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Domingo, 6 de Julho:
 
 
 

E C C L E S I A
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«Olhai os lírios dos campos!» (Mt 6, 28)

«3º Domingo de Mateus»

(3º Domingo Após Pentecostes)

 

Apolitikion (2º tom)

Quando te entregaste a morte ó Vida Imortal,
aniquilaste os infernos pelo esplendor de tua divindade;
e quando ressuscitaste os mortos das profundezas da terra,
todas as potências celestes exclamaram:
Ó Cristo nosso Deus, ó Autor da Vida
Senhor, glória a Ti

Kondakion (2º tom)

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Tu te levantaste da tumba, ó Salvador Onipotente,
e o inferno, vendo esta maravilha, estremeceu de medo,
e os mortos ressuscitaram de seus túmulos.
Adão e toda a Criação se alegram contigo,
e o mundo, ó Salvador meu, te louva para sempre.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Teus méritos são glorificados acima de toda a razão, ó Mãe de Deus,
Na pureza selada, preservaste a tua virgindade,
verdadeiramente mãe, és reconhecida
que deste à luz o verdadeiro Deus
roga a Ele que salve as nossas almas!

Hino à Mãe de Deus

Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokimenon

O Senhor é minha força e meu vigor
Ele foi a minha salvação. (Sl 118,14)

O Senhor severamente me castigou ,
mas não me entregou à morte. (Sl 118, 18)

Epístola

Rm 5, 1-10

Leitura da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Romanos

rmãos, justificados pela fé temos a paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Por ele é que tivemos acesso a essa graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança de possuir um dia a glória de Deus. Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança. E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo a seu tempo morreu pelos ímpios. Em rigor, a gente aceitaria morrer por um justo, por um homem de bem, quiçá se consentiria em morrer. Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

O Senhor te responda no dia do Perigo. (Sl, 21)
Aleluia, aleluia, aleluia!

Salva Senhor o teu povo
e abençoa a tua herança. (Sl. 28, 9)
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

Mt 6, 22-33

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o Evangelista São Mateus

aquele tempo, disse Jesus: «O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas! Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza. Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso.

Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo».

Kinonikon

Louvai o Senhor nos Céus,
louvai-O nas alturas.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Pe. Pavlos Tamanini

Evangelho deste Domingo convida-nos a refletir sobre duas realidades: a primeira, acentua a impossibilidade de se servir a dois senhores; a segunda realça a atitude do cristão diante das preocupações e trabalhos da vida. Concluímos que o Reino de Deus não admite divisões e que, a opção pelo Reino, exige uma suprema e desprendida liberdade interior diante de tudo o mais. É um convite ao desprendimento.

«Não podeis estar a serviço de Deus e do dinheiro» Mt 6, 24. Mamonan, no original grego e aramaico significa não somente o dinheiro, mas toda espécie de «bens». Em algumas traduções aparece como sendo o deus do dinheiro, da cobiça, da avareza. Qualquer que seja a exegese do termo não se foge daquilo que o Senhor nos chama a atenção: nossos bens temporais devem ser vistos e aceitos como tais, isto é, contingentes, efêmeros, transitórios, passageiros. O que de fato são perenes e duradouros são os tesouros que «nem a traça nem a ferrugem corroem.»

O fato de possuirmos valores monetários ou similares não é condenável. Torna-se prejudicial, porém, quando nos deixamos possuir por eles. O avarento, o cobiçoso não possui, mas é possuído por seus bens e desejos. O apego é colidente com a caridade, com a doação e com a entrega.

É necessário que nossa relação com os bens materiais não se tornem obstáculos à relação filial que temos com nosso Deus e que eles sejam apenas e somente meios para melhor promover a dignidade humana e, jamais, fim em si mesmos.

Nosso tesouro é Deus e embora carreguemos este tesouro em vasos de argila, como revela-nos o Apóstolo Paulo, é preciso que haja plena confiança n'Ele e em sua Providência. Esta confiança é uma condição para que resistamos aos apelos consumistas e ao apego material em geral de nosso tempo e de nossa sociedade. A base da confiança do homem está na certeza da fidelidade de Deus.

Encontramos na Palavra de Deus exemplos tão contundentes de homens que se entregaram à sua Providência: «As suas palavras não passam» (Is 40,8), «Suas promessas serão mantidas» (Tb 14,4). «Deus não mente nem volta atrás» (Nm 23,19). «Seu desígnio divino, desígnio de amor, se realizará infalivelmente» (SI 32,11; Is 25,1). «O homem pode, portanto, confiar.» «Deus vela sobre o mundo (Gn 8,22), dando o sol e a chuva a todos, bons e maus» (Mt 5,45).

A fisionomia de Deus na Escritura Sagrada é a de um Pai que vela sobre seus filhos e provê suas necessidades: «Dais a todos o alimento a seu tempo» (SI 144,15; 103,27), tanto aos animais como aos homens.

Mas a providência de Deus se manifestou, sobretudo, na Historia da Salvação com a encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, sua Vida, Morte e Ressurreição. A Igreja, sinal visível da sua Presença e Providência, nos ensina a confiar e a esperar.

 
 

«Não temais»

São João Crisóstomo (345-407), Bispo de Antioquia,
depois de Constantinopla, da Homilia
«A partida para o exílio»

 

umerosas são as vagas e brame a tempestade, mas não tememos ser submersos: permanecemos firmes sobre a rocha. Mesmo que o mar se enfureça, não quebrará a rocha; mesmo que as vagas se levantem, não podem engolir a barca de Jesus. Dizei-me: que temeríamos nós? A morte? «Para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro» (Fl 1, 21). O exílio? «Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe» (Sl 23, 1). A confiscação dos bens? «Nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7). Não ligo ao que é temível neste mundo; rio-me dos seus bens. Não temo a pobreza, não desejo a riqueza. Não tenho medo da morte…

O Senhor é que me deu garantias. Fiar-me-ei nas minhas forças? Possuo o seu testamento: eis o meu ponto de apoio, a minha segurança, eis o meu porto tranquilo. Ainda que trema todo o universo, eu possuo este testamento e releio-o: é a minha fortaleza, a minha segurança. Qual o seu conteúdo? «Eis que Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo» (Mt 28, 20).

Jesus Cristo está comigo, quem temerei? Assaltem-me as vagas e a cólera dos grandes: tudo isso não vale, sequer, o peso de uma teia de aranha.

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