icone-ss-basilio-e-glafyraSão Basílio era bispo de Amaséia, na região do Ponto, no tempo do imperador Licínio (308-324). Era casado  com Constância , irmã de São Constantino, o Grande. Constância tinha uma escrava chamada Glafyra. Quando soube que Licínio nutria por ela desejos pecaminosos, Constântia enviou secretamente Glafyra para o Oriente. Chegando a Amaséia, ela refugiou-se na casa de Basílio. Quando soube disso, Licínio ficou muito furioso e ordenou que ambos fossem trazidos perante ele. Entretanto, quando os oficiais chegaram ao local, Glafyra já havia adormecido no Senhor – contudo, sua memória é celebrada no mesmo dia de São Basílio. São Basílio foi então conduzido sozinho para Nicomédia, onde foi decapitado. Seu corpo foi lançado ao mar, mas através de uma revelação divina foi encontrado e trazido de volta novamente para Amaséia.

Trad.: Pe. Pavlos Tamanini

Santo Etienne, primeiro bispo de Perm (†1396)

Na Hagiografia de São Sérgio de Radonezh conta-se que num certo dia um bispo ia em direção a Moscou e, já distante cerca 10 quilômetros do monastério deste santo, teria voltado do caminho e dito a São Sergio: «A paz seja contigo, irmão!» São Sérgio, que se encontrava naquele momento no refeitório, levantou-se e e foi ao local onde estava o bispo e respondeu: «bom dia pastor do rebanho de Cristo! A paz de Deus seja sempre contigo!» Mais tarde, explicou aos monges que tratar-se do Bispo Etienne que se dirigia a Moscou e que deixara suas saudações ao monastério, e que sua presença ali atraiu as bênçãos do céus.

Desde o inicio de sua conversão, os russos enviaram missionários aos mongóis e filandeses. No século XIV, renovou-se o zelo missionário, sendo um grande incentivador o bispo Etienne. Quando ainda era monge de Rostov, em 1370, foi evangelizar os zirios ou permiakis, uma comunidade russa que situava-se a leste de Volga e a sudoeste dos Montes Urales, local de origem de Santo Etienne. A maneira de fazer missões de Santo Etienne recordava a dos santos mestres Cirilo e Metódio. Segundo seu hagiógrafo, Etienne estava convencido de que cada povo deveria adorar a Deus em sua própria língua, pois Deus era a fonte de todos os idiomas. Por isso, uma das primeiras coisas que fez foi traduzir o essencial da liturgia e muitas passagens da Sagrada Escritura para a língua local. Tão convencido estava de que cada povo tem seu lugar no cristianismo que sequer ensinava aos convertidos o alfabeto russo, mas valia-se dos próprios símbolos locais para explicar a fé. São Etienne se destacou ainda por sua obras sociais em favor dos oprimidos. Em 1383, em reconhecimento pelo conjunto de suas obras, foi nomeado Bispo de Perm pregando e escrevendo contra as heresias locais. Santo Etienne morreu em Moscou no ano de 1396.

Tradução e publicação neste site
com permissão de
www.ortodoxia.org
Trad.: Pe. Pavlos Tamanini

 

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