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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Sábado, 07 de Janeiro de 2017:

«Sinaxe do Santo Profeta e
Glorioso Precursor João Batista»

(Modo Próprio)

Matinas

HIRMOS DA 9ª ODE

Glorifica, ó minha alma, aquela que é mais venerável
e mais gloriosa que os exércitos celestes.
Eu contemplo um mistério estranho e admirável:
a gruta tornou-se o Céu; a Virgem, o trono dos Querubins;
e a manjedoura, um lugar honroso,
no qual repousa o incomensurável, Cristo Deus.
Louvemo-lo e glorifiquemo-lo!

Hirmos DA 9ª ODE (II Cânon da Epifania - Modo 2)

Ó Maravilha Inconcebível do teu nascimento!
Uma Virgem Puríssima, Mãe Bendita!
Tendo obtido por ela uma salvação completa,
nós te trazemos um dom que realmente te é devido,
fazendo ecoar um hino de ação de graças.

Divina Liturgia

ISSODIKON

Bendito O que vem em Nome do Senhor;
o Senhor é Deus e nos apareceu!

Salva-nos, Filho de Deus,
Tu que fostes batizado por João no Jordão,
a nós que Ti cantamos: Aleluia!

Apolitikion (Modo 2)

Na louvada memória do justo,
tu, Precursor, és o testemunho do Senhor:
verdadeiramente, foste mais venerável do que os profetas,
pois recebeste a honra de batizar o Messias nas águas do rio;
sofreste com alegria pela verdade,
anunciaste àqueles que estavam ainda no inferno
a vinda de Deus feito Homem,
que redime os pecados do mundo e nos dá a grande graça.

Apolitikion da Epifania (Modo 1)

Em teu batismo no Jordão, Senhor,
manifestou-se a adoração da Trindade;
pois a voz do Pai deu testemunha,
chamando-te Filho bem-amado;
e o Espírito, sob forma de pomba,
confirmou a verdade desta palavra.
Ó Cristo Deus que te manifestaste e iluminaste o mundo,
Senhor, glória a Ti!

Kondakion da Epifania (Modo 4)

Hoje, Senhor, te manifestaste ao Universo
e a tua voz brilhou sobre nós,
que, conhecendo-te, cantamos:
Vieste, apareceste, ó Luz Inacessível!

Triságion

Vós que, em Cristo, fostes batizados,
de Cristo vos revestistes, aleluia! (3 x)

Glória ao Pai...

... de Cristo vos revestistes, aleluia!

Vós que, em Cristo, fostes batizados,
de Cristo vos revestistes, aleluia!

Prokímenon (Modo Grave)

O justo se alegrará no SENHOR,
e junto d'Ele encontrará o seu refúgio.

Ó Deus, ouve a voz do meu lamento!
Salva-me a vida do inimigo aterrador!

EPÍSTOLA

[At 19, 1-8]

Livro dos Atos dos Apóstolos.

rmãos, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as regiões mais altas e chegou a Éfeso. Encontrou aí alguns discípulos, e perguntou-lhes: «Quando vocês abraçaram a fé receberam o Espírito Santo?» Eles responderam: «Nós nem sequer ouvimos falar que existe um Espírito Santo.» Paulo perguntou: «Que batismo vocês receberam?» Eles responderam: «O batismo de João.» Então Paulo explicou: «João batizava como sinal de arrependimento e pedia que o povo acreditasse naquele que devia vir depois dele, isto é, em Jesus.» Ao ouvir isso, eles se fizeram batizar em nome do Senhor Jesus. Logo que Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e começaram a falar em línguas e a profetizar. Eram, ao todo, doze homens. Em seguida, Paulo foi à sinagoga e, durante três meses, falava com toda convicção, discutindo e procurando convencer os ouvintes sobre o Reino de Deus.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

O justo florescerá como a palmeira;
crescerá como o cedro no Líbano. [Sl 92,12]
Aleluia, aleluia, aleluia!

Os que estão plantados na casa do SENHOR
florescerão nos átrios do nosso Deus. [Sl 92,13]
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[Jo 1, 29-34]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.

aquele tempo, João viu que Jesus vinha a seu encontro e disse: «Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo. É dele que eu falei: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque antes de mim ele já existia! Eu também não o conhecia, mas vim batizar com água para que ele fosse manifestado a Israel». João ainda testemunhou: «Eu vi o Espírito descer do céu, como pomba, e permanecer sobre ele. Pois eu não o conhecia, mas aquele que me enviou disse-me: Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, é ele que batiza com Espírito Santo. Eu vi, e por isso dou testemunho: ele é o Filho de Deus!»

Kinonikon

Manifestou-se a Graça de Deus que a todos salva!
Aleluia, aleluia, aleluia!

OBS.:

  1. Na Bênção Final acrescenta: Que aquele que quis ser batizado por João, no Jordão, para nossa salvação, o Cristo ... 
  2. Encerramento da Festa no dia 14.

 

Festa da Sinaxe de São João Batista, Profeta e Precursor, é celebrada no calendário ortodoxo, no dia posterior a grande Festa da Epifania do Senhor. Comemora-se neste dia a trasladação da santa relíquia da mão do Precursor à Constantinopla, mão que batizou o próprio Senhor. Por esta razão, esta festa é contada entre as grandes festas do Precursor, de modo que não devemos silenciar sobre os efeitos milagrosos e sobrenaturais que dela sobrevém.

A chegada da santa relíquia (mão direita) de São João Batista à Constantinopla ocorreu na tarde da Festa da Epifania, já celebrada pela igreja primitiva no dia 6 de Janeiro, como conta a tradição: São Lucas, o Evangelista, foi à cidade de Sebaste onde foi sepultado o corpo do Precursor. Encontrou-o intacto, mas não conseguiu retirá-lo porque foi impedido pelos cristãos locais que o veneravam. Foi-lhe concedido retirar apenas a mão direita do corpo do Precursor que São Lucas trouxe para Antioquia, sua cidade natal, onde registrou-se muitos e grandes milagres após sua chegada.

* * * * *

São João Batista

Comemoração: 7 de julho, 20 de janeiro, 9 de março, 7 de junho, 11 de setembro.

profeta são João Batista é o mais venerado santo após a Virgem Maria. Ele é lembrado e festejado nas seguintes datas: 6 de outubro — concepção; 7 de julho — nascimento; 11 de setembro — decapitação; 20 de janeiro — Sinaxe do são João Batista, ligado à Festa de Teofania; 9 de março — 1a e 2a Revelações da sua cabeça; 7 de junho — a 3a Revelação; 25 de outubro — a trasladação da sua mão direita da ilha de Malta para a Gatchina (perto de São Petersburgo).

O profeta João Batista era filho do sacerdote Zacarias (da geração de Aarão) e da justa Isabel (da geração de Davi). Eles moravam perto de Hebron, nas montanhas, ao sul de Jerusalém. Ele era parente do Nosso Senhor Jesus Cristo por parte de sua mãe e nasceu 6 meses antes Dele. Conforme nos relata o Evangelho, o arcanjo Gabriel apareceu ao seu pai no templo, anunciando o nascimento do seu filho. E eis, na justa família de pais idosos, que não tiveram filhos, enfim nasce um filho que eles sempre pediram a Deus.

Pela graça de Deus ele não foi morto no meio de milhares crianças massacradas em Belém e seus arredores. São João cresceu num deserto inóspito, preparando-se através de uma vida austera para a grande missão — jejuando, rezando e meditando sobre as coisas Divinas. Ele vestia uma veste rústica, de pêlos de camelo e um cinturão de couro, e comeu mel silvestre e gafanhotos. Ele permaneceu lá no deserto até, aos trinta anos, ser chamado pelo Senhor para a pregação ao povo judeu.

Obedecendo à esta chamada, o profeta João foi até o rio Jordão, para preparar o povo para a recepção do esperado Messias (Cristo). Preparando-se para a festa de purificação, o povo costumava vir até o rio para as abluções rituais. E foi aqui que João começou pregar a eles a penitencia e o batismo para a remissão dos pecados. A essência de sua pregação visava a mostrar ao povo que antes de lavar o corpo, é necessário purificar-se espiritualmente, e desta maneira preparar-se para a aceitação do Evangelho. Naturalmente, o batismo de João ainda não era o batismo cristão, efetuado pela obra Divina. O sentido deste batismo era preparar o povo para o batismo futuro pela água e pelo Espirito Santo.

Numa das orações o profeta João é comparado à uma estrela da manhã, que com o seu brilho excedia o brilho de todas as outras estrelas e anunciava a manhã do dia abençoado, iluminado pelo Sol espiritual de Cristo (Mal. 4:2). Quando a espera de Messias chegou ao seu ponto culminante, o Próprio Salvador do mundo, Senhor Jesus Cristo veio até João no rio Jordão para ser batizado. O batismo de Cristo foi acompanhado por fenômenos milagrosos — a descida do Espirito Santo na forma de um pombo e a voz de Deus Pai do céu: «Este é o Meu Filho dileto ...»

Tendo recebido a revelação a respeito de Jesus Cristo, o profeta João dizia ao povo: «Este é o Cordeiro de Deus, que toma sobre Si os pecados do mundo». Quando dois dos discípulos de João ouviram isto, eles logo seguiam Jesus Cristo. Estes dois discípulos eram João o Teólogo e André, o Primeiro Chamado, irmão do Simão Pedro.

Com o ato de batismo, o profeta João como que terminasse a sua missão profética. Ele não tinha medo de mostrar todos os vícios e pecados tanto dos homens simples, como dos poderosos. Por tudo isto ele logo sofreu.

O rei Herodes Antipas (filho do Herodes Grande) mandou prender o profeta João e mete-lo na prisão porque o profeta o acusava de ter abandonado a sua legitima esposa (filha do rei da Arábia, Arefa) e convivendo em concubinato com a Herodíades. Herodíades era esposa do irmão de Herodes, Felipe.

Herodes promoveu um banquete no dia do seu aniversário, do qual participaram muitos convidados. Salomé, filha da ímpia Herodíades, dançava uma dança sensual e Herodes, junto com os outros convidados, ficou tão fascinado, que jurou à Salomé cumprir qualquer desejo dela, até presentea-la com a metade do seu reino. A bailarina, ensinada pela sua mãe, pediu lhe dar num prato a cabeça de João Batista. Herodes respeitava João como profeta e portanto entristeceu-se com este pedido. Porém, ele teve vergonha de quebrar o juramento e assim mandou o guarda para a prisão para decapitar o profeta. A cabeça do João foi entregue à moça, a qual levou-a até a sua mãe. Herodíades, após ter profanado a cabeça do santo, a jogou num lugar imundo. Os discípulos do João Batista sepultaram o corpo dele na cidade de Sebaste, na Samária.

No ano 38 d.C. Herodes foi castigado pelo seu crime: o seu exército foi derrotado por Arefa, que empreendeu a campanha militar contra ele para vingar a desonra de sua filha, abandonada por Herodes por causa da Herodíades, e no ano seguinte, o imperador de Roma, Calígula, condenou Herodes e o deportou para uma prisão.

Conforme a tradição, o Evangelista Lucas, que visitava várias cidades, pregando o Evangelho, levou consigo da Sebaste uma parte da relíquia do grande profeta — a sua mão direita. No ano 959, quando os maometanos conquistaram a Antioquia, (durante o reinado do imperador Constantino Porfirogenito), o diácono Jó trasladou a mão do Precursor da Antioquia para a Calcedonia, de onde ela foi levada para a Constantinopla e onde ela foi guardada até a tomada da cidade pelos turcos. Depois, a mão direita do são João Batista foi guardada em São Petersburgo, na igreja de Nosso Senhor Aquiropita, no Palácio de Inverno.

A santa cabeça do são João Batista foi encontrada por uma mulher piedosa, Joana, e sepultada numa urna no monte das Oliveiras. Mais tarde, um asceta que estava cavando o solo, preparando o lugar para alicerces de uma nova igreja, achou a relíquia e a guardou consigo. Antes da sua morte, temendo a profanação por parte dos ímpios, ocultou-a na terra no mesmo lugar onde ela foi achada. Durante o reinado do imperador Constantino Grande, dois monges vieram para Jerusalém, para orar no Santo Sepulcro. São João Batista apareceu a um deles em sonho indicando, onde estava enterrada a sua cabeça. A partir desta data, os cristãos começaram a festejar o Primeiro Achado da cabeça do São João Batista.

Foi sobre o João Batista que Jesus disse: «Entre os nascidos de mulher não existe profeta nenhum maior do que João Batista». João Batista é glorificado pela Igreja como «um anjo, apóstolo, mártir, profeta, círio e amigo de Cristo, o selo dos profetas e intercessor da velha e nova graça, e entre os nascidos, a mais venerável e luminosa voz do Verbo».

Tropário:

Na louvada memória do justo,
tu, Precursor, és o testemunho do Senhor:
verdadeiramente, foste mais venerável do que os profetas,
pois recebeste a honra de batizar o Messias nas águas do rio;
sofreste com alegria pela verdade,
anunciaste àqueles que estavam ainda no inferno
a vinda de Deus feito Homem,
que redime os pecados do mundo e nos dá a grande graça.


Fonte:

Site de D. Alexander Mileant

«És tu aquele que deve vir?»

O Senhor, sabendo que sem o Evangelho ninguém pode ter uma fé plena – porque se a Bíblia começa pelo Antigo Testamento, é no Novo que ela atinge a perfeição – não esclarece as questões que lhe põem acerca dele próprio por palavras, mas pelos seus atos. “Ide, disse ele, contai a João o que viram e ouviram: os cegos vêem, os coxos andam, os surdos ouvem, os leprosos são purificados, os mortos ressuscitam, a Boa Nova é anunciada aos pobres”. Este testemunho é completo porque foi dele que profetizaram:”O Senhor liberta os prisioneiros; o Senhor dá vista aos cegos; o Senhor levanta os caídos... O Senhor reinará eternamente” (Sl 145,7s). Estas são as marcas de um poder não humano mas divino...

Contudo estes não são ainda senão os mais pequenos exemplos do testemunho trazido por Cristo. O que funda a plenitude da fé, é a cruz do Senhor, a sua morte, o seu sepulcro. É por isso que, depois da resposta que citamos, ele diz ainda:”Feliz daquele que não cair por minha causa”. Com efeito, a cruz podia provocar a queda dos próprios escolhidos, mas não há testemunho maior de uma pessoa divina, nada que mais pareça ultrapassar as forças humanas, que esta oferta de um só pelo mundo inteiro. Somente por isso o Senhor se revela plenamente. Aliás, é assim que João o designa: ”Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).

* * * * *

«Testemunha de Cristo na vida e na morte»

Admiremos João Batista por causa do seguinte testemunho: "Entre os filhos de mulher, ninguém ultrapassa João Batista" (Lc 7,28); ele mereceu ser elevado a uma tal reputação de virtude que muitas pessoas pensavam que ele era o Cristo (Lc 3,15). Mas há uma coisa ainda mais admirável: Herodes, o tetrarca, detinha poder real e podia fazê-lo morrer quando quisesse. Ora ele tinha cometido uma ação injusta e contrária à lei de Moisés ao tomar a mulher do seu irmão. João, sem ter medo dele nem fazer acepção de pessoas, sem dar importância ao poder real, sem recear a morte..., sem escamotear qualquer destes perigos, repreendeu Herodes com a liberdade dos profetas e condenou o seu casamento. Lançado na prisão por causa desta audácia, não se preocupou nem com a morte nem com um julgamento com sentença incerta mas, a partir do cárcere, os seus pensamentos iam para o Cristo que ele tinha anunciado.

Não podendo ir em pessoa ao seu encontro, envia os seus discípulos para lhe trazerem informações: "Tu és aquele que deve vir ou temos que esperar outro?" (Lc 7,15). Notem bem que, mesmo na prisão, João ensinava. Mesmo naquele lugar ele tinha discípulos; mesmo na prisão, João cumpria o seu dever de mestre e instruía os seus discípulos, conversando sobre Deus.

Nestas circunstâncias, levantou-se a questão de Jesus e João envia-lhe alguns discípulos... Os discípulos regressam e trazem ao mestre o que o Salvador lhes tinha encarregado de anunciar. Essa resposta foi para João uma arma para enfrentar o combate; morre com confiança e com grande coragem se deixa decapitar, seguro na palavra do próprio Senhor em como aquele em quem acreditava era verdadeiramente o Filho de Deus. Esta foi a liberdade de João Batista, aquela foi a loucura de Herodes que, aos seus numerosos crimes, acrescentou primeiro a prisão, depois o martírio de João Batista.

 

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