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«16º Domingo do Evangelho de Mateus»
(O Evangelho do 16º Domingo de Mateus é lido antes do Décimo Domingo de Lucas, quando a Festa da Páscoa do Senhor do ano em curso cair no dia 22 ou 23 de Abril.)
Apolitikion (1°tom)
Embora a pedra fosse selada pelos judeus
e teu puríssimo corpo fosse guardado pelos soldados.
Ressurgiste, porém, ao terceiro dia, ó Salvador,
dando a vida ao mundo!
Por isso, as Potências Celestes clamaram-te, ó Autor da vida:
Glória a tua ressurreição, ó Cristo!
Glória a tua realeza,
glória a tua providência, ó Tu que amas a humanidade!
Kondakion (1°tom)
Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo.
Tu, sendo Deus, te levantaste do túmulo,
e devolveste a vida ao mundo;
a natureza humana, por isso te louva:
a morte foi vencida, Adão se regozija, ó Mestre,
e Eva, liberta agora das cadeias da morte,
com alegria exclama:
Tu, Cristo, és o que a todos dá a Ressurreição!
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém
Quando Gabriel te saudou, ó Virgem, dizendo: "alegra-te!"
e com sua voz, o Salvador encarnou-se em ti, tabernáculo santo;
e, como falava o Justo Davi: "veio do céu trazendo o Criador de tudo",
glória Àquele que habita em ti,
glória Àquele nascido de ti e que nos libertou!
Prokímenon
Desça sobre nós, Senhor, a tua misericórdia
conforme nossa esperança em Ti.
Exultai, ó justos, no Senhor,
pois aos retos convém o louvor.
Epístola
2Cor 6,1-10
Leitura daSegunda Epístola de São Paulo aos Coríntios
rmãos, na qualidade de colaboradores, vos exortamos a não receberdes a graça de Deus em vão. Pois ele mesmo diz: No tempo propício eu te escutei e no dia da salvação eu te ajudei. Este é o tempo propício, este é o dia da salvação. A ninguém damos qualquer motivo de escândalo, para nosso ministério não ser criticado. Mas em tudo nos recomendamos como ministros de Deus, com muita paciência, em tribulações, em necessidades, em angústia. em açoites, em prisões, em tumultos, em fadigas, em insônias, em jejuns, em castidade, em compreensão, em longanimidade, em bondade, no Espírito Santo, em amor sincero, em palavras verdadeiras, no poder de Deus, em armas de justiça, ofensivas e defensivas, em honra e desonra, em má ou boa fama; considerados sedutores, sendo, porém, verazes; como desconhecidos, sendo, porém, bem conhecidos; como moribundos, embora vivamos; como castigados mas não mortos; como aflitos mas sempre alegres; como pobres mas enriquecendo muitos; como quem nada possui, mas tendo tudo.
Aleluia
Aleluia, aleluia, aleluia!
Deus assegura a minha vitória
e me submete os meus adversários.
Aleluia, aleluia, aleluia!
Salva maravilhosamente seu servo
e usa de misericórdia com seu ungido.
Aleluia, aleluia, aleluia!
Evangelho
Mt 25, 14 -30
Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus
aquele tempo, o Senhor disse esta parábola: «Um homem que ia viajar para estrangeiro chamou seus servos
lhes entregou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e ao terceiro um, cada qual de acordo com sua capacidade. Em seguida viajou.
O servo que havia recebido cinco talentos logo, trabalhou com eles e lucrou outros cinco. Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. Mas aquele que havia recebido um saiu, cavou um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
Depois de muito tempo, o senhor voltou e foi ajustar contas com os servos. Aquele que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei. O senhor lhe disse: Parabéns, servo bom e fiel! Como te mostraste fiei na administração de tão pouco eu te confiarei muito mais. Vem participar da alegria do teu senhor! Chegou também o que havia recebido dois talentos e disse Senhor, tu me entregaste dois talentos Aqui estão mais dois que lucrei, O senhor lhe disse: Parabéns, servo bom e fiei. Como te mostraste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da alegria do teu senhor Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ajuntas onde não semeaste. Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence. O senhor lhe respondeu: Servo mau e preguiçoso. Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ajunto onde não semeei? Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence. Em seguida. o senhor ordenou: Tirai dele o talento e dai àquele que tem dez! Pois a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. E quanto a este servo inútil, jogai-o fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.» Tendo dito isto exclamou: «Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!»
Hino à Mãe de Deus
Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.
Kinonikón
Louvai o Senhor nos céus
louvai-O nas alturas!
Aleluia, aleluia, aleluia!

urante nossa existência, a cada dia, recebemos de Deus talentos para administrarmos segundo nossa capacidade. Ainda crianças, recebemos o Batismo, a Crisma e a Eucaristia, sacramentos da iniciação cristã. Há quem prefira deixar escondidos estes talentos, por motivos tão diversos. Há quem trabalhe esses talentos fazendo prosperar e multiplicar esses dons, pondo-os à serviço da Igreja viva, dos irmãos, principalmente os mais necessitados.
Como na parábola, a cada um é dado os dons segundo a sua capacidade. Esses dons devem ser compreendidos à luz da fé e à luz da disposição em servir. É preciso que estejamos atentos ao tempo oportuno para nos dispormos à entrega, ao oferecimento pelo outro. Os dons nos foram dados, mas não somos proprietários destes dons. O Único senhor é Deus e a Ele devemos devolver estes dons, não como recebemos simplesmente, mas transformados. Para isso a luta é necessária, o combate à indolência, à preguiça, ao comodismo devem conduzir nosso espírito aos desafios. Um cristão consciente de sua condição filial divina, é alguém que está pronto para os grandes desafios; é alguém que se põe a frente, que ocupa os lugares de vanguarda, abrindo trincheiras no meio dos obstáculos. São Paulo escreve a Timóteo a este respeito: “Suporta os trabalho a ti confiados como bom soldado de Cristo. Nenhum atleta será coroado se não tiver bem competido. É preciso que o lavrador trabalhe com afinco se quiser boa colheita” (2Tm 2,4-6).
Conforme nossa capacidade em administrar os dons, Deus vai nos dispondo outros. É imperioso, no entanto, frisar que quanto mais forem o número de dons a nós confiados, tanto maior nos será exigido bons resultados. Os primeiros talentos, se bem trabalhados, nos fazem aptos a receberem outros. A alguns é dado o dom da profecia,a outros, o dom da cura, a outros o dom das línguas, a outros o dom da pregação, a outros o dom de saber escutar, a outros o dom da misericórdia. Mas quais sejam esses dons, todos devem ter como base a caridade. Sem ela de nada valem os dons; sem ela nos anulamos e aniquilamos a graça depositada em nós. ( 1Cor 12). “Acima de tudo revesti-vos da caridade que é vinculo da perfeição” (Cl 3,14).
Por isso não devemos nos vangloriar pelos dons que temos recebido; não devemos ser alvos dos holofotes, pois quem sempre deve ser manifestado é Cristo e não nós . Somos meros instrumentos nas mãos de Deus e, se na sua misericórdia e bondade infinitas, nos confiou dons diversos e expressivos é para que manifestemos a Sua gloria. Não devemos cobiçar as glórias vãs , nos provocando inveja, separações, divisões. Os talentos não nos foram distribuídos para este fim. (Gl 5).
Outrossim, não nos deve assolar a tristeza ou a melancolia quando percebemos que não somos possuidores de vários dons e talentos para administrar. Pois o “Senhor é justo e seus julgamentos são corretos; com justiça e verdade Ele ordena tudo o que existe” (Sl 118). E também; «O Espírito distribui seus dons a quem ele quer e como quer.»
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