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Sábado, 12 de Abril:
 
 
 

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«Virgem Mãe de Deus,
por ti conhecemos o Verbo do Pai, nosso Deus,
Filho Único em duas naturezas!».

«Sábado do Akathistos»

(Sábado da Quinta Semana da Quaresma)

Apolitikion

Aquele que não tem corpo,
quando se inteirou da ordem a ele sigilosamente confiada,
apressou-se em ir à casa de José
e disse à Virgem que não conheceu varão:
«Aquele que trouxe a nós o céu quando dele desceu,
é contido inteiro em ti, sem sofrer transformação».
Vendo-o em teu seio tomando a forma de escravo,
cheio de admiração te aclamo:
«salve, Virgem e Esposa!»

Kondakion

Nós, teus servos, ó Mãe de Deus,
te conferimos os lauréis da vitória,
penhor de nossa gratidão,
como a um general que combateu por nós
e nos salvou de terríveis calamidades.
E, como tens um poder invencível,
livra-nos dos perigos de toda espécie
para que te aclamemos: «salve, Virgem e Esposa!»

Prokimenon

Minha alma glorifica o Senhor,
e meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.
Porque voltou seus olhos para a humildade de sua serva;
doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada.

Epístola:

Hb 9, 24-28

Leitura da Primeira Epístola do Apóstolo São Paulo aos Hebreus

rmãos, de fato, Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro santuário; ele entrou no próprio céu, a fim de apresentar-se agora diante de Deus em nosso favor. Ele não teve que se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que todos os anos entra no santuário com sangue que não é seu. Se assim fosse, ele deveria ter sofrido muitas vezes desde a criação do mundo. Entretanto, ele se manifestou uma vez por todas no fim dos tempos, abolindo o pecado pelo sacrifício de si mesmo. E dado que os homens morrem uma só vez e depois disso vem o julgamento, assim, também Cristo se ofereceu uma vez por todas, para tirar o pecado de muitos. Ele aparecerá uma segunda vez, sem nenhuma relação com o pecado, para aqueles que o esperam para a salvação.

Evangelho

Mc 8, 27-31

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

Lembra-te do teu povo que elegeste há tanto tempo;
recuperaste o cetro da tua herança.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Deus, que é nosso Rei antes dos séculos,
operou a salvação no meio da terra!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Proclamação do Santo Evangelho de Nosso Senhor JesusCristo, segundo o Evangelista São Marcos

aquele tempo, Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesaréia de Filipe. No caminho, ele perguntou a seus discípulos: «Quem dizem os homens que eu sou?» Eles responderam: «Alguns dizem que tu és João Batista; outros, que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas.» Então Jesus perguntou-lhes: «E vocês, quem dizem que eu sou?» Pedro respondeu: «Tu és o Messias.» Então Jesus proibiu severamente que eles falassem a alguém a respeito dele.

Kinonikón

Tomarei o Cálice da salvação
e invocarei o nome do Senhor!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Hirmos

Rejubile-se em espírito toda criatura da terra,
dançando e segurando archote;
e que a natureza dos espíritos puros
celebre a festa da Mãe de Deus, clamando:
Salve, ó Mãe de Deus, bem-aventurada e sempre Virgem!

Pe. Pavlos Tamanini

comemoração do Sábado do Akathistos é uma justa e santa homenagem à Virgem Mãe de Deus, Intercessora dos Cristãos, na semana que antecede Semana Santa. Com esta festa, encerra-se solenemente o canto do ofício de mesmo nome, feito durante as sextas-feiras da Grande Quaresma.

O belíssimo hino Akathistos, em honra da Mãe de Deus, tão apreciado pela piedade popular bizantina há cerca de treze séculos, agora começa a ser conhecido também no Ocidente, está presente em diversos trechos do Ofício da festa, como por exemplo no proêmio que precede as vinte e quatro estrofes do hino, ou no kondakion (8º tom) cujo texto transcrevemos em seguida:

«Ó Mãe de Deus, invencível estratega,
nós, teus servos, elevamos a ti
o hino de vitória e de gratidão
por ter-nos salvado de terríveis calamidades.
Tu, pois, cujo poder é invencível,
livra-nos de todo mal,
para que possamos a ti clamar:
Ave, Virgem e Esposa!»

O Hino Akathistos (que literalmente significa «estando de pé») composto originalmente em grego no final do século V, é de autor desconhecido. Sua autoria é atribuída a diversos personagens, porém não há nenhuma prova concludente e possivelmente, seja melhor assim.

Como disse um comentarista moderno, «é melhor que o hino seja anônimo. Assim é de todos porque é da Igreja».

Efetivamente, desde princípios do século V, a Igreja bizantina o incluiu em sua liturgia como a expressão mais alta do culto à Santíssima Virgem, e o canta em muitas ocasiões, de modo especialmente solene no sábado da 5ª semana da Quaresma.

A estrutura métrica do texto original é de uma suma perfeição, de difícil tradução para outras línguas. As 24 estrofes que o compõem (umas mais longas, outras mais breves, alternadamente) se distribuem por igual em duas partes: uma evangélica e outra dogmática. A primeira parte representa a narração evangélica em uma série de quadros que vão desde a Anunciação de Maria até o Encontro de Maria com Simeão no templo de Jerusalém. A segunda parte expõe os principais artigos da fé mariana da Igreja: virgindade perpétua, maternidade divina, medianeira das graças celestiais.

O Hino Akathistos é comum a todos os cristãos de rito bizantino, ortodoxos e católicos. Constitui pois, uma antiga e solene ponte para a plena comunhão entre a Igreja do Oriente e do Ocidente.

 

«Digna de todo louvor,
Santa Mãe do Verbo,
Santíssimo entre todos os santos,
recebe, nesse canto, a nossa oferta.
Salva o mundo de todo perigo;
de todos os males e dos castigos futuros
livra-nos, a nós que cantamos: aleluia!»

«Ó gloriosa, sempre Virgem e bendita Mãe de Deus,
ofereça minhas orações a teu Filho e meu Deus,
e roga a ele pela salvação de minha alma.

O Pai é minha esperança,
o Filho é meu refúgio
e o Espírito Santo é meu amparo:
Santíssima Trindade, glória a Ti!

Em ti deposito toda a minha esperança;
ó Mãe de Deus, guarda-me sob a tua proteção».

Depoimentos de Santos Escritores Orientais da Antigüidade sobre a devoção a Bem Aventurada Virgem Maria.

São Cirilo de Alexandria (430): Doutor da Igreja, enaltecendo a maternidade de Maria, assim diz:

«Salve, ó Maria, Mãe de Deus, Virgem e Mãe, estrela e vaso de eleição! Salve Maria, Virgem Mãe e serva; virgem na verdade, por virtude daquele que nascer de ti; mãe por virtude daquele que cobriste com panos e nutriste em teu seio; serva daquele que em ti tomou forma de serva».

São Tiago (521): Bispo de Batnã, assim exclama:

«Maria é o segundo céu, pois em seu seio o Senhor do céu dignou-se habitar. Ela é a bendita entre todas as mulheres, que rasgou o decreto da maldição que pesou sobre a humanidade. Ela é a pura, a humilde, irradiando fulgor de santidade, filha de Israel. escolhida Mãe do Rei da Glória, a fim de enriquecer o mundo sedento de vida».

São Rabula (436): Bispo de Edessa, elogiou Maria Mãe de Deus:

«Ave, Maria, Mãe de Deus, toda santa, esplendoroso e maravilhoso tesouro do mundo inteiro, luz irradiante, habitação daquele que não pode ser contido em lugar algum. Tu, ó Maria, és o templo puríssimo do Criador de todas as coisas. Ave, ó Maria, porque por teu intermédio nos foi anunciado aquele que, remindo-nos, tirou o pecado do mundo. Ó Virgem Santa, intercede junto do Filho pelos pecadores que em ti confiam».

São Baloi (460): Bispo da Síria, cantou as glórias da Virgem Nossa Senhora:

«Bem-aventurada és Tu, ó Maria, porque em Ti encontraram solução os enigmas e mistérios anunciados pelos profetas. Beata és Tu, ó Maria, porque com teu leite alimentaste o próprio Deus, o qual em sua misericórdia se fez pequeno a fim de tornar grandes. os pequenos. Glória seja dada a Ti. ó Maria, nosso refúgio! Glória a Ti. nossa honra, porque por teu intermédio a nossa raça foi elevada até o céu. Suplica a Deus, nascido de Ti que mande paz e calma à sua Igreja».

Veja também:

A Doce Vitória de Maria: uma entrevista com SS. Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico, sobre o Hino Akathistos.

Akathistos: Hino Litúrgico Bizantino à Santa Mãe de Deus


Fonte:

Nova Aurora. São Paulo, 1980

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