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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 18 de Novembro de 2018:

«9º Domingo de Lucas»

(25º depois de Pentecostes - Modo 4º pl.)

Memória dos Santos Platão, de Ancira, e Romão, mártires († 305).

Matinas

EVANGELHO

[Mc 16:9-20]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o evangelista São Marcos.

aquele tempo, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, Jesus apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando. E, ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram. E depois manifestou-se de outra forma a dois deles, que iam de caminho para o campo. E, indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram. Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado. E disse-lhes: Ide por todo omundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porãoas mãos sobre os enfermos, e os curarão. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém.
Marcos 16:9-20

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição (Modo 4º pl.)

Desceste das alturas, ó Misericordioso,
e suportaste a sepultura por três dias
para nos libertar dos sofrimentos.
Senhor, nossa vida e nossa ressurreição, glória a Ti!

Hino à Mãe de Deus

Ó Admirável e Protetora dos cristãos
e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokimenon (Modo 4º pl.)

Fazei votos ao Senhor nosso Deus e cumpri-os;
todos os que o cercam tragam oferendas.

Deus é conhecido na Judéia,
grande é o seu nome em Israel.

EPÍSTOLA

[ Ef 4:1-7]

Epistola do Santo Apóstolo Paulo aos Efésios.

Irmãos, rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.

Aleluia (Modo 4º pl.)

Aleluia, aleluia, aleluia!

Vinde, regozijemo-nos no Senhor,
cantemos as glórias de Deus, nosso Salvador!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Apresentamo-nos diante d'Ele com louvor,
e celebremo-lo com salmos!
Aleluia, aleluia, aleluia!

EVANGELHO

[Lc 12:16-21]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, o Senhor disse esta parábola: «A terra de um homem rico deu uma grande colheita. Ele pensava consigo mesmo: 'Que vou fazer? Nao tenho onde guardar minha colheita'. Entao resolveu: 'Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, goza a vida!' Mas Deus lhe disse: 'Tolo! Ainda nesta noite, tua vida te será retirada. E para quem ficará oque acumulaste?' Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não se torna rico diante de Deus.»

 

eparamo-nos, neste domingo, com um relato familiar. Não é raro ouvirmos de pessoas comentários semelhantes aos que foram proferidos pelo personagem da Parábola que Jesus usou para mais uma vez transmitir seus ensinamentos. A riqueza não é seguro de vida e muito menos demonstra se estamos cumprindo a vontade de Deus ou não. Para os cristãos nem sempre a riqueza é sinal de benção divina; é, muitas vezes, causa de perdição.

Jesus inicia sua parábola contando que certo homem teria uma ótima colheita, mas que não teria celeiros suficientes para armazená-la, já que os que possuía já estavam abarrotados. Pensou então em construir celeiros maiores e estocar suas riquezas para depois desfrutá-la, comendo e bebendo. Seu erro está focado em um horizonte terreno. A ele o que importa é o ter; é o comer e o beber; é sugar da vida todos os prazeres que lhe são oferecidos. Trabalhou durante anos, acumulando bastante para depois desfrutar. Diante desta maneira de pensar a vida, o próprio Deus responde: "Insensato"! Não somos donos da vida. A nós não coube estabelecer seu inicio e nem cabe a nós estabelecer seu fim. A morte faz parte da vida; ela é inerente à realidade; nem dela pode fugir ou adiar seu curso. A morte revela o quanto a vida tem uma dimensão finita, mensurável pelo tempo e limitada pelo espaço.

O cristão deve olhar a vida como dom de Deus e não como propriedade sua. Se é dom de Deus, a Ele devemos prestar contas. A nossa preocupação não deveria ser como o do rico da parábola: acumular tesouros para o mundo. Esses tesouros são bens temporais e devem ser vistos e aceitos como tais, isto é, contingentes, efêmeros, transitórios, passageiros. O que de fato são perenes e duradouros são os tesouros que "nem a traça nem a ferrugem corroem".

O fato de possuirmos "bens materiais" não é condenável. Torna-se prejudicial, porém, quando nos deixamos possuir por eles. O avarento, o cobiçoso não possui, mas é possuído por seus bens e desejos. O apego é colidente com a caridade, com a doação e com a entrega.

É necessário que nossa relação com os bens deste mundo não se tornem obstáculos à relação filial que temos com nosso Deus e que eles sejam apenas e somente meios para melhor promover a dignidade humana e, jamais, fim em si mesmos.

Nosso tesouro é Deus e, embora carreguemos este tesouro em vasos de argila, como revela-nos o Apóstolo Paulo, é preciso que haja plena confiança n'Ele e em sua Providência. Esta confiança é uma condição para que resistamos aos apelos consumistas e ao apego material em geral de nosso tempo e de nossa sociedade. A base da confiança do homem está na certeza da fidelidade de Deus.

Facilmente os homens denominam de "ricos" os que possuem bens, os que têm posses e por terem tanto são tratados de maneira singular, especial, muitas vezes em detrimento dos demais. Para Deus rico é aquele que, com o que é seu, ajuda aos que pouco ou nada têm. "Quem se compadece do próximo, empresta a Deus" (Pr 19,17).

Ricos ou pobres, afortunados ou não, todos nós nos depararemos com a realidade da morte. Não levaremos nada de material. Oxalá, não sejamos nós a ouvir que fomos "insensatos", quando deveríamos ser prudentes ao acumularmos tesouros que aprouve ao Criador nos confiar.

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