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Domingo, 02 de novembro:
 
 
 

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«Quinto Domingo do Evangelho de Lucas»

 

Apolitikion da Ressurreição (3º tom)

Rejubilem-se os céus e alegre-se a terra,
pois o Senhor manifestou a força de seu braço;
com sua morte venceu a morte,
tornou-se o primogênito dos mortos;
libertou-nos das entranhas dos infernos
revelando ao mundo a grande misericórdia!

Kondakion

Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo.

Hoje te levantaste da tumba, ó Compassivo,
e nos conduziste para fora das portas da morte,
Hoje Adão dança e Eva se regozija
e com eles os Profetas e os Patriarcas
louvam sem cessar o divino poder de tua autoridade.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém

Tu, que te preocupavas com a salvação do gênero humano
a ti cantamos, Virgem Mãe de Deus!
Teu Filho e nosso Deus, com o puríssimo corpo recebido de ti,
padecendo os sofrimentos da cruz livrou-nos da iniqüidade,
Ele, o amigo dos seres humanos.

Hino à Mãe de Deus

Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokímenon

Cantai salmos ao nosso Deus, cantai!
Cantai salmos ao nosso Rei, cantai!

Nações, aplaudi todas com as mãos,
aclamai a Deus com vozes alegres!

Epístola

Leitura da Epistola do Apóstolo Sao Paulo aos Gálatas

(Ef 2,4-10)

rmãos, asseguro-vos que o Evangelho pregado por mim não tem nada de humano. Não o recebi nem o aprendi de homem algum, mas mediante uma revelação de Jesus Cristo. Certamente ouvistes falar de como outrora eu vivia no judaísmo, com que excesso perseguia a Igreja de Deus e a assolava; avantajava-me no judaísmo a muitos dos meus companheiros de idade e nação, extremamente zeloso das tradições de meus pais. Mas, quando aprouve àquele que me reservou desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça, para revelar seu Filho em minha pessoa, a fim de que eu o tornasse conhecido entre os gentios, imediatamente, sem consultar a ninguém, sem ir a Jerusalém para ver os que eram apóstolos antes de mim, parti para a Arábia; de lá regressei a Damasco. Três anos depois subi a Jerusalém para conhecer Cefas, e fiquei com ele quinze dias. . Dos outros apóstolos não vi mais nenhum, a não ser Tiago, irmão do Senhor.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

Junto de Ti, Senhor, me refugiei;
não seja eu confundido para sempre,
por tua justiça, livra-me!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Sê para mim um Deus protetor
e uma casa de refúgio que me abrigue.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

NOTA. Este Evangelho é lido somente no domingo que cai entre 30 de outubro e 5 de novembro.

Proclamação do Santo Evangelho de Nosso Senhor JesusCristo, segundo o Evangelista São Lucas

(Lc 16, 19-31)

aquele tempo, o Senhor disse: Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e dava festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, ficava sentado no chão junto à porta do rico. Queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico, mas, em vez disso, os cães vinham lamber suas feridas. Quando o pobre morreu, os anjos o levaram para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: Pai Abraão, tem compaixão de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas. Mas Abraão respondeu: Filho, lembra-te de que durante a vida recebeste teus bens e Lázaro, por sua vez, seus males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. Além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós. O rico insistiu: Pai, eu te suplico, manda então Lázaro à casa de meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Que ele os avise, para que não venham também eles para este lugar de tOrmentO. Mas Abraão respondeu: Eles têm Moisés e os Profetas: Que os escutem: O rico insistiu: Não adianta, Pai Abraão. Mas, se alguém dentre os mortos for até eles, certamente vão se converter. Abraão, porém, lhe disse: Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, mesmo se alguém ressuscitar dos mortos, não acreditarão.

Pe. Pavlos Tamanini

pobreza e a riqueza são tão antigas como as primeiras organizações sociais surgidas. As interpretações e soluções dadas a elas são várias: há os que associam a pobreza e a riqueza à sorte ou ao acaso. Há os que vêem na pobreza um sinal de incapacidade e desordem social e moral; e, na riqueza, um sinal de premiação, inteligência, capacidade e virtude. Para outros é justamente o contrário, defendendo a tese de que não há um homem honesto rico pois, para enriquecer-se, será preciso ser inescrupuloso, onde se dará a exploração de um pelo outro. O pobre neste caso sempre será a vítima.

Na Bíblia também encontramos diferentes interpretações para a pobreza e a riqueza. O Antigo Testamento vê na pobreza um sinal de maldição, escândalo e conseqüências de pecados. O rico é sinal visível da bênção divina e a característica dos amigos de Deus.

No Novo Testamento o próprio Senhor se faz pobre com os pobres e amaldiçoa os opulentos: «Ai de vós ricos...» Mt 5. Jesus vê na riqueza o perigo da auto-suficiência e do afastamento de Deus e a insensibilidade perante as carências.

O pobre é o primeiro destinatário da Boa Nova. A pobreza não é mais sinal de desgraça ou escândalo, mas é bem-aventurança.

A descrição que o Senhor nos faz nesta parábola usa estes fortes contrastes: a grande abundância para um e a extrema necessidade para o outro. Dos bens, em si mesmos, nada se diz. O Senhor apenas sublinha o mal uso que dele se faz: roupas luxuosas e banquetes diários.

Ao mendigo Lázaro nem se quer chegam as sobras. O Evangelho contrapõe a vida do rico banqueteador com a do pobre Lázaro. À primeira vista, parece não ter o primeiro outro pecado que o excessivo apego ao luxo e a boa mesa. Olhando atentamente, porém, observaremos um desinteresse absoluto para com Deus e para com o próximo. Vive para si como se Deus e os outros não existissem. Todas as suas preocupações limitavam-se a se banquetear esplendidamente cada dia, totalmente esquecido dos necessitados. Ele esqueceu-se de uma grande verdade que o Senhor nos lembra: nós não somos donos dos bens materiais que dispomos, apenas seus administradores.

Parece que os bens do rico não tinham sido adquiridos de forma ilícita e, tampouco, a pobreza do Lázaro era culpa sua. Não se opunha a Deus nem explorava os pobres. Contudo, estava cego ante as necessidades do outro. Poderia ser mais feliz não buscando satisfações efêmeras de alguns poucos elogios sobre as belas festas que dava aos seus convivas, mas repartindo com os mais necessitados. Seu erro foi administrar os bens de Deus de forma egoísta e, por isso, equivocada. Não soube compartilhar. Não foi sua riqueza que o impediu de entrar no Reino dos Céus, mas o seu egoísmo; da mesma forma, Lazaro entrou no Céu não por ser pobre, mas porque foi humilde e resignado.

A pobreza não é garantia de santidade, nem a riqueza é sinal de perdição. O egoísmo, que muitas vezes se concretiza na ânsia de usufruir sem medidas dos bens materiais, pode levar a tratar as pessoas como coisas, coisas sem valor.

Todos temos ao nosso redor alguém necessitado, se não de bens materiais, necessitados de afeto, calor humano, de uma palavra amiga, de generosidade, de cordialidade e de confiança. Do uso que façamos dos bens que Deus depositou em nossas mãos depende a vida eterna. Por isso o Senhor nos diz que é melhor dar do que receber.

Ganhamos mais dando do que recebendo: ganhamos a eternidade. Sendo generosos, descobriremos nos outros os filhos de Deus que necessitam de nosso apoio, de nossa companhia e solidariedade. A caridade é sempre realização do Reino dos Céus, e é a única bagagem que podemos levar.

Os filhos de Deus têm coração generoso e bom pois nosso Pai é generoso e bom!

Quem creu em Deus durante sua vida e n'Ele confiou, em Deus terá sua eterna herança. Mas quem somente se entregou aos prazeres da carne, comportando-se como se Deus não existisse, desprezando o Senhor na pessoa do irmão, permanecerá eternamente separado d'Ele.

O Senhor é minha fortaleza e o meu refúgio,
para sempre é tua fidelidade.
Pois fazes justiça aos oprimidos
e dás de comer aos que tem fome. (Sl 145)


Fonte:

Carvajal, Francisco F. «Falar com Deus». Editora Quadrante - S. Paulo, 1991

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