Santa Marina e Santa Kira eram irmãs e viveram durante o século V, na cidade de Beira, na Síria.Desprezando sua origem nobre, elas se retiraram da cidade e se instalaram em uma caverna passando a viver monasticamente. Lá viveramde modo irreparável por cerca de 40 anos, no silêncio, jejum e oração. Usavam por baixo de suas vestes de monjas, pesadas correntes de ascetas, intensificando. Apenas uma vez deixaram o confinamento para ir visitar o Santo Sepulcro de nosso Senhor, em Jerusalém. Morreram pacificamente em torno do ano 450, deixando para a posteridade um santo testemunho de vida cristã.

Tradução e publicação neste site
com permissão de www.ortodoxia.org
Trad.: Pe. André Sperandio

São Protério, Patriarca de Alexandria († 457)

Dióscoro, um homem sem princípios, sucessor de São Cirilo no Patriarcado de Alexandria, patrocinou a heresia de Eutíquio e propagou os seus erros. São Protério foi ordenado sacerdote por São Cirilo. Dióscoro, que conhecia a grande estima que o povo tinha por Protério e queria conquistá-lo, o tinha nomeado arcipreste e confiado a ele o cuidado de sua  Igreja, mas Protério se opôs a  Dióscoro, quando este começou a apoiar abertamente os hereges. O Concílio de Calcedônia condenou e depôs em 451; Protério foi eleito para sucedê-lo. A cidade de Alexandria, tomada de tumultos e muita violência, ficou dividida em dois partidos: o de Protério e o que pedia o retorno de Dióscoro. Timoteo Eluro e Pedro Mongo, dois sacerdotes que defendiam a facção cismática, causaram tanta confusão durante o governo de Protério, que o santo viveu este período em permanente ameaça, apesar da decisão do Concílio de Calcedônia e das ordens do imperador. Com a morte de Dióscoro, Eluro conseguiu ser consagrado e eleito para a sede episcopal e seu partido o proclamou legítimo bispo de Alexandria. As tropas do imperador retiraram Eluro da diocese. Isto provocou a irritação nos eutiquianos a ponto de São Protério ter de refugiar-se no batistério da igreja de São Quirino para se livrar de suas ameaças. Mas os hereges não respeitaram este direito de asilo, entrando na igreja e apunhalando-o durante a Semana Santa do ano 457. Não satisfeitos com isso, arrastaram seu corpo pelas ruas, esquartejaram e queimaram seus restos, espalhando depois suas cinzas. Os bispos da Trácia, em uma carta que escreveram pouco depois para o imperador, declararam que consideravam Protério um mártir e que confiavam  em sua valiosa intercessão diante do Senhor.

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