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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 29 de Outubro de 2017:

«7° Domingo de Lucas»

(21º depois de Pentecostes - Modo 4º)

Memória de Santa Anastásia, a romana,
monja e mártir († séc. IV?)

Matinas

[Jo 21, 1-14]

Evangelho Jesus†Cristo, segundo o evangelista São João.

aquele tempo, manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-se assim: Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam. E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus. Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. Então aquele discípulo, a quem Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar. E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes. Logo que desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes. Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes e, sendo tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor. Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe. E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dentre os mortos.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição

Ouvindo do Anjo o alegre anúncio da ressurreição,
que da antiga condenação nos libertou,
as discípulas do Senhor disseram envaidecidas aos apóstolos:
«A morte foi vencida, o Cristo Deus ressuscitou,
revelando ao mundo a grande misericórdia!»

Theotokion

O mistério eternamente oculto e dos Anjos desconhecido,
através de ti, ó Mãe de Deus, encarnando-se, apareceu na terra,
voluntariamente aceitou a cruz, e com ela ressuscitou o primeiro criado
e salvou da morte as nossas almas.

Kondakion

O Salvador e Redentor meu, sendo Deus,
rompeu as portas do Hades,
libertando de suas cadeias os habitantes da terra;
e, como soberano, ao terceiro dia foi ressuscitado.

Hino à Mãe de Deus

Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokímenon

Tu és bendito Senhor, Deus de nossos pais,
e teu nome é louvado e glorificado pelos séculos.

Pois, és justo em todas as coisas que nos fizeste,
tuas obras são verdadeiras e retos os teus caminhos.

Epístola

[Gl 2, 16-20]

Epistola do Apóstolo Paulo ao Gálatas.

rmãos, sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Pois, se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é porventura Cristo ministro do pecado? De maneira nenhuma. Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor. Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.

Aleluia

Cinge a tua espada, com majestade e esplendor,
cavalga vitorioso, pela causa da verdade e da justiça.

Amaste a justiça e detestaste a iniqüidade,
por isso Deus te ungiu com o óleo da alegria.

Evangelho

[Lc 8, 41-56]

NOTA: Este Evangelho do sétimo domingo é, em certos casos, lido antes do Evangelho do quinto domingo.

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o evangelista São LUCAS.

aquele tempo,veio um homem chamado Jairo, um dos chefes da sinagoga e, caindo aos pés de Jesus, pediu-lhe que fosse à sua casa. Sua filha única de doze anos, estava nas últimas. Enquanto Jesus estava a caminho, a multidão o comprimia. Uma mulher que sofria hemorragias já por doze anos e gastara tudo o que possuía com médicos, sem que ninguém conseguisse curá-la, aproximou-se dele, por detrás, e tocou na barra de sua roupa. Instantaneamente a hemorragia estancou. Jesus, então perguntou: «Quem tocou em mim»? Enquanto todos negavam, Pedro disse: «Mestre, são as multidões que te cercam e te apertam». Jesus, porém, disse: «Alguém me tocou. Eu senti uma força saindo de mim». Vendo que tinha sido descoberta, a mulher, tremendo, jogou-se por terra aos pés dele. Diante de todos, explicou a razão por que o tinha tocado, e como tinha ficado curada instantaneamente. Jesus. então, lhe disse: «Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz»! Enquanto ainda estava falando, chegou alguém da casa do chefe da sinagoga dizendo: «Tua filha acaba de morrer. Não incomodes mais o mestre». Ouvindo isto, Jesus lhe disse: «Não tenhas medo. Somente crê, e ela será curada». Quando chegaram à casa, não deixou ninguém entrar com ele, a não ser Pedro, João, Tiago e o pai e a mãe da menina. Todos choravam e lamentavam. Mas Jesus disse: «Não choreis. Ela não está morta. mas dorme». Zombaram dele, pois sabiam que ela tinha morrido. Então ele pegou a menina pela mão e exclamou: «Menina. levanta-te»! Ela voltou a respirar e imediatamente se levantou. Jesus mandou que lhe dessem de comer. Seus pais ficaram extasiados, mas Jesus lhe ordenou que não contassem a ninguém o que tinha acontecido.

Kinonikón

Louvai o Senhor nos céus,
louvai-O nas alturas!
Aleluia, aleluia, aleluia!

 

Jesus ressuscita a Filha de Jairo

ateus, Marcos e Lucas narram os milagres que se sucederam após a expulsão dos demônios na cidade de Gerasa. Aconteceram enquanto o Senhor retornava à Cafarnaúm, seguido pela multidão. Jesus estava agora diante do poder da doença e da morte.

As duas beneficiadas são mulheres. Uma sofria de uma enfermidade incurável que a arruinava e a afastava do convívio da sociedade, porque sua doença era vista como sinal de impureza e contaminação e, por isso, uma ameaça à integridade. A outra, uma menina, filha única, que não resistiu a uma doença grave.

Ao chegar na cidade uma multidão o esperava, sobretudo os curiosos e cheios de fé. Também estava lá o chefe da Sinagoga, Jairo, que pedia ao Senhor o restabelecimento da saúde de uma filha que estava a ponto de morrer. Jesus chamou Pedro, Tiago e João que o acompanhassem para serem testemunhas daquilo que iria se realizar.

No caminho que conduzia à casa de Jairo, Jesus curou uma mulher que sofria durante muitos anos por hemorragia. Sofria física e espiritualmente em conseqüência do desprezo e preconceito dos outros: ela era vista como impura, amaldiçoada.

Chegando à casa de Jairo, o Senhor percebeu um alvoroço pois já choravam a morte da menina. Ao entrar disse a todos: “Para que este choro? A menina não morreu, mas dorme”. Diz o Evangelista que as pessoas zombavam d'Ele. Não compreendiam que para Deus, a verdadeira morte é o pecado que mata a vida divina na alma. Para quem crê, a morte terrena é como um sono do qual se acorda em Deus.

No Antigo Testamento, a concepção de morte, apresentada sobretudo em Gênesis, Salmos, Sabedoria, Provérbios, é uma concepção israelita: a morte constituía um mero fim. A pessoa humana era vista como um corpo que era animado pela alma que lhe dava vida. Quando uma pessoa morria, a alma que lhe dava vida desaparecia e a pessoa continuava a existir naquele corpo inanimado. Por isso Jesus dizia que o nosso Deus não é um Deus dos mortos mas sim de vivos (Mt 22,32). A morte ideal, acreditavam os judeus, era aquela que vinha após longa vida, ou seja obedecendo o ciclo natural das coisas. Quando alguém morria "antes da hora" parecia que se quebrava a normalidade e o falecido e sua família eram vistos como menos abençoados por Deus. É forte também o pensamento de que a morte existia como conseqüência do pecado dos primeiros pais, sendo preciso passar por ela para chegar até Deus. Quando uma jovem morria, como a filha de Jairo, acrescentava à família uma culpa enorme por conseqüência de uma grave falta cometida por algum de seus antepassados.

O Senhor disse: “não morreu a menina, apenas dorme”. Estava morta para os homens que não podiam despertá-la. Para Deus, a menina dormia porque a sua alma vivia submetida ao poder divino, e a carne descansava para a ressurreição.

No Novo Testamento, Paulo em suas cartas, afirma que de fato a morte é conseqüência e castigo do pecado, pois ela veio ao mundo por causa de um só homem que pecou (Rm 5,12). No entanto, continua ele, fomos resgatados da morte por Cristo, uma vez que em Adão todos morremos e fomos trazidos de volta à vida pelo Redentor (1Cor 15,22). Um segundo alicerce sobre o qual está baseado a concepção da morte é constituído pela afirmação de que Jesus superou a morte com sua própria morte. A morte foi o último inimigo que Cristo teve que superar (1Cor 15,25). Cristo despojou a morte de seu poder (2Tm 1,10); destruiu pela morte o dominador da morte, o diabo (Hb 2,14). A lei do Espírito da Vida em Cristo nos libertou da Lei do Pecado e da Morte (Rm 8,2). Cristo morreu e ressuscitou tornando-se Senhor dos mortos e dos vivos (Rm 14,9). Ressuscitado dos mortos, a morte não tem mais domínio sobre Ele.

O cristão experimenta a vitória de Jesus sobre a morte, pelos sacramentos. O cristão é batizado na morte de Jesus, pois somente nestas condições é que pode ressuscitar com Jesus para a nova vida. No sacramento do Batismo ele vive a morte e a ressurreição de Cristo quando submerge três vezes na pia batismal, renascendo para a vida nova em Cristo, recebendo assim a veste branca. Participar da morte de Cristo significa "tornar-se uma só coisa com Ele" (Rm 6,5). A fé em Cristo não priva o homem da morte física mas lhe dá a certeza de que esta experiência não se resume ao fim, mas ao começo de uma nova vida.

São João Crisóstomo comenta este Evangelho dizendo: “As ressurreições feitas por Jesus são certamente fatos excepcionais; ocultam todavia a realidade maior que se dará no fim dos tempos para todos os homens, como professamos ao rezarmos o Credo: a ressurreição dos corpos. A filha de Jairo tempos depois morreu novamente, mas certamente depois experimentou a Ressurreição verdadeira em Deus”.


Fonte:

CARVAJAL, Francisco F. «Falar com Deus». São Paulo: Ed. Quadrante, 1991.
Bíblia do Peregrino. São Paulo: Editora Paulus.

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