Santa Cristina era a filha de um governante da cidade de Tiro. Seus pais eram pagãos, mas pela providência de Deus, foi chamada com um nome que indicava o seu futuro cristão. Não havia naquela cidade, entre todas as jovens, uma mais bela e graciosa do que ela. Seu pai, desejando preservar sua virgindade, construiu uma habitação exclusivamente para ela e, pondo ali alguns ídolos, ordenou que ela os venerasse. Vivendo na solidão, Cristina contemplava o céu estrelado e, como Santa Bárbara, concluiu que devia haver um único Criador de todas as coisas. Deus lhe providenciou que conhecesse alguns cristãos que a ensinaram sobre a fé cristã. Cristina passou então a crer em Nosso Senhor Jesus Cristo, destruindo, com grande indignação, todos os ídolos que estavam em sua casa. Por causa disso, por ordem de seu pai, foi submetida a diferentes formas de tortura: foi espancada impiedosamente, teve seu corpo cortado com lâminas afiadas, foi queimada com fogo e depois jogada em uma cova com serpentes venenosas etc. Finalmente, os carrascos traspassaram com lanças e espadas o seu corpo, e assim foi como o Santa mártir Cristina sofreu por amor a Cristo no ano 300.

Tradução e publicação neste site
com permissão de:
Ortodoxia.org
Trad.: pe. André

Santa Cristina, mártir cristã, séc. IV

Os registros gregos mostram como sua terra natal Tiro, na Fenícia, hoje conhecida como Tunísia, enquanto os latinos citam Bolsena, na Toscana, Itália. Estes relatos do antigo povo cristão contam que o pai de Cristina, Urbano, era pagão e um oficial do Império, que ao saber da conversão da filha, queria obrigá-la a renunciar ao Cristianismo. Por isso, decidiu trancar a filha numa torre na companhia das doze servas pagãs. Para mostrar que não abdicava da fé em Cristo, Cristina despedaçou as estátuas dos deuses pagãos existentes na torre e jogou janela abaixo as jóias que as adornavam, para que os pobres pudessem aproveitá-las. Quando tomou conhecimento do feito, Urbano mandou chicoteá-la e prendê-la num cárcere. Nem assim conseguiu a rendição da filha e, por isso, a entregou aos juízes.

Cristina foi torturada terrivelmente e depois lançada numa cela, onde três anjos celestes limparam e curaram as suas feridas. Como solução final, o governante pagão mandou que lhe amarrassem uma pedra ao pescoço e a jogassem num lago. Novamente anjos intervieram: sustentaram a pedra que ficou boiando na superfície da água e levaram a jovem até a margem do lago.

As torturas continuaram: Cristina foi novamente flagelada, depois amarrada a uma grade de ferro quente e colocada numa fornalha superaquecida, mordida por cobras venenosas e teve os seios cortados, antes de finalmente ser morta com duas lanças transpassando seu corpo.

 

 

 

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