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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 21 de Outubro de 2018:

«6° Domingo de Lucas»

(21º depois de Pentecostes - Modo 4º)

Memória de Santo Hilarião, o Grande, mon. († 371)

Matinas

Evangelho

[Jo 21:1-14]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.

aquele tempo, manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-se assim: Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam. E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus. Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. Então aquele discípulo, a quem Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar. E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes. Logo que desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes. Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes e, sendo tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor. Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe. E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dentre os mortos.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição (Modo 4º)

Ouvindo do Anjo o alegre anúncio da Ressurreição,
que da antiga condenação nos libertou,
as discípulas do Senhor,
disseram envaidecidas aos apóstolos:
«A morte foi vencida, o Cristo Deus ressuscitou,
revelando ao mundo a grande misericórdia!»

Hino à Mãe de Deus

Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokimenon (Modo 4º)

Tu és bendito Senhor, Deus de nossos pais
e teu nome é louvado e glorificado pelos séculos.

Pois és justo em todas as coisas que nos fizeste
tuas obras são verdadeiras e retos os teus caminhos.

Epístola

[Gl 2:16-20]

Epístola do Santo Apóstolo Paulo aos Gálatas.

rmãos, sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Pois, se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é porventura Cristo ministro do pecado? De maneira nenhuma. Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor. Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.

Aleluia (Modo 4º)

Aleluia, aleluia, aleluia!

Cinge a tua espada, com majestade e esplendor,
cavalga vitorioso, pela causa da verdade e da justiça.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Amaste a justiça e detestaste a iniqüidade,
por isso Deus te ungiu com o óleo da alegria.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[Lc 8:26-39]

Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo, segundo São Lucas.

aquele tempo, quando Jesus, chegava à região dos Gerasenos, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que desde muito tempo estava possesso de demônios, e não andava vestido, nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros. E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando, e dizendo com grande voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes. Porque tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois já havia muito tempo que o arrebatava. E guardavamno preso, com grilhões e cadeias; mas, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos. E perguntou-lhe Jesus, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião; porque tinham entrado nele muitos demônios. E rogavam-lhe que os não mandasse para o abismo. E andava ali pastando no monte uma vara de muitos porcos; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar neles; e concedeu-lho. E, tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se de um despenhadeiro no lago, e afogou-se. E aqueles que os guardavam, vendo o que acontecera, fugiram, e foram anunciá-lo na cidade e nos campos. E saíram a ver o que tinha acontecido, e vieram ter com Jesus. Acharam então o homem, de quem haviam saído os demônios, vestido, e em seu juízo, assentado aos pés de Jesus; e temeram. E os que tinham visto contaram-lhes também como fora salvo aquele endemoninhado. E toda a multidão da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles; porque estavam possuídos de grande temor. E entrando ele no barco, voltou. E aquele homem, de quem haviam saído os demônios, rogou-lhe que o deixasse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo: Torna para tua casa, e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito.

 

ste episódio é também narrado por Mateus (8, 28-34) e por Marcos (5, 1-20). Os três evangelistas dão maior ênfase a duas situações distintas: a) o encontro de Jesus com um homem atormentado por uma fúria de violência e de morte; b) o gesto libertador que o reintegra na dignidade humana. Inserem este episódio no ciclo dos milagres com a intenção de demonstrar o poder extraordinário de Jesus, que se revela numa região pagã, em favor de um homem dominado pelo espírito impuro.

Este tema é proposto de maneira expressiva na descrição do endemoniado, o homem que habita no meio dos túmulos, isto é, numa zona impura, estranha ao mundo social, sujeito à fúria e à violência descontrolada. Estes dois traços caracterizam a força demoníaca como poder de morte e de destruição desagregadora da dignidade e liberdade humana.

Também o encontro do endemoniado com Jesus e a cena dos porcos entram nesta perspectiva. A tentativa do demônio de se subtrair ao poder de Jesus proclamando sua identidade secreta, conjurando-o a não expulsá-lo daquela região, entra no esquema literário do exorcismo.

Também a pergunta sobre a identidade daquele que se apossava, feita por Jesus, está em sintonia com este tema. Os diversos elementos que são utilizados pelo evangelista para dar relevo ao poder de Jesus, diante do espírito, que se declara legião, isto é, força organizada para a completa destruição, contrasta com a força da simples palavra imperativa de Jesus.

O episódio dos porcos talvez tenha sido construído sobre uma lembrança conservada pela população da margem oriental do lago. Não é só um típico elemento de exorcismo, onde o espírito maligno deixa de maneira espetacular a sua vítima, mas na atual narração corresponde à finalidade geral do evangelista: a força de destruição e morte, que caracteriza o espírito é rechaçada no seu ambiente pela Palavra.

A reação da gente do lugar diante do acidente dos porcos entra na lógica dos fatos: Jesus é um estrangeiro perigoso e imprevisível. A rejeição de Jesus por parte da população que habita a margem oriental do lago serve ao evangelista para estabelecer um contraste: de um lado, Jesus que domina e expulsa a força do espírito do mal, do outro, os homens que, para defender seus interesses, expulsam Jesus de sua região.

O homem reintegrado na sua dignidade e liberdade humana vale menos que a proteção dos interesses econômicos. Em outras palavras, o poder demoníaco tem sua raiz mais perigosa e secreta, sua zona privilegiada de manifestação, no âmbito da liberdade humana que está disposta, para a defesa de seu privilégio e poder, a negociar sobre a dignidade e integridade do outro homem. Mas naquele ambiente pagão, escravo do medo, Jesus deixa um sinal vivente, uma testemunha do poder libertador de Deus. Ele é o primeiro enviado da missão aos pagãos.

Fonte:

CARVAJAL, Francisco F. «Falar com Deus». São Paulo, Ed. Quadrante, 1991.

 

Homilia de S.E.R. Dom Tarasios, Arcebispo Metropolitano, na Divina Liturgia celebrada na Igreja de São João, o Teólogo, São José – SC, em 24/10/2010

este sexto domingo de Lucas, nosso Senhor Jesus Cristo nos recorda a expulsão de demônios que Ele realizou na pessoa do geraseno.

Atentamente escutamos o Evangelho que nos narra este fato acontecido naquele tempo. Quais as primeiras palavras que escutamos saídas da boca do endemoniado? Disse: “Jesus, Filho do Deus Altíssimo”. Contudo, não era ele quem falava, senão os demônios que nele habitavam. Os espíritos imundos imediatamente reconheceram e testemunharam a divindade de Jesus Cristo.

À pergunta que lhes fez o Senhor “como se chamavam?”, responderam: “Legião”. Usaram a palavra “Legião” para que todos pudessem entender que eles eram muitos. Assim como era a legião romana composta por 6.000 soldados. Os espíritos malignos temiam que Jesus, o Senhor os mandassem de volta às profundezas onde anteriormente muitos deles estavam encarcerados. Por isso suplicavam para entrar na manada de porcos que ali estava. Jesus, nosso Deus, assim permitiu, e aquele homem sofredor, pertencente à raça humana, ficou totalmente livre.

Meus queridos filhos e filhas espirituais: que significa esta passagem? Claramente, nos mostra que Jesus, o Cristo, é Deus, no Céu e na Terra, em todo lugar visível e invisível. Nos mostra também que o Deus de amor, de ternura, de compaixão, ao ver a sua criatura, feita por Suas mãos, sendo escravizada, sob o poder das trevas, rompe as pesadas correntes e lhe dá a liberdade plena, consciente, como disse o Evangelho, o geraseno estava em seu juízo perfeito, sentado aos pés do Senhor.

O geraseno recuperado de sua mente e de seu coração, pelo poder de Deus, pediu ao Senhor que o admitisse entre os seus discípulos. Contudo Jesus lhe disse: “volta a tua casa e conta o que Deus fez por ti”.

Com muita clareza, as Sagradas Escrituras nos ensinam e nos fazem recordar outras palavras do Senhor: “muitos são chamados, poucos os escolhidos!”

Assim, nem toda pessoa que recebe, pelo poder de Deus, uma cura, uma libertação e a salvação é chamado a servi-Lo e a servir sua Igreja como Diácono, Presbítero ou Bispo. A escolha para exercer o ministério sacerdotal deve estar de acordo com a Vontade de Deus.

Sem dúvida, todos somos chamados de muitas maneiras a servi-Lo e de nossa parte devemos estar presentes e responder a este chamado do Senhor. Não podemos ficar sentados, imóveis, ignorando a voz do Mestre.

Neste tempo em que vivemos, como acontecia com o geraseno, vemos no mundo muitos sofredores que vivem em plena obsuridade de mente e coração; cegos pelos maus desejos, tomados pela paixão. Seus “demônios interiores”os governam quais marionetes no palco da vida. Semelhante ao geraseno, vivem nas tumbas construídas por eles mesmos, fechados em seus egoísmos, em suas “verdades” e em seu cinismo. Talvez, até muitos tenham escutado a Palavra de Deus, a única e real Verdade, porém como nos fez recordar as leituras do domingo passado na Parábola do Semeador, ficam sem germinar, no meio do caminho, ou secam! E, evidentemente, aquele que nunca dorme e nem descansa, isto é o maligno, aproveita estas oportunidades para sussurrar em seus ouvidos e lhes afastar cada vez mais de Deus.

Não obstante, ainda há tempo para resgatá-los; não estão totalmente perdidos, como muitos supunham sobre o geraseno. Não! Chegou o tempo de dar testemunho, como o fez o geraseno obedecendo ao pedido do Senhor. Todos, junto com o clero, trabalhemos, com a graça e ajuda de Deus, proclamando, anunciando, ensinando e testemunhando a Palavra salvadora do Senhor. Nossa Mãe a Igreja que nos orienta, nos ensina e nos instrue, nos dá as ferramentas necessárias para sair ao mundo e combater o poder das trevas que qual fera raivosa ainda golpeia e derruba a muitos.

Porém não basta, meus queridos filhos e filhas espirituais, escutem bem, não basta apenas ter boa disposição, vontade, tempo e dedicação em querer fazer muito pelos outros. Se assim fosse, digam-me vocês: qual rei ou general que comanda um exército, lançaria à batalha soldados novos e inexperientes para a luta?

Sobre isto, o grande general chinês Sun Tzu ensinou em seu livro a arte de guerrear e vencer o inimigo (texto que é muito estudado nas grandes escolas militares). Da mesma forma, também em nossa Igreja, devemos nos preparar e ensinar aos outros para combater e derrotar exitosamente as trevas, portando a espada da Palavra de Deus, iluminando todos que andam cegos pelo mundo, tropeçando e inclusive perdendo suas vidas e almas, e o mais grave, a Salvação e o Reino dos Céus.

Como disse anteriormente, que Nosso Senhor Jesus Cristo, nos sustente e nos ajude com sua Graça para poder cumprir fielmente a missão encomendada por Ele e que sejamos vitoriosos como nosso Deus o é: Ιησούς Χριστός νικά. Amém!

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