creu em Deus durante sua vida e n'Ele confiou, em Deus terá sua eterna herança. Mas quem somente se entregou aos prazeres da carne, comportando-se como se Deus não existisse, desprezando o Senhor na pessoa do irmão, permanecerá eternamente separado d'Ele. O Senhor é minha fortaleza e o meu refúgio, Fonte: Carvajal, Francisco F. «Falar com Deus». Editora Quadrante - S. Paulo, 1991 |
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