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Domingo, 26 de Outubro:
 
 
 

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«Sexto Domingo do Evangelho de Lucas»

 

Apolitikion da Ressurreição (2º tom)

Quando desceste à morte, ó Vida imortal,
aniquilaste os infernos pelo esplendor de tua divindade;
e, quando ressuscitaste os mortos das profundezas da terra,
todas as Potências Celestes exclamaram:
«ó Cristo, nosso Deus, ó Autor da vida, glória a Ti!»

Kondakion (2º tom)

Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo.

Tu te levantaste da tumba, ó Salvador Onipotente,
e o inferno, vendo esta maravilha, estremeceu de medo,
e os mortos ressuscitaram de seus túmulos.
Adão e toda a Criação se alegram contigo,
e o mundo, ó Salvador meu, te louva para sempre.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém

Teus méritos são glorificados acima de toda a razão, ó Mãe de Deus,
Na pureza selada, preservaste a tua virgindade, verdadeiramente mãe, és reconhecida
Tu, que deste à luz o verdadeiro Deus, roga-Lhe que salve as nossas almas!

Hino à Mãe de Deus

Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokimenon (2º tom)

O Senhor é a minha força e o meu louvor
e tornou-se a minha salvação.

O Senhor castigou-me duramente,
mas, à morte, não me entregou.

Epístola

(2Tm 2,1-10)

u, portanto, meu filho, procura progredir na graça de Jesus Cristo. O que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de instruir a outros. Suporta comigo os trabalhos, como bom soldado de Jesus Cristo. Nenhum soldado pode implicar-se em negócios da vida civil, se quer agradar ao que o alistou. Nenhum atleta será coroado, se não tiver lutado segundo as regras. É preciso que o lavrador trabalhe antes com afinco, se quer boa colheita. Entende bem o que eu quero dizer. O Senhor há de dar-te inteligência em tudo. Lembra-te de Jesus Cristo, saído da estirpe de Davi e ressuscitado dos mortos, segundo o meu Evangelho, pelo qual estou sofrendo até as cadeias como um malfeitor. Mas a palavra de Deus, esta não se deixa acorrentar. Pelo que tudo suporto por amor dos escolhidos, para que também eles consigam a salvação em Jesus Cristo, com a glória eterna.

Aleluia (2º tom)

Aleluia, aleluia, aleluia! 

O Senhor te ouça no dia da tribulação;
te proteja o nome do Deus de Jacó!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Salva, Senhor, o teu povo
e abençoa a tua herança!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

(Lc 8, 26-39)

aquele tempo,chegando Jesus na região dos Gerasenos, um homem da cidade que tinha vários demônios veio ao seu encontro. Havia muito tempo que ele não vestia roupa, nem morava em casa, mas nos túmulos. Ao ver Jesus, prostrou-se diante dele, gritando em alta voz: Que queres de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Eu te peço, não me atormentes. Pois Jesus estava ordenando ao espírito impuro que saísse daquele homem. Muitas vezes o espírito o tinha dominado. Para protegê-lo, amarravam-no com correntes e grilhões. Ele, porém, arrebentava as correntes, e o demônio o levava para lugares desertos. Jesus, então, lhe perguntou: Qual é o teu nome? Ele respondeu: Legião!, porque muitos demônios tinham entrado nele.

Eles pediam a Jesus que não os mandasse para o abismo. Estava ali, no morro, uma grande manada de porcos pastando. Pediram, então, que os deixasse entrar nos porcos, e Jesus permitiu. Saindo do homem, os demônios entraram nos porcos. E a manada precipitou-se no mar pelo despenhadeiro e se afogou. Vendo isso, os homens que cuidavam dos porcos fugiram e espalharam a notícia pela cidade e pelas aldeias. Então, as pessoas foram ver o que tinha acontecido.

Chegaram perto de Jesus e encontraram, sentado, o homem de quem tinham saído os demônios. Ele estava aos pés de Jesus, vestido e no seu perfeito juízo. Eles, então, ficaram com medo. Os que tinham presenciado o fato contaram-lhes como o possesso tinha ficado são. Toda a multidão da região dos gerasenos pediu a Jesus que fosse embora, pois estavam com muito medo. Jesus entrou no barco e voltou. Entretanto, o homem de quem saíram os demônio pedia a Jesus para ficar com ele. Ele a despediu, dizendo: volta para casa e conta tudo o que Deus fez por ti. Ele foi embora; anunciando por toda a cidade o que Jesus tinha feito por ele.

Kinonikón

Louvai o Senhor nos céus, louvai-O nas alturas!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Pe. Pavlos Tamanini

ste episódio é também narrado por Mateus (8,28-34) e por Marcos (5,1-20). Os três evangelistas dão maior ênfase a duas situações distintas: a) o encontro de Jesus com um homem atormentado por uma fúria de violência e de morte; b) o gesto libertador que o reintegra na dignidade humana.

Inserem este episódio no ciclo dos milagres com a intenção de demonstrar o poder extraordinário de Jesus, que se revela numa região pagã, em favor de um homem dominado pelo espírito impuro.

Este tema é proposto de maneira expressiva na descrição do endemoniado, o homem que habita no meio dos túmulos, isto é, numa zona impura, estranha ao mundo social, sujeito à fúria e à violência descontrolada. Estes dois traços caracterizam a força demoníaca como poder de morte e de destruição desagregadora da dignidade e liberdade humana.

Também o encontro do endemoniado com Jesus e a cena dos porcos entram nesta perspectiva. A tentativa do demônio de se subtrair ao poder de Jesus proclamando sua identidade secreta, conjurando-o a não expulsá-lo daquela região, entra no esquema literário do exorcismo.

Também a pergunta sobre a identidade daquele que se apossava, feita por Jesus, está em sintonia com este tema. Os diversos elementos que são utilizados pelo evangelista para dar relevo ao poder de Jesus, diante do espírito, que se declara legião, isto é, força organizada para a completa destruição, contrasta com a força da simples palavra imperativa de Jesus.

O episódio dos porcos talvez tenha sido construído sobre uma lembrança conservada pela população da margem oriental do lago. Não é só um típico elemento de exorcismo, onde o espírito maligno deixa de maneira espetacular a sua vítima, mas na atual narração corresponde à finalidade geral do evangelista: a força de destruição e morte, que caracteriza o espírito é rechaçada no seu ambiente pela Palavra.

A reação da gente do lugar diante do acidente dos porcos entra na lógica dos fatos: Jesus é um estrangeiro perigoso e imprevisível. A rejeição de Jesus por parte da população que habita a margem oriental do lago serve ao evangelista para estabelecer um contraste: de um lado, Jesus que domina e expulsa a força do espírito do mal, do outro, os homens que, para defender seus interesses, expulsam Jesus de sua região.

O homem reintegrado na sua dignidade e liberdade humana vale menos que a proteção dos interesses econômicos. Em outras palavras, o poder demoníaco tem sua raiz mais perigosa e secreta, sua zona privilegiada de manifestação, no âmbito da liberdade humana que está disposta, para a defesa de seu privilégio e poder, a negociar sobre a dignidade e integridade do outro homem. Mas naquele ambiente pagão, escravo do medo, Jesus deixa um sinal vivente, uma testemunha do poder libertador de Deus. Ele é o primeiro enviado da missão aos pagãos.


Fonte:

Carvajal, Francisco F. «Falar com Deus». Editora Quadrante, S. Paulo, 1991

 

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