Ícone antigo do Grande Mártir e Médico Panteleimon, Monastério São Panteleimon de Monte Athos, hoje encontra-se na Catedral da Intercessão. São Panteleimon é retratado em toda a extensão, segurando instrumentos médicos em sua mão direita.

São Panteleimon (Pantaleão) nasceu em Nicomédia da Bitínia (atual Turquia). Seu pai era um nobre pagão. Sua mãe, a justa Evola, educou seu filho na fé cristã, mas morreu quando Pantaleão era ainda um menino. O santo freqüentou um colégio pagão e depois estudou medicina com um médico famoso. Mais tarde foi apresentado ao imperador Maximiliano Galerno (286-303), que o reteve como médico em sua corte. Nessa época, em Nicomédia, estavam escondidos os presbíteros Hermolau, Ermipo e Ermocrates que foram salvos de serem queimados com outros cristãos no templo da cidade. O sacerdote Hermolau. Depois de ficar atento ao jovem médico, explicou-lhe as verdades fundamentais da fé cristã. Pantaleão começou então a visitá-lo com freqüência e recebeu de Deus o dom de curar enfermidades invocando o nome do Senhor Jesus Cristo. Certa vez, ao avistar na rua uma criança que havia morrido por uma picada de cobra, Pantaleão começou a suplicar a Deus que lhe devolvesse a vida. O menino reviveu, e depois deste milagre Pantaleão foi batizado, recebendo o nome de Panteleimon, que significa «todo-misericordioso».

Certo dia Panteleimon foi levado a um cego que, após suas orações e Jesus Cristo, este teve sua visão recuperada. O pai de Panteleimon, testemunhando esse milagre, aderiu à fé em Jesus Cristo e foi batizado. Panteleimon curava a todos os que recorreriam a ele, com medicamentos ou orações, sem nada cobrar por isso. Todos estes grandes feitos suscitou a inveja no âmbito do círculo médico, e Panteleimon foi denunciado como cristão ao imperador Maximiliano que tentou convencer o Santo a oferecer sacrifícios aos ídolos. Panteleimon, não só se recusou a isso, como, diante de todos os presentes, curou um doente que se encontrava prostrado. Irado com o que presenciara, Maximiliano ordenou que, Panteleimon e o enfermo que fora curado, fossem submetidos à tortura. Não obstante todas as torturas aplicadas, Panteleimon permaneceu ileso. Em seguida, foram trazidos os presbíteros Hermolau, Ermipo e Ermocrates que foram mortos por decapitação.

São Panteleimon foi finalmente decapitado e de suas feridas fluíram leite e sangue. Morreu, portanto, como mártir, no ano 305. A oliveira na qual São Panteleimon foi amarrado enquanto era submetido à torturas, ficou coberta de frutos. O imperador ordenou então que fosse cortada e queimada junto com o corpo do santo. Este permaneceu intacto após ter ser retirado da fogueira, sendo sepultado nas imediações. [Consta que cristãos armênios teriam trazido o corpo de  São Panteleimon para o Porto no século XV. Durante muitos anos, foi o padroeiro daquele cidade].

A vida, o martírio e a morte de São Panteleimon foram escritos por testemunhos. Suas santas relíquias estão espalhadas em pequenos fragmentos por todo o mundo cristão. No dia da comemoração do Grande Mártir São Panteleimon, reúnem-se em Nicomédia milhares de cristãos ortodoxos, armênios, católicos romanos e até mesmo muçulmanos, levando doentes de todos os lugares do mundo em busca de curas para suas enfermidades. Na Metropólia de Nicomédia são conservados uma grande quantidade de testemunhos por escrito de gregos, turcos, armênios, italianos, entre outros, que receberam alguma graça de cura de seus males por intercessão do Grande Mártir. O nome de São Panteleimon é lembrado e citado nas orações durante os ofícios pelos doentes e de bênção da água. Os médicos o têm como seu Santo patrono.

Tradução e publicação neste site
com permissão de:
Ortodoxia.org
Trad.: pe. André

 

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