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| Sábado, 12 de Abril: | |||||||||||||||||||||||||
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«Virgem Mãe de Deus, «Sábado do Akathistos» (Sábado da Quinta Semana da Quaresma) Apolitikion Aquele que não tem corpo, Kondakion Nós, teus servos, ó Mãe de Deus, Prokimenon Minha alma glorifica o Senhor, Epístola: Hb 9, 24-28 Leitura da Primeira Epístola do Apóstolo São Paulo aos Hebreus Evangelho Mc 8, 27-31 Aleluia Aleluia, aleluia, aleluia! Lembra-te do teu povo que elegeste há tanto tempo; Deus, que é nosso Rei antes dos séculos, Proclamação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Marcos Kinonikón Tomarei o Cálice da salvação Hirmos Rejubile-se em espírito toda criatura da terra,
O belíssimo hino Akathistos, em honra da Mãe de Deus, tão apreciado pela piedade popular bizantina há cerca de treze séculos, agora começa a ser conhecido também no Ocidente, está presente em diversos trechos do Ofício da festa, como por exemplo no proêmio que precede as vinte e quatro estrofes do hino, ou no kondakion (8º tom) cujo texto transcrevemos em seguida: «Ó Mãe de Deus, invencível estratega, O Hino Akathistos (que literalmente significa «estando de pé») composto originalmente em grego no final do século V, é de autor desconhecido. Sua autoria é atribuída a diversos personagens, porém não há nenhuma prova concludente e possivelmente, seja melhor assim. Como disse um comentarista moderno, «é melhor que o hino seja anônimo. Assim é de todos porque é da Igreja». Efetivamente, desde princípios do século V, a Igreja bizantina o incluiu em sua liturgia como a expressão mais alta do culto à Santíssima Virgem, e o canta em muitas ocasiões, de modo especialmente solene no sábado da 5ª semana da Quaresma. A estrutura métrica do texto original é de uma suma perfeição, de difícil tradução para outras línguas. As 24 estrofes que o compõem (umas mais longas, outras mais breves, alternadamente) se distribuem por igual em duas partes: uma evangélica e outra dogmática. A primeira parte representa a narração evangélica em uma série de quadros que vão desde a Anunciação de Maria até o Encontro de Maria com Simeão no templo de Jerusalém. A segunda parte expõe os principais artigos da fé mariana da Igreja: virgindade perpétua, maternidade divina, medianeira das graças celestiais. O Hino Akathistos é comum a todos os cristãos de rito bizantino, ortodoxos e católicos. Constitui pois, uma antiga e solene ponte para a plena comunhão entre a Igreja do Oriente e do Ocidente.
«Digna de todo louvor, «Ó gloriosa, sempre Virgem e bendita Mãe de Deus, O Pai é minha esperança, Em ti deposito toda a minha esperança; Depoimentos de Santos Escritores Orientais da Antigüidade sobre a devoção a Bem Aventurada Virgem Maria. São Cirilo de Alexandria (430): Doutor da Igreja, enaltecendo a maternidade de Maria, assim diz: «Salve, ó Maria, Mãe de Deus, Virgem e Mãe, estrela e vaso de eleição! Salve Maria, Virgem Mãe e serva; virgem na verdade, por virtude daquele que nascer de ti; mãe por virtude daquele que cobriste com panos e nutriste em teu seio; serva daquele que em ti tomou forma de serva». São Tiago (521): Bispo de Batnã, assim exclama: «Maria é o segundo céu, pois em seu seio o Senhor do céu dignou-se habitar. Ela é a bendita entre todas as mulheres, que rasgou o decreto da maldição que pesou sobre a humanidade. Ela é a pura, a humilde, irradiando fulgor de santidade, filha de Israel. escolhida Mãe do Rei da Glória, a fim de enriquecer o mundo sedento de vida». São Rabula (436): Bispo de Edessa, elogiou Maria Mãe de Deus: «Ave, Maria, Mãe de Deus, toda santa, esplendoroso e maravilhoso tesouro do mundo inteiro, luz irradiante, habitação daquele que não pode ser contido em lugar algum. Tu, ó Maria, és o templo puríssimo do Criador de todas as coisas. Ave, ó Maria, porque por teu intermédio nos foi anunciado aquele que, remindo-nos, tirou o pecado do mundo. Ó Virgem Santa, intercede junto do Filho pelos pecadores que em ti confiam». São Baloi (460): Bispo da Síria, cantou as glórias da Virgem Nossa Senhora: «Bem-aventurada és Tu, ó Maria, porque em Ti encontraram solução os enigmas e mistérios anunciados pelos profetas. Beata és Tu, ó Maria, porque com teu leite alimentaste o próprio Deus, o qual em sua misericórdia se fez pequeno a fim de tornar grandes. os pequenos. Glória seja dada a Ti. ó Maria, nosso refúgio! Glória a Ti. nossa honra, porque por teu intermédio a nossa raça foi elevada até o céu. Suplica a Deus, nascido de Ti que mande paz e calma à sua Igreja». Veja também: Akathistos: Hino Litúrgico Bizantino à Santa Mãe de Deus Fonte: Nova Aurora. São Paulo, 1980 |
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