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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 18 de Junho de 2017:

«2º Domingo de Mateus»

(2º depois de Pentecostes - Modo 1º)

Memória dos Santos Mártires Leôncio, Hipácio e Teódulo.

Matinas

Evangelho

[Mc 16, 1-8]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Marcos.

assado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ungir Jesus. E no primeiro dia da semana, foram muito cedo ao sepulcro, mal o sol havia despontado. E diziam entre si: Quem nos há de remover a pedra da entrada do sepulcro? Levantando os olhos, elas viram removida a pedra, que era muito grande. Entrando no sepulcro, viram, sentado do lado direito, um jovem, vestido de roupas brancas, e assustaram-se. Ele lhes falou: Não tenhais medo. Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui. Eis o lugar onde o depositaram. Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galiléia. Lá o vereis como vos disse. Elas saíram do sepulcro e fugiram trêmulas e amedrontadas. E a ninguém disseram coisa alguma por causa do medo.

 

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição

Embora a pedra fosse selada pelos judeus
e teu puríssimo corpo fosse guardado pelos soldados.
Ressurgiste, porém, ao terceiro dia, ó Salvador, dando a vida ao mundo!
Por isso, as Potências Celestes clamaram-te, ó Autor da vida:
Glória a tua ressurreição, ó Cristo!
Glória a tua realeza, glória a tua providência, ó Filântropo!

Theotokion

Quando Gabriel te saudou, ó Virgem, dizendo: "alegra-te!"
e com sua voz, o Salvador encarnou-se em ti, tabernáculo santo;
e, como falava o Justo Davi: "veio do céu trazendo o Criador de tudo",
glória Àquele que habita em ti,
glória Àquele nascido de ti e que nos libertou!

Kondakion

Tu, sendo Deus, te levantaste do túmulo,
e devolveste a vida ao mundo;
a natureza humana, por isso te louva:
a morte foi vencida, Adão se regozija, ó Mestre,
e Eva, liberta agora das cadeias da morte,
com alegria exclama: Tu, ó Cristo, és o que a todos dá a Ressurreição!

Prokimenon

Desça sobre nós, Senhor, a tua misericórdia
conforme nossa esperança em Ti.

Exultai, ó justos, no Senhor,
pois aos retos convém o louvor.

EPÍSTOLA:

[Rm 2, 10-16]

Epístola do Apóstolo São Paulo aos Romanos.

rmãos, glória, honra e paz a todo o que faz o bem, primeiro ao judeu e depois ao grego. Porque, diante de Deus, não há distinção de pessoas. Todos os que sem a lei pecaram, sem aplicação da lei perecerão; e quantos pecaram sob o regime da lei, pela lei serão julgados. Porque diante de Deus não são justos os que ouvem a lei, mas serão tidos por justos os que praticam a lei. Os pagãos, que não têm a lei, fazendo naturalmente as coisas que são da lei, embora não tenham a lei, a si mesmos servem de lei; eles mostram que o objeto da lei está gravado nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua consciência, bem como os seus raciocínios, com os quais se acusam ou se escusam mutuamente. Isso aparecerá claramente no dia em que, segundo o meu Evangelho, Deus julgar as ações secretas dos homens, por Jesus Cristo.

Aleluia

Deus assegura a minha vitória
e me submete os meus adversários.

Salva maravilhosamente seu servo
e usa de misericórdia com seu ungido.

Evangelho

[Mt 4, 18-23]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateus.

aquele tempo, caminhando Jesus ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. E disse-lhes: «Vinde após mim e vos farei pescadores de homens». Na mesma hora abandonaram suas redes e o seguiram. Passando adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam com seu pai Zebedeu consertando as redes. Chamou-os, e eles abandonaram a barca e seu pai e o seguiram. Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.

 

pós vivenciarmos as experiências de Pentecostes e celebrarmos, logo no domingo posterior, o “dia de todos os santos”, a Igreja do Oriente retoma São Mateus, iniciando os relatos sobre a vida de Jesus pelo "chamado" dos primeiros discípulos. O mesmo texto, podemos encontrar em Marcos e Lucas.

Para anunciar a Deus é preciso tê-lo conhecido. Para conhecer a Deus é necessário que ele se revele. No Novo Testamento, Deus se deixa revelar na pessoa do Filho e o Filho chama seus colaboradores para que Deus seja cada vez mais conhecido e amado por todos.

O chamado genuíno para esta missão é sempre uma iniciativa divina:

(Δεν με εδιαλε§ατε σεις, αλλα εγω σας εδιαλε§α)

“Não fostes vós que me escolhestes,
mas eu que vos escolhi” (Jo 15,16).

O Mar da Galiléia

Cafarnaúm, ficava às margens do Lago de Genesaré, também chamado Mar da Galiléia. É aí, entre os pescadores, que Jesus encontra seus primeiros colaboradores: Simão Pedro e André, Tiago e João. Dois pares de irmãos, sinal de que o Reino é lugar de fraternidade, comunhão e Família. Jesus escolhe trabalhadores dedicados. Eles eram pescadores e conheciam bem sua profissão: sabiam das responsabilidades e das dificuldades provindas deste árduo labor.

O pescador é um homem do silêncio, da esperança e da perseverança. Quando sai para a pesca sua língua cessa para que os peixes não se assustem com o barulho das palavras. É um homem da esperança, pois aguarda sem afobação o momento certo para retirar as redes e coletar o fruto de seu trabalho. Às vezes espera toda uma noite, sem nada pescar, mesmo assim insiste em jogá-la de novo às águas. Por isso o pescador também é caracterizado como o homem da perseverança.

Tão acostumados com o seu trabalho, Jesus convida aqueles pescadores para inaugurar um outro tipo de pesca pois era preciso trabalhar para o Reino:

“Απο τωρα και εις θα πιανις αντρωπους”

Doravante serás pescador de homens. (Jo 5,10)

Nesta nova empreitada aquelas características tão próprias dos pescadores (o silêncio, a esperança e a perseverança) lhes serão de grande valia. O silêncio da oração e da meditação contínua, fará dos chamados, homens de esperança e de perseverança, mesmo quando a pesca parecer infrutífera.

Mas é necessário que também nós façamos nossa parte: entregar-se à oração e à meditação e pedir. A este propósito, São João Crisóstomo, ao comentar esta passagem do Evangelho, recorda: “Quando falta nossa cooperação, também a ajuda de Deus perde sua força” (Comentário ao Evangelho de São Mateus, n. 50).

Os chamados por Deus devem ter a fisionomia própria Daquele que chama, que não é objeto de mudanças: o semblante do Cristo Sacerdote, Profeta e Rei. Os homens desejam contemplar no sacerdote, o chamado por excelência a anunciar o Reino, o rosto de Cristo, aquele que é, “posto a favor dos homens no que se refere a Deus” (Hb 5,1).

Portanto, pelo convite que Deus nos fez, os chamados comprometem-se a manifestar a presença de Cristo, único e sumo Pastor, no meio do Rebanho que lhes foi confiado. Este rebanho é a Igreja que está presente em todas as partes, com rosto multiforme, mas que se une pela mesma Cabeça: O Cristo Sacerdote.

Os quatro primeiros chamados seguiram o Mestre e, com Ele, aprenderam a ser santos para, só depois, mergulhados na Graça, sair e pescar de um modo diferente, novo.

Galileia, terra de encontros... Jesus gasta tempo a olhar as pessoas e a compreendê-las. Quando chama para o seguirem Simão e André, Tiago e João, mostra-se humano não quebrando os laços da fraternidade; os primeiros discípulos são chamados dois a dois. Deixar as redes, a barca e sobretudo o pai é já tão exigente! A Galileia, símbolo dos indivíduos e dos povos introduzidos na luz de um homem que põe de pé. Jesus leva-os consigo através de um longo itinerário em que nenhum "impossível" é colocado a priori, nem sequer a passagem para o outro lado do mar.

«Vinde após mim.
Farei de vós pescadores de homens»

Vieram a ele como pescadores de peixes e tornaram-se pescadores de homens, como ele dissera: “Eis que agora envio caçadores de homens, e eles caçaram sobre todas as montanhas e todos os lugares elevados” (Jr 16,16). Se ele tivesse enviado sábios, diriam que tinham persuadido o povo e assim tinham ganho, ou que os tinham enganado e assim os agarraram. Se ele tivesse enviado ricos, diriam que eles tinham dominado do povo alimentando-o, ou que os tinham corrompido com dinheiro, e assim os tinham dominado. Se tivesse enviado homens fortes, teriam dito que eles os tinham seduzido pela força, ou ao contrário, pela violência.

Mas os apóstolos não tinham nada disso. O Senhor mostrá-lo-á a todos pelo exemplo de São Pedro. Ele era pusilânime, porque ele ficou aterrorizado à voz de um criado; era pobre, porque ele próprio não podia pagar a sua parte do imposto: “Não tenho ouro nem prata” (Ac 3,6; Mt 17, 24-27). Ele não tinha cultura pois, quando negou o Senhor, nem foi capaz de se defender pela astúcia.

Eles partiram pois, estes pescadores de peixes, e alcançaram a vitória sobre os fortes, os ricos e os sábios. Grande milagre! Fracos como eram, atraíram, sem violência, os fortes à sua doutrina; pobres, ensinaram os ricos; ignorantes, fizeram os seus discípulos sábios e prudentes. A sabedoria do mundo deu lugar a esta sabedoria que é ela própria a sabedoria das sabedorias.

«Deixando logo as redes, seguiram-No»

Poderíamos pensar […]: «Terão abandonado assim tanta coisa para seguirem o Senhor, estes dois pescadores que não tinham quase nada?» […] A verdade é que abandonaram muito, visto que renunciaram a tudo, por muito pouco que esse tudo fosse. Nós, pelo contrário, apegamo-nos ao que temos e procuramos avidamente o que não temos. Por isso, Pedro e André abandonaram muito quando renunciaram ao simples desejo de possuir; abandonaram muito porque, ao renunciarem aos seus bens, renunciaram igualmente ao que ambicionavam. […]

Assim, quando vemos que alguns renunciaram a grandes riquezas, não devemos pensar: «Gostaria muito de os imitar no seu desprezo por este mundo, mas não tenho nada para abandonar, não possuo nada.» Abandonais muito, meus irmãos, se renunciais aos desejos deste mundo. Com efeito, o Senhor contenta-Se com os nossos bens exteriores, por muito pequenos que sejam; pois é o coração que Ele tem em conta e não o valor das coisas: não Lhe interessa a quantidade de coisas que Lhe sacrificamos, mas o amor que acompanha a nossa oferenda.

Com efeito, pensando apenas nos bens exteriores, os nossos santos comerciantes pagaram a vida eterna, a vida dos anjos, com as suas redes e o seu barco. O Reino de Deus não tem preço e, por conseguinte, não te custa nem mais nem menos do que aquilo que possuis.

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