Nasceu na Itália central, tendo sido eleito papa de Roma num momento em que a heresia monofisita havia entrado na  Igreja. Infelizmente, nesta época, a Igreja de Constantinopla estava sob o patriarca Paulo II, um defensor dessa posição junto com o imperador Constantino II. São Martinho defendeu a fé ortodoxa e, através de cartas e delegados especiais enviados ao patriarca Paulo, tentou fazê-lo voltar à verdadeira fé, à doutrina ortodoxa. O patriarca, influenciado pelo imperador insistiu em defender o monofisismo, exilando em diferentes ilhas os enviados do papa. O patriarca ordenou que São Martinho fosse levado cativo para Constantinopla e, posteriormente, exilado em Kherson, na Ucrânia. São Martinho morreu em 16 de setembro de 655, depois de ter governado a igreja durante seis anos. O mais importante, porém, é que a morte o encontrou lutando pela verdadeira fé e «ensinando corretamente a palavra da verdade»

Tradução e publicação neste site
com permissão de
www.ortodoxia.org
Trad.: Pe. André Sperandio

II

A sua terra natal era Todi e na Igreja Romana era diácono, mas o seu grande feito seria o de substituir o então Papa Teodoro em 13 de maio de 649. Cedo provou ser de linha dura tendo mão forte no governo onde inclusíve não aguardou o consentimento da sua eleição pelo então Imperador Constante II. Por disputas políticas das quais Martinho participou de modo a incomodar o Imperador com a sua atitude, este último ordenou que o exarca de Ravena de nome Olímpio assassinasse Martinho a meio da celebração de uma missa em que ambos estavam presentes, mas ao tentar cravar o punhal, Olímpio foi atingido por uma intensa luz que o cegaria totalmente. Este acontecimento convenceu o próprio Olímpio da santidade que esteve disposto a matar, deste modo mudou de atitude e tentou a reconciliação com o santo. O Imperador sabendo da morte em 653 de Olímpio conseguiu concretizar a sua vingança com o mais novo exarca que seria Teodoro de Calíopa que prende o Papa. Neste momento a acusação era a de Martinho ter-se apropriado ilegalmente do cargo de Papa e assim inicia o seu longo período de martírio e dor, onde se somaram as piores calamidades. Ao longo de todo esse sofrimento tentava manter a vontade do corpo mas por fim foi aprisionado e submetido à falta de comida que o enfraqueceria até a morte em 13 de Abril de 656.

 

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